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Vamos combater a violência!

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

A violência contra a mulher aumenta e perpetua problemas familiares e sociais, destrói sonhos, sentimentos e vidas. Não seja conivente com a violência! Denuncie!

24 NOV 2017 · Leitura: min.
Vamos combater a violência!

"No dia que for possível à mulher amar em sua força e não em sua fraqueza, não

para fugir de si mesma, mas para se encontrar, não para se renunciar, mas para se

afirmar, nesse dia o amor tornar-se-á para ela, como para o homem, fonte de vida

e não perigo mortal". Simone de Beauvoir

A data 25 de novembro foi declarada como Dia internacional da Não-violência Contra a Mulher, um dia no qual são realizados diversos eventos que visam lutar contra esta violência, fortalecer as mulheres para prevenir a violência doméstica, orientar e conscientizar a sociedade quanto ao mal que a agressividade pode causar a todos os envolvidos.

Quando paramos para refletir sobre esta data, pode surgir o questionamento do por que ela existe, visto que existem tantas datas bonitas a serem comemoradas, como Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados, dos Pais etc. Mas, há estas datas de lutas/combates e grande parte da população não sabe que existem, ou sabem e não entendem o significado e o motivo da sua existência.

Bom, se existe o Dia do Combate à Violência Contra a Mulher e outras datas como esta, é por que existe razão para sua existência, é por que foi necessário criar esta data para levar a conhecimento da população a necessidade de se refletir sobre a violência e buscar formas de combatê-la.

Neste viés, devemos refletir também sobre a criação de algumas leis, como a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, a inclusão de artigos/parágrafos em outras leis, tendo como exemplo a atualização da Lei 8080/90 que versa sobre o SUS – Sistema Único de Saúde, que incluiu em seu Capítulo II Artigo 7º o inciso XIV que traz como princípio o atendimento específico e especializado para vítimas de violência doméstica em geral, garantindo acompanhamento psicológico, cirurgias plásticas reparadoras, entre outros.

Ao se deparar com a criação destas leis podemos ver como um avanço nas legislações, e realmente existe um grande avanço nas legislações, entretanto, estas legislações nos mostram a triste realidade de que são necessárias! De que existem mulheres e outras pessoas precisando de amparo e ajuda neste sentido, pois, foram agredidas, machucadas, destruídas tanto física quanto emocionalmente e se tornou preciso criar legislações e dias de lutas/combates para que a sociedade se dê conta do quanto está errada, do quanto tem criado dor e sofrimento.

A violência contra mulher é histórica, os estupros, os abusos de todas as formas, a subserviência, a religiosidade machista e opressiva, tudo isto, durante muito tempo em nossa cultura e ainda hoje em algumas culturas distantes, assim como em algumas mentes defasadas em nosso país (infelizmente) conserva-se a crença de que a mulher é um ser inferior, alguém que deve servir aos homens-de todas as formas possíveis, um objeto de prazer e servidão.

Houve tempos em que as leis desfavoreciam muito as mulheres, favorecendo a desvalorização e a violência, pois, a mulher não tinha direito a votar e ser votada, a mulher não podia opinar nos negócios, não era bem vista se não se dedicava apenas aos cuidados da casa, marido e filhos. Não podia decidir se queria ter filhos ou não, não podia reclamar da forma que o marido a tratava, etc.

Até pouco tempo atrás a mulher poderia ser morta pelo esposo caso cometesse adultério, sendo que sua morte não era considerada um crime grave, já que foi cometido "em legítima defesa da honra". Também poderia ser "castigada" ou morta por motivos fúteis e dificilmente o agressor era considerado culpado e condenado apagar pelo que fez.

Após tantos anos sendo desvalorizadas, consideradas seres inferiores e humilhadas, muitas lutas começaram a acontecer, aos poucos a mulher foi conquistando espaços, mostrando sua competência e alcançando posições antes dominadas pelos homens. Então, algumas leis foram modificadas e a violência contra a mulher foi paulatinamente sendo considerada de fato crime.

Entretanto, continua infiltrado em algumas culturas e indivíduos a crença de que a mulher é inferior ao homem e não deve sair deste lugar de servidão e anuência, o que tem mantido alguns costumes do passado. Logo, foram estabelecidas Leis e datas como as citadas acima, na busca de conscientizar toda sociedade quanto à gravidade da violência contra a mulher, seja ela física, moral, psicológica, patrimonial e, principalmente levar ao conhecimento das mulheres o que se caracteriza violência, a qual não devem se submeter pois, esta pode ser agravada, tirando-lhe a dignidade, a alegria, a vida...

Portanto, devemos nos conscientizar e entrar neste combate, nós mulheres, nos dar o respeito, não permitir que outros nos desrespeite, indiferente da relação que for, não aceitar rótulos, não concordar com o machismo, não julgar outras mulheres, mas buscar auxiliar, orientar sobre seu valor e direitos.

Por fim, como cidadão temos o dever de proteger a humanidade, existe o ditado "em briga de marido e mulher não se mete a colher", porém, ele está mais do que ultrapassado! Vamos exercitar a empatia, nos colocar no lugar do outro e analizar como gostaríamos de ser tratados, tanto os homens (ou pessoa de qualquer gênero) que cometem violência, mesmo que julguem estar correta, quanto a pessoa que percebe violência na casa dos vizinhos, que sabe de alguém que lhe relatou, que se suspeita por apresentar marcas no corpo, enfim, todos temos o dever de denunciar. Violência contra mulher é crime e você pode salvar uma vida deixando sua "discrição" de lado e cultivando a Humanidade!

Escrito por

Joscelaine Lima

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