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Raiva

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

​A raiva é uma expressão de emoção que vem na carona de vários outros sentimentos e situações com as quais nos deparamos durante a nossa existência.

1 JUN 2015 · Leitura: min.
Raiva

A raiva é uma expressão de emoção que vem na carona de vários outros sentimentos e situações com as quais nos deparamos durante a nossa existência. Só para citar alguns: Perda, inveja, inferioridade, traição, entre outros. Podemos hospedar a raiva dentro de nós, ora em momentos solitários, ora em conflitos nas relações sejam elas afetivas, familiares, sociais ou nas relações de trabalho.

Em ambas as situações, comumente o ser humano elege o outro como causador da raiva. Ora é o cônjuge ora é o chefe no trabalho, o parente, o vizinho, etc. Em situações de conflito, o embate é muito comum e ambos agentes envolvidos travam uma disputa pela razão. Ocorre que a racionalidade não dá conta sozinha para explicar a raiva ou cessar uma situação de conflito.

É comum ao analisar o conflito tempos depois, envolvidos e expectadores do conflito se dão conta do que poderia ou não ter sido feito, mas passado é passado. Talvez seja interessante refletirmos sobre alguns aspectos:

  1. Evitar o embate e buscar uma compreensão do sentimento envolvido talvez possa dar um novo significado para a situação fazendo com que os agentes saiam de um embate e cheguem a um belo encontro e troca de percepções.
  2. Assumir nossa própria responsabilidade do sentimento de raiva que hospedamos mesmo que racionalmente o outro tenha sido o culpado. O outro pode ter provocado uma situação de raiva, mas cabe a nós nos apropriarmos disso ou não. O que quero dizer com isso é que há um campo psicológico, de energia que transita entre o pensar e o agir perpassando pelo significado da situação que chega a nossa consciência. Pois bem, se ao darmos um novo significado podemos evitar muitos momentos de raiva então a responsabilidade de hospedarmos esse sentimento de raiva e o momento ruim pelo qual passamos por isso passa ser em parte nossa responsabilidade também.
  3. Usar de empatia (se por no lugar do outro, sair da sua ótica e se colocar na ótica do outro) pode ajudar a diminuir o sentimento de raiva.
  4. Refletir no momento do conflito se aquela não é a hora de se preservar para a própria saúde dos envolvidos e da relação.
  5. Saber transitar entre os momentos que se deve conter a impulsividade e os momentos que devemos deixá-la fluir. O desequilíbrio está justamente quando o sujeito adota sempre como padrão de comportamento apenas um desses momentos. Ou sempre contem suas emoções ou sempre as permitem explodir.
  6. Compartilhar com o sucesso e bem-estar do outro, no caso, por exemplo, da raiva se originar em um sentimento de inferioridade ou inveja, ao invés de estabelecer crenças que seu sucesso só é possível em detrimento do sucesso dos outros.
  7. Não nos apropriarmos em demasia dos atos do outro. Esse "não apropriar-se" ou "desapego" não significa uma apatia, mas sim uma tentativa de não levar muito a sério algumas situações, quebrando a programação relacional e reacional do seu interlocutor.

Em muitas atitudes e falas que nossos interlocutores nos apresentam há uma expectativa de interação e reação dele com relação a você. Ocorre que quando você quebra essa expectativa, seja resignificando a situação, usando de empatia, não se apropriando dos atos e da fala dele, há uma grande chance de deixá-lo perdido e sem reação.

Foto: por imagemunky (Flickr)

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Escrito por

Dielson Rocha

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