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Criando filhos educados

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Pensamos que o papel de educar vem da escola, entretanto, estamos enganados se pensarmos dente modo. O papel da escola é outro.

5 MAI 2016 · Leitura: min.
Criando filhos educados

Confundimos educação com ensino. Vou tentar ser clara. A escola tem o papel de ensinar nossos filhos, tem o papel de desenvolver uma formação acadêmica. Ensino infantil, fundamental, médio, etc. Acaba aqui? Claro que não!

A escola é muito importante para nossos filhos, pois é o primeiro grande grupo social no qual a criança é inserida. Antes da escola o convívio era restrito ao ambiente familiar. Devido a isso o papel da escola é essencial e crucial na vida das crianças, inclusive para seu desenvolvimento global.

Mas a educação, o respeito, a empatia pelo outro, isso tem que ter início dentro de casa, no seio da família, e desde bem cedo. E por educação não se pode entender "palavrinhas mágicas". É muito mais do que "obrigado", "por favor", "com licença"...

Educar é ensinar para a criança que existem regras, limites, consequências. Claro que existem momentos que vamos deixar a criança experimentar a vida, descobrir por si própria. É fundamental incentivar que a criança seja curiosa, que não tema o novo, que tenha liberdade para experimentar o novo.

Assim como é fundamental estabelecer regras e limites, pois é apenas por meio disto que a criança se sentirá segura e poderá se desenvolver plenamente.

Vivemos num mundo voltado ao consumismo. Pais sentem-se culpados por ficar fora de casa trabalhando e presenteiam seus filhos, movidos por um sentimento de culpa que acaba sendo mais prejudicial para a criança. Se você tem que se ausentar para trabalhar, sua volta é o suficiente para seu filho ou filha.

Saber que você irá sair, mas que no fim do dia estará em casa basta. A não ser quando criamos crianças consumistas, que tão logo os pais colocam os pés em casa já perguntam: o que você trouxe para mim? O outro, o outro ser humano, acaba sendo substituído por algum objeto qualquer.

E movidos pelo sentimento de culpa ou pela falta de tempo do mundo moderno, acabamos por negligenciar o "não". Parece até que pais que falam não para seus filhos são monstros que merecem ser punidos em praça pública!

A palavra não e os porquês dela são essenciais para que a criança possa se desenvolver plenamente. Com o não ela sabe até onde pode ir, ela sabe quando recuar, ela sabe que pode se arriscar, pois quando estiver em "perigo" ouvirá um "não". O não auxilia na formação da personalidade do individuo. Faz com que perceba o outro e a si mesmo, e com isso aprenderá sobre limites, sobre deveres e direitos.

Não falo em banalizar o não. Nenhum extremo é saudável. Mas deixar de educar por culpa te trará mais trabalho no futuro, pode acreditar.

Hoje muitas crianças que recebem diagnóstico de hiperativas são, na verdade, crianças mal educadas. Crianças que não sabem lidar com regras e limites, não respeitam o espaço do outro, não tem empatia.

Claro que erramos tentando fazer o certo. Filhos não vem com manual de instrução. É tentativa e erro, muitas vezes. E muitas outras, precisamos recorrer a orientação de um profissional.

Foto: por StefSince1985 (Flickr)

Escrito por

Lilian Fernanda Gomes

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