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Como combater a fobia social?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

A fobia social é um transtorno que afeta pessoas de ambos os sexos e pode provocar sérios danos profissionais, por exemplo. No entanto, existem caminhos para tratá-la. Veja a seguir.

4 JAN 2017 · Leitura: min.
Como combater a fobia social?

Com certeza você já ouviu falar sobre a fobia social, um transtorno que afeta pessoas de ambos os sexos, provocando forte ansiedade e temor. Quem tem este problema se preocupa em demasia com a impressão e o julgamento de quem está ao redor.

Por isso, o momento de se "expor" socialmente é um desencadeador de sentimentos de apreensão, em que o medo maior recai sobre ser criticado ou ridicularizado. Desta forma, a pessoa simplesmente vai se isolando e evitando contato com o mundo exterior.

A fobia social precisa ser tratada com psicoterapia e, de acordo com a gravidade do caso em questão, também com tratamento medicamentoso. Trata-se de um transtorno grave que pode destruir com a autoestima da pessoa. Não é raro que quem sofra com o problema busque refúgio nas drogas, alcoolismo ou outros vícios, inclusive adotando posturas suicidas.

Conforme profissionais da área, existem alguns passos que podem ser seguidos por pessoas que começam a manifestar os primeiros sintomas da fobia social:

1) Aceite que você tem um problema

Se você tem medo de estar em público, de ser apresentado a alguém, de estar no centro das atenções, de participar de eventos e sente que situações assim o apavoram e o paralisam, o primeiro passo é reconhecer que você tem um problema e precisa de ajuda.

2) Investigue seu passado

Esse tipo de comportamento normalmente está associado a um trauma anterior que pode ter tido origem na infância ou na adolescência. Durante a psicoterapia, um dos focos é justamente chegar ao ponto inicial do problema. Mas você não precisa esperar pelo psicólogo para fazer uma autoanálise e tentar descobrir o que pode estar desencadeando esse medo em você.

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3) Afaste os pensamentos negativos

As emoções têm o poder de contagiar, sejam elas positivas ou negativas. Você pode escolher como nortear seu dia a dia, deixando que o otimismo e a vontade de progredir estejam presentes em cada coisa que você faz.

4) Faça as pazes com você

Todas as pessoas têm pontos fracos, falhas e características que podem ser melhoradas. Quando você se conhece e tem claro quais são seus defeitos e qualidades, já não se surpreende com o juízo dos demais. Você sabe do seu valor e está preparado para continuar em desenvolvimento, com persistência e capacidade de adaptação.

5) Aceite desafios, mas gradualmente

Uma vez reconhecido que há um problema, feito um esforço para se compreender de onde ele vem e para entender que você precisa se querer tal como é, chega momento de começar a se desafiar, de forma gradual, tentando estar em situações que antes eram incômodas.

Uma boa estratégia é trabalhar suas habilidades sociais e tentar ampliar seu círculo de relações, para que o convívio social se transforme em algo agradável, ainda que num ambiente mais reduzido.

Nunca se esqueça: pequenos resultados são um grande avanço para quem sofre de fobia social. E, se precisar de um empurrão profissional, não deixe de entrar em contato com psicólogos especializados em fobia social.

Fotos: por MundoPsicologos.com

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1 Comentários
  • Jonas

    Sofro disso desde criança,hoje tenho 36 anos Tenho tendência genética de ter fobia social,somado a isso sofri inúmeros traumas: Separação traumática dos pais Fiz xixi na cama até os 16 anos Sofri muito bullying na escola Presenciei cenas de sexo e uso de drogas ainda criança,fatos que me abalaram profundamente Abandonei os estudos aos 18 anos Passei vários anos em isolamento quase total E inúmeros outros traumas Pois bem tentei anos de terapias de tudo quanto é tipo além dos medicamentos e nada ajudou. Minha fobia continua tão alta que nem mesmo uma simples matrícula num curso qualquer eu não consigo fazer. Por incrível que pareça todas as últimas terapias que eu tentei ao invés de me ajudarem conseguiram me deixar ainda pior e sem esperança. Infelizmente a medicina está a anos luz de poder ajudar em casos graves como o meu.

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