MundoPsicologos.com
MundoPsicologos.com
No Google Play Na App Store

Dismorfia corporal: quando a preocupação com a imagem passa dos limites

<strong>Artigo revisado</strong> pelo

Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Você se sente feio demais? Acredita que tem defeitos fora do comum e que não será possível conviver com eles? Cuidado, pode ser dismorfia corporal.

11 Fev 2019 · Leitura: min.
Dismorfia corporal: quando a preocupação com a imagem passa dos limites

Também conhecido por dismorfia corporal ou dismorfofobia, o transtorno disfórmico corporal é caracterizado pela a preocupação excessiva com a própria imagem, tendo como questão principal a existência real ou imaginária de um ou mais defeito na face ou corpo, sendo visto de maneira exagerada, dando uma importância fora do comum.

Também entendido como "feiura imaginária" a pessoa com esse transtorno não aceita e nem consegue enxergar que um aspecto físico não é fora dos padrões ou que um "defeito" não é tão acentuado do que ele realmente acredita.

Apresenta sintomas relacionados a pensamentos obsessivos a respeito desse suposto defeito e também apresenta comportamentos compulsivos decorrentes de tais pensamento. O indivíduo se sente infeliz e pode sofrer prejuízos na vida social e até mesmo profissional, uma vez que busca o isolamento e a evitação de situações cotidianas para não precisar expor seu defeito.

Transtorno é mais comum em mulheres

Segundo Savoia (2000), as queixas de defeito pode ser completamente imaginário, sem haver qualquer problema significativo em alguma parte do corpo ou então pode haver uma condição leve de alteração corpórea. Essas condições podem ser cicatrizes, estrias, marcas de espinhas, acnes no rosto, pelos facial, assimetrias, tamanho (considerado grande ou pequeno demais), marcas de nascença e até mesmo relacionado aos órgãos genitais.

shutterstock-1041481399.jpg

Acomete principalmente as mulheres, geralmente relacionado ao peso, estrias, celulite, tamanho dos seios ou bumbum e condicionamento físico. Entretanto atinge também os homens, em sua grande maioria relacionado a hipertrofia muscular, recebendo uma sub-denominação de Dismorfia Muscular.

Assenção (2012) descreve a dismorfia muscular como uma incapacidade de enxergas os resultados obtidos pelos músculos. Um homem, mesmo que altamente musculoso vê sua imagem como pequeno e fraco, não se sentindo satisfeito com os ganhos de seus treinos. Para suprir a busca pelo o corpo ideal, realizam uma alimentação baseada em dieta hiperproteica juntamente com suplementação complementar com o objetivo de aumentar o rendimento físico. A prática de atividade física passa ser de 4 à 5 horas por dia, além de exercerem um ritual diário de checagem dos ganhos obtidos, podendo chegar até 13 checagens no mesmo dia.

Essa doença pode surgir como uma consequência de outras doenças psicológicas como a depressão e o transtorno obsessivo-compulsivo, um acidente sofrido ou até mesmo comparações familiares.

Além do isolamento, a pessoa pode buscar por cirurgias plásticas em excesso, tratamentos estéticos de maneira doentia, podem ficar longos períodos se olhando no espelho, e podem inclusive tomar vários banhos e escovar os dentes diversas vezes por acreditarem que exalam um aroma desagradável. Além disso, é muito comum se compararem à celebridades e modelos em revistas, filmes e novelas.

Para a realização de um tratamento eficaz, é necessário levantar se existe comorbidades psíquicas para poder definir se o processo contará com psicofármacos ou se será apenas por meio de terapia. A terapia cognitivo-comportamental se mostra bastante eficaz uma vez que trabalha a reestruturação cognitiva, ajudando o paciente a lidar de maneira assertiva e funcional com seus pensamentos e comportamentos.

Artigo escrito pela psicóloga Priscila Ramalho, inscrita no Conselho Regional de Psicologia de São Paulo 

Fotos: MundoPsicologos.com

Escrito por

Priscila Ramalho Psicologia

Deixe seu comentário