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Conflitos que envenenam

<strong>Artigo revisado</strong> pelo

Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

O sofrimento faz parte das nossas emoções. É preciso enfrentá-lo para superar o problema que gerou esse sentimento.

7 Jun 2019 · Leitura: min.
Conflitos que envenenam

Um golpe emocional provocado pela perda de alguém querido, uma demissão, um enfrentamento familiar ou o término de uma relação pode gerar um mal-estar emocional que, se não tratado, causará episódios de insônia, mal-estar físico e outros problemas mais graves.

Há quem encare os problemas da vida com tranquilidade. Isso não significa que não são importantes, mas, sim, que essas pessoas são capazes de superar a angústia que as situações problemáticas provocam. No entanto, há situações em que o sentimento de dor emocional é tão grande que produz o que os especialistas chamam de conflito emocional não resolvido. Esses conflitos fazem com que a mente use ferramentas para ocultar o sofrimento, o que, consequentemente, provoca um mal-estar maior, que pode levar a problemas físicos ou psicológicos mais sérios.

Por que o nosso cérebro age dessa forma?

Quando sofremos uma perda importante, seja laboral, familiar, amorosa ou o falecimento de alguém querido, nosso cérebro evita que esse sofrimento se prolongue por muito tempo, causando mal-estar. Desse modo, tendemos a evitar pensamentos que nos lembrem essa perda, negamos que tenha acontecido ou tentamos compreender o que passou. Há casos em que chegamos a idealizar o que perdemos. Trata-se de um mecanismo natural que, ainda que pareça benéfico, já que reduz a ansiedade e a dor, a longo prazo é prejudicial. Isso porque não passamos pela fase de luto necessária para aceitar a perda e, portanto, esse problema acabará vindo à tona cedo ou tarde. Ou seja, em um primeiro momento, pode parecer que estamos recuperados e que esquecemos o tema, mas o tempo trará consequências, como problemas para dormir, dor de estômago, dor de cabeça, tristeza, apatia e stress.

Por isso, os psicólogos recomendam enfrentar a perda e se concentrar na fase de luto necessária para aceitar a dor emocional e a incorporá-la à vida. Porque, diferente do que se possa imaginar, a dor, o mal-estar, a tristeza e a raiva fazem parte do desenvolvimento do ser humano. Tentar ocultar essas emoções de forma demasiadamente otimista é prejudicial, pois o conflito emocional não resolvido voltará e afetará a rotina.

Os profissionais comentam que é importante passar por essas fases para que seja possível superá-las e fortalecer a estabilidade emocional. E, se necessário, falar sobre o tema, chorar, sentir raiva ou tristeza. É saudável passar por isso e incorporar essas emoções à vida, com uma finalidade concreta: ajudar a enfrentar os problemas, o que é fundamental para poder superá-los.

Evitar falar sobre o ocorrido ou esconder o mal-estar com alta dose de otimismo pode ser prejudicial para a estabilidade mental, já que a dor continuará presente e acabará provocando quadros de ansiedade, insônia e, inclusive, depressão. Há quem recorra a meios perigosos para fugir do problema, refugiando-se no álcool, nas drogas, etc. Outros derivam essa dor emocional a uma dor física, se autolesionando para converter esse sofrimento mental em real.

A melhor maneira de recuperar o equilíbrio emocional é enfrentar a perda e sofrer com ela. E, se a dor é muito forte, é possível enfrentá-la com ajuda profissional.

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Comentários 1
  • Maiara

    Estou passando por um processo de término, e realmente estou acredito que estou entendendo a situação, estou com episódios de ansiedade, desespero, choro, mais lendo seu artigo e sabendo que é necessário passar por essa dor, entender os motivos, até mesmo aonde ocorreram os erros.