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Existiria um gene da violência?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Estudo revela que comportamentos violentos podem estar associados a modificações genéticas. No entanto, situação pode ser controlada com tratamento adequado. Entenda mais a seguir.

22 JUN 2017 · Leitura: min.
Existiria um gene da violência?

ue algumas pessoas são mais violentas do que outras é algo que se sabe e se vê no dia a dia. Porém, o que faz com que autores de agressões e crimes acabem repetindo ações do tipo mesmo depois de punições? Será que a reincidência teria a ver com um possível gene da violência?

A resposta é sim, conforme estudorealizado por um grupo de neurocientistas do Instituto Karolinska, na Suécia. Para isso, foram analisados os DNA's de 800 detentos finlandeses. O resultado foi que todos os condenados por atos de agressividade possuíam pelo menos uma das variantes genéticas: o MAOA e o CDH13.

Ainda segundo a pesquisa, pessoas com as duas variantes presentes têm até 13 vezes mais possibilidades de cometer um ato violento. Além disso, todos os autores de crimes violentos possuíam uma versão do MAOA de baixa atividade.

O MAOA é responsável por controlar a produção do neurotransmissor chamado dopamina. Quando sua atividade diminui, existe a chance de a pessoa cometer um ato violento. Ainda conforme o estudo, se a pessoa faz uso de álcool, cocaína ou anfetamina, as chances de ocorrerem ações agressivas são potencializadas.

Como a psicologia pode incidir na mudança de comportamento?

Como explicam psicólogos especialistas em agressividade, comportamentos violentos costumam se manifestar ainda na infância. É o que destaca a psicóloga Beatriz Fugimoto, refletindo sobre a responsabilidade dos pais e cuidadores:

"A agressividade é uma linguagem específica utilizada para comunicar sentimentos fortes que nem sempre estão sendo percebidos pelos outros, mas que se fazem urgentes e necessários. É geralmente um pedido de socorro, um grito. Aos pais, cabe mostrar, ao longo do processo educacional dos filhos, que há maneiras melhores de se expressar e de resolver os conflitos e os problemas. Isso se faz, em primeiro lugar, dando o exemplo."

Beatriz ressalta ainda que as crianças tendem a reproduzir as atitudes dos adultos. Ou seja, filhos de pais com comportamentos agressivos têm maior chance de assumirem um entorno em que os atos violentos são permitidos e justificados.

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Em casos de agressividade manifesta, seja por uma derivação genética ou comportamental, o acompanhamento terapêutico aparece como um grande aliado, podendo ser necessário, segundo a gravidade do caso, um encaminhamento para avaliação com um médico psiquiatra. Os esforços conjuntos servirão para minimizar os efeitos e o impacto negativo dessa agressividade na vida da pessoa e de quem a rodeia.

Reconhecer a violência é o primeiro passo

É preciso ficar atento aos sinais de agressividade, que podem estar presentes no dia a dia, seja no trabalho ou na vida privada. Cabe destacar que a violência não se manifesta somente ações físicas, mas também verbais, como xingamentos, por exemplo.

Leia mais: Como saber se a agressividade passou dos limites?

O primeiro passo sempre é descobrir qual o motivo desencadeador da violência, que pode estar associando a traumas vividos no passado, mas nunca resolvidos. Quanto antes isso ocorrer, maiores as chances de se controlar a situação e se levar uma vida plena e equilibrada.

Fotos: por MundoPsicologos.com

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