Quebrando tabus sobre a psicoterapia

Você já se perguntou para que serve a psicoterapia? Tem dúvidas sobre quando a ajuda psicológica é recomendável e necessária? Confira mais informação neste artigo!

5 JUL 2019 · Leitura: min.
Quebrando tabus sobre a psicoterapia

Você certamente em algum momento de sua vida deve ter escutado ou pensado: “fazer terapia é coisa pra gente maluca ou com depressão”, ou “para quê ir a um psicólogo se posso desabafar e ouvir conselhos de amigos, familiares ou até mesmo de uma recepcionista de consultório?” Você já se perguntou qual o trabalho que o psicólogo desenvolve? Qual é a diferença entre conversar com seu amigo e com esse profissional? Afinal psiquiatra e psicólogo não é tudo a mesma coisa?

Diante dessas questões quero fazer um convite para que reflitam e compreendam sobre o real papel do psicólogo e o porquê dessa consulta ser significativamente diferente de uma conversa de desabafo com amigos, familiares, cabelereiros, barbeiros, manicures e afins, assim como também elucidar sobre a real diferença entre o psiquiatra e o psicólogo.

Psicólogos e psiquiatras possuem formações diferentes, uma vez que o segundo tem graduação em medicina com residência em psiquiatria, o que o habilita a receitar medicações que auxiliem no tratamento de transtornos mentais. Normalmente comporta uma menor frequência de atendimentos, variando entre uma vez a cada mês ou a cada dois meses. Já o psicólogo tem formação em Psicologia e sua principal ferramenta é a conversa e a escuta especializada, que permite ao paciente não apenas a compreensão das causas que levaram ao adoecimento mental, mas também como lidar com suas dificuldades e conflitos emocionais, por essa razão os acompanhamentos tendem ser mais longos e os atendimentos costumam ser semanais.

Na psicoterapia é possível identificar quais pontos emocionais deverão ser fortalecidos, bem como compreender a raiz dos problemas e dificuldades, o autoconhecimento possibilita fazermos um mergulho profundo em nós mesmos.

Talvez esteja agora pensando: “mas quando eu converso com alguém sobre meus problemas, eu me sinto melhor e até consigo resolvê-los, sem precisar pagar para isso.”

É claro que o simples fato de você conseguir falar e expressar seus sentimentos, independente com quem seja, o alívio ocorre. Porém, se você não compreender, não entrar em contato consigo, com seu potencial, limitações e fragilidades será muito difícil entender seus pensamentos e o seu jeito de funcionar emocionalmente, e continuará, portanto repetindo os mesmos comportamentos que costumam levá-lo ao sofrimento e até mesmo ao adoecimento físico (somatização).

Tente imaginar a seguinte cena de uma barragem hídrica: Se não abrirem as comportas em alguns momentos, chegará uma hora que a represa se encherá demais, quase transbordará e a força da água fará com que aos poucos toda a estrutura se quebre, destruindo e tomando conta de tudo que estiver pela frente. Na maioria das vezes, a conversa ou desabafo com leigos até aliviam, mas não resolvem, ou seja, as comportas não se abrem e a represa continua a se encher. Só iremos nos preocupar em descobrir a origem de nossos problemas e efetivamente fazer algo a respeito, quando nos depararmos com os resultados catastróficos e destruidores.

Negar ou reprimir sentimentos, alimentar culpa e remorso, ceder aos desejos do outro, mesmo que isso signifique ir contra aquilo que queremos e acreditamos ser o melhor para nós mesmos, só faz aumentar o risco de nossa barragem se romper. O psicólogo é um profissional capacitado para o acolhimento com responsabilidade e conhecimento, preparado para ouvir sem julgamentos e entender além de sua fala e reações corporais. Enquanto você relata sobre seus conflitos, ele lhe apresentará ferramentas de auxilio para lidar com suas emoções e limitações, para que você tenha uma vida mais fluída, com prazer, segurança e confiança em si mesmo. Desse modo sua barragem sempre se manterá em perfeito funcionamento!

Escrito por

Psicóloga Fernanda Oliveira de Siqueira

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