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Dia da Musicoterapia: veja as vantagens da terapia

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Nesta quinta-feira, 15 de setembro, se celebra o Dia Nacional da Musicoterapia, um recurso que vem sendo cada vez mais utilizado na Psicologia e na saúde. Quer saber por que?

12 SET 2016 · Leitura: min.
Dia da Musicoterapia: veja as vantagens da terapia

Dentre todas as abordagens passíveis de ajudar uma pessoa a enfrentar um problema ou encontrar novas formas de responder a uma necessidade está a musicoterapia. Cada vez mais profissionais da psicologia utilizam esse recurso para facilitar a comunicação, a expressão e a organização de conceitos relevantes para a vida do paciente.

O objetivo primordial da musicoterapia é desenvolver potencialidades e restaurar funções comprometidas, a fim de que a pessoa seja capaz de ter mais qualidade de vida. Neste 15 de setembro é quando se celebra o Dia Nacional da Musicoterapia. A efeito de comemoração e para dar informação relevante a quem conhece pouco (ou quase nada) sobre o tema, preparamos este artigo, com direito a entrevista com a psicóloga Renata Vale, especialista em musicoterapia.

O que é a musicoterapia?

Como o próprio nome sugere, é uma forma de terapia na qual a música é o principal recurso. São utilizados todos os seus elementos constituintes: ritmo, melodia e harmonia. O objetivo é trabalhar a expressão, viabilizar uma melhor comunicação, para assim alcançar um melhor desenvolvimento das questões cognitivas, emocionais e psicológicas do paciente.

"A musicoterapia possui uma ampla área de atuação. Considero a estimulação cerebral uma das formas mais abrangentes, pois quando usamos sons, música, estimulamos vários centros cerebrais ao mesmo tempo. Também através da música temos acesso a conteúdos inconscientes, já que se trata de uma ferramenta projetiva, que permite a expressão de tais conteúdos", explica a psicóloga Renata Vale, destacando que a musicoterapia pode ser usada em crianças, adolescentes e adultos.

Para que serve a musicoterapia?

Quando a musicoterapia é conduzida por um profissional devidamente qualificado e habilitado, ela pode colaborar para a reabilitação e o tratamento de doenças e na prevenção de diversas outras. É um recurso extremamente válido na hora de trabalhar com pessoas com dificuldades motoras, com algum tipo de paralisia ou deficiência mental, além de quadros de autismo.

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Mas não serve apenas para quadros crônicos. Segundo especialistas, também é indicada para gestantes, idosos, pessoas com problemas psicossomáticos (ansiedade, stress, dores) ou com problemas de relacionamento.

Além de instrumentos, é normal utilizar também ruídos, canto e dança para aumentar a interação durante as sessões de musicoterapia, não sendo cobrado do paciente qualquer tipo de experiência prévia nessas modalidades artísticas.

"Quando falamos de estimulação cerebral, contando com a plasticidade cerebral, a musicoterapia oferece a possibilidade de estimular o cérebro a buscar novas conexões, melhorando respostas perdidas por áreas afetadas, por exemplo, em AVCs ou traumas. Em se tratando do processo terapêutico com acesso a conteúdos inconscientes, acredito que por ser uma linguagem geralmente pouco conhecida (a música e seus sons), se torna uma ferramenta que, se bem utilizada, permite um acesso com um pouco menos de resistência", argumenta Renata.

Quando a musicoterapia é indicada?

A musicoterapia é recomendada como abordagem de tratamento nos casos citados anteriormente e, de acordo com a psicóloga Renata Vale, costuma ser intensamente utilizada para lidar com traumas em geral, casos de AVC e Alzheimer. Sobre resultados, Renata lembra que cada caso é um caso:

"É muito difícil precisar um tempo para obtenção de resultados, pois, assim como em qualquer outro processo terapêutico, tudo vai depender do tempo de resposta de cada paciente."

A musicoterapia normalmente é complementar a outros recursos médicos e psicológicos. O método também pode ser considerado por todos aqueles que, por questões de afinidade, vêm na música um recurso para tratar suas questões. Isso sim, busque um profissional qualificado para ter acesso a um serviço ético e eficiente.

Fotos: por MundoPsicologos.com

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1 Comentários
  • Gabriely Garcia

    Gostaria de corrigir a informação de que a Musicoterapia é um recurso para psicólogos. Na verdade a Musicoterapia é uma ciência, profissão independente. Somente faz Musicoterapia quem tem qualificação e formação para isso, através dos cursos de graduação e especialização reconhecidos pela União Brasileira das Associações de Musicoterapia. Definição da Brasileira de Musicoterapia em três eixos: Disciplina, Prática e Profissão. “Musicoterapia é um campo de conhecimento que estuda os efeitos da música e da utilização de experiências musicais, resultantes do encontro entre o/a musicoterapeuta e as pessoas assistidas. A prática da Musicoterapia objetiva favorecer o aumento das possibilidades de existir e agir, seja no trabalho individual, com grupos, nas comunidades, organizações, instituições de saúde e sociedade, nos âmbitos da promoção, prevenção, reabilitação da saúde e de transformação de contextos sociais e comunitários; evitando dessa forma, que haja danos ou diminuição dos processos de desenvolvimento do potencial das pessoas e/ ou comunidades. O musicoterapeuta é o profissional de nível superior ou especialização, com formação reconhecida pelo MEC e com registro em seu órgão de representação de categoria. Ele/a é habilitado/a a exercer a profissão no Brasil. Ele/a facilita um processo musicoterápico a partir de avaliações específicas, com base na musicalidade e na necessidade de cada pessoa e/ou grupo. Estabelece um plano de cuidado e um processo musicoterápico a partir do vínculo e de avaliações específicas atendendo às premissas de promoção da saúde, da aprendizagem, da habilitação, da reabilitação, do empoderamento, da mudança de contextos sociais e da qualidade de vida das pessoas, grupos e comunidades atendidas. O musicoterapeuta pode atuar em áreas como: Saúde, Educação, Social / Comunitária, Organizacional, entre outras”.

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