Celular: seria a nomofobia a síndrome do século?

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Nomofobia é a angústia diante da impossibilidade ou incapacidade de comunicar-se pelo celular ou computador é nomofobia, derivado da expressão do inglês “no mobile phone phobia”.

9 Abr 2014 · Leitura: min.
No Brasil, 34% dos entrevistados sentem profunda ansiedade ao não ter o telefone por perto
Com as novas tecnologias e a presença dos telefones celulares em quase todos os níveis da rotina de um indivíduo, já são muitos os que desenvolvem uma relação pouco saudável com o objeto, caindo em níveis de dependência patológicos. O nome criado para definir o comportamento daqueles que se angustiam diante da impossibilidade ou incapacidade de comunicar-se pelo celular ou computador é nomofobia, derivado da expressão do inglês “no mobile phone phobia”.

Somente no Brasil, há quase 273 milhões de celulares ativos, superando em pelo menos 35% o total de habitantes do país. Os dados são da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), atualizados em fevereiro deste ano. Considerando esses números, o comportamento da juventude e as preferências de parte dos adultos, chega-se a um cenário propício para o desenvolvimento e difusão desse tipo de vício.

O mal da atualidade

A nomofobia é um medo irracional de ficar sem o celular, de que se acabe o crédito ou que não haja cobertura. Medo de ficar sem bateria e, inclusive, de sair de casa sem o aparelho. O que marca o comportamento daqueles que sofrem com esse problema é justamente a necessidade de ter o aparelho sempre perto, ao alcance da mão. Muitas vezes, a proximidade vale mais que realmente estar manipulando o aparato o tempo todo. Seria um elemento transmissor de segurança.

Pesquisa recente feita pela empresa inglesa SercurEnvoy, que presta serviços móveis, apontou que quase 70% dos entrevistados afirmam sofrer de nomofobia. As mulheres estariam mais sujeitas a desenvolver esse tipo de dependência, apesar de quase 50% dos homens entrevistados afirmarem possuir dois ou mais aparelhos de celular.

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Ainda conforme o estudo, que entrevistou mil usuários, jovens entre 18 e 24 anos seriam os líderes no ranking da nomofobia. Oito de cada dez entrevistados estariam entre as vítimas desse tipo de problema.

No Brasil, os números são igualmente preocupantes. O Laboratório de Pânico e Respiração do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) investigou o tema em uma das linhas do doutorado e constatou que 34% dos entrevistados sentem profunda ansiedade ao não ter o telefone por perto. Mais de 50% do universo pesquisado afirmou ter pavor de passar mal na rua e estar sem o aparelho.

Quando se pensa no impacto psicológico desse tipo de comportamento, seja na juventude ou vida adulta, é preciso considerar o enfrentamento de um quadro complexo, já que a nomofobia quase nunca aparece sozinha. O indivíduo normalmente já vem de uma situação de ansiedade, stress ou transtornos de humor/personalidade.

Há especialistas que atrelam o aparecimento da nomofobia justamente ao caráter das novas gerações, cada vez mais imediatista e ansiosa. Os impactos na vida social desse tipo de comportamento estariam justamente no agravamento da relação "mais interação com tecnologias em detrimento das relações humanas".

Independentemente do fato de esse tipo de fobia já ter aparecido em seu consultório de especialista ou não, estudá-lo, mapear sintomas e abordagens é apostar por novos conhecimentos. É a forma mais eficiente de preparar-se para oferecer um atendimento relevante aos clientes.

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