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Síndrome do Impostor

​Conhece alguém que não aceita um elogio sobre algo muito bom que conseguiu realizar com mérito? Não confunda com modéstia. Algumas pessoas simplesmente não conseguem atribuir o valor devido

20 Mai 2015 Problemas psicológicos - Leitura: min.

Goiânia Goiás

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A síndrome do impostor é a crença fundamentada em episódios anteriores da vida do indivíduo que o faz trazer para a realidade presente pensamentos automáticos distorcidos de menos-valia nas situações em que deveria reconhecer seu próprio valor. A pessoa sente-se como se estivesse enganando o mundo sobre sua competência, como se os outros atribuíssem a ela muito mais do que ela é de fato, isto é, se autossabota.

As pessoas que sofrem este tipo de síndrome parecem incapazes de internalizar os seus feitos na vida. Não importando o nível de sucesso alcançado em sua área de estudo ou trabalho, ou quaisquer que sejam as provas de suas competências, estas pessoas estão convencidas de que não merecem o sucesso alcançado e acreditam que são fraudes.

Desmerecem as provas de sucesso acreditando ser resultado de simples sorte, ter estado no lugar certo na hora certa, ou se não por ter enganado as outras pessoas fazendo-as acreditar que são mais inteligentes do que o são em realidade.

Quando ocorre algo que atrapalhe e a pessoa não consegue cumprir a tarefa por exemplo, ela utiliza este evento como comprovação de seu pensamento disfuncional de incapacidade e ser uma fraude. Junta sua história de vida a outros acontecimentos pessoais e reforça ainda mais a ideia de ser um impostor.

O risco que correm as pessoas que com esta síndrome é de desenvolver um quadro de ansiedade ou depressão que podem evoluir para um transtorno, mas não é uma regra. O mais provável é que passem a vida sofrendo por não se considerarem protagonistas de suas realizações sentindo-se fraudes.

A síndrome do impostor se enquadra em distorção cognitiva e é tratável. Se você se identifica com este perfil, saiba que poderá deixar de se sentir um impostor. Em terapia podem ser utilizadas algumas técnicas de identificação e racionalização dos pensamentos automáticos destrutivos (distorções cognitivas), e o trabalho é realizado de forma que o paciente se conscientize de seus pensamentos automáticos, identificando quais são exatamente, quando ocorrem e corrigi-los.

Se você se identifica ou está sofrendo por algum motivo, não espere que isto se torne insuportável, faça terapia!

Foto: por Marc-Nadal (Flickr)

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