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Emerofobia: entenda o medo à solidão

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Atualmente, há uma lista de fobias que chega a ser quase interminável. Você já ouviu falar da emerofobia? Saiba mais sobre o transtorno, suas origens e sintomas a seguir.

11 JAN 2019 · Leitura: min.
Emerofobia: entenda o medo à solidão

É natural que, em algum momento da vida, você seja invadido pelo medo de ficar sozinho, não necessariamente se referindo às relações sentimentais. Isso costuma acontecer especialmente quando a pessoa está experimentando um momento de muitas mudanças, nem sempre positivas, o que acaba abalando a autoestima e a autoconfiança.

Porém, em alguns casos, esse sentimento natural evolui para um quadro mais persistente e doentio, assumindo a forma de fobia. Está claro que os homens são, por natureza, animais sociais, que constroem suas experiências em relação ao outro. O que acontece é que em alguns casos a relação fica desequilibrada, demandando um contato contínuo como forma de aliviar o mal-estar e o sofrimento emocional de ter que viver uma solidão prolongada.

Esse comportamento tem nome: emerofobia. Pessoas que são invadidas por uma sensação de pânico e forte ansiedade quando são obrigadas a estar sozinhas, mesmo que seja por curtos períodos de tempo.

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Entendendo a emerofobia

De acordo com psicólogos especializados, esse tipo de transtorno se refere a uma fobia situacional. A pessoa que tem emerofobia não sente medo de algo concreto, como pode ser uma agulha ou uma aranha, mas ao se ver submetida a uma situação específica, no caso, a solidão, a exemplo do que acontece com o medo de altura ou de estar em lugares fechados.

Somente ao pensar na possibilidade de que esta situação se concretize, a pessoa experimenta alterações psicológicas desproporcionais. Afinal, esse tipo de medo é irracional, e desencadeia uma série de sintomas:

  • batimentos cardíacos acelerados
  • tonturas e falta de ar
  • aumento da sudorese
  • dores de cabeça
  • dificuldade para respirar
  • tremores, etc.

Os sinais físicos são os primeiros a aparecer, mas vão se intensificando e dando espaço a um mal-estar psicológico significativo e persistente, com pensamentos obsessivos, ansiedade, problemas para conciliar o sono e um estado de confusão mental.

Sem apoio psicológico, esse tipo de transtorno pode ser muito prejudicial, limitando as ações do indivíduo e prejudicando o funcionamento da sua rotina.

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Causas e tratamento

Há várias hipóteses que tratam de explicar a origem da emerofobia, porém ainda estamos longe de ter um consenso nesse sentido. As causas mais prováveis estão ligadas a:

  1. traumas derivados de se sentir extremamente indefeso por estar só
  2. situações de abandono na infância
  3. situações de acosso ou violência psicológica

É habitual que a emerofobia comece a dar seus primeiros sinais na adolescência, quando esse sujeito está consolidando sua individualidade. A necessidade de pertencimento e adaptação pode desequilibrar a balança, dificultando a construção da autoestima e da autoconfiança.

Para tratar a emerofobia é fundamental entrar em contato com um psicólogo. Quanto antes a pessoa começar a lidar com os efeitos do medo na sua rotina, e tratar de compreender quais são os mecanismos que disparam os sintomas, quando costumam aparecer e quais os recursos mais eficazes para retomar o controle, mais fácil será que o tratamento tenha o efeito desejado.

A psicoterapia é o maior aliado no autoconhecimento e no combate da fobia. Obviamente, dependendo da gravidade dos sintomas experimentados pela pessoa, e de quão prejudicada está a sua rotina, pode ser necessário aliar o apoio psicológico a um acompanhamento psiquiátrico, podendo ser receitados medicamentos para controle, especialmente, dos sintomas físicos da doença. 

Fotos: MundoPsicologos.com

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1 Comentários
  • Suzanne Kamilla

    não seria emetofobia? emetofobia

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