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Nomofobia: dicas para superar o vício em celular

As pessoas que simplemente não conseguem ficar longe do celular têm um problema de dependência. Os sintomas da nomofobia são físicos e emocionais, e nem sempre se supera sem ajuda.

12 Fev 2019 Problemas psicológicos - Leitura: min.

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Se há algo que vem marcando esta geração é o hábito de estar sempre com o celular na mão. Nem nos momentos de diversão com os familiares e amigos, a desconexão é real. Além disso, cada vez é mais significativo o número de pessoas que estabelecem suas relações através do celular e do computador, deixando de lado a convivência cara a cara, no mundo real.

Sabia que 50% dos adolescentes está viciado em celular? E mais de 70% das pessoas que têm um smartphone admite não conseguir estar longe do aparelho, um claro sinal de dependência. Seria este o seu caso? Faça o teste e descubra a resposta:

A pessoa que não consegue viver sem o celular apresenta sintomas similares ao de qualquer outro quadro de dependência. A simples ideia de ser privada do contato com o aparelho, de não poder “consumí-lo” sempre que quiser, abre a porta para uma série de manifestações físicas e emocionais, encabeçadas pelo nervosismo e a ansiedade.

A nomofobia costuma estar relacionada dificuldade de concentração, problemas de sono, sudorese, dores de cabeça, batimentos cardíacos acelerados, irritabilidade, angústia e stress. O medo de ficar sem o celular é incontrolável e acaba afetando a qualidade de todas as relações que a pessoa mantém nos entornos social, profissional e familiar.

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Sem o devido tratamento e cuidado, os sintomas do vício em celular tendem a se intensificar. Para minimizar o mal-estar, a pessoa acaba passando cada vez mais tempo conectada, sendo esta a dinâmica que alimenta o vício.

Nem sempre é possível enfrentar o vício e romper com a dependência já instalada sem a ajuda de um psicólogo especializado nesse tipo de problema. É fundamental saber pedir ajuda, reconhecer que o vício tem controlado a sua vida, e evitar gastar energia com os sentimentos de culpa. Um bom começo é confiar a algum amigo ou familiar o seu segredo e conversar sobre como a nomofobia tem afetado a sua rotina.

Dicas para desconectar do celular

Há uma série de mudanças de atitude que são importantes na hora de enfrentar o vício em celular e complementar o trabalho da psicoterapia. O objetivo principal de quem sofre nomofobia é justamente ir controlando o tempo de dedicação ao aparelho, enquanto se potencializa experiências de vida para além do smartphone.

  1. Comece por desligar o celular durante a noite. Para ter energia suficiente para enfrentar a rotina, é muito importante desconectar, e manter o smartphone apagado é uma aposta certeira para melhorar a qualidade do sono.
  2. Estabeleça atividades de entretenimento e desconexão que serão feitas sem o celular por perto. Vale ler um livro, ver uma série, assistir um filme ou escutar música… durante esse tempo, é importante que o celular esteja em outro cômodo da casa, longe da sua vista e do alcance das suas mãos.
  3. Trate de ir diminuindo, de forma progressiva, o tempo dedicado ao celular. Por exemplo, quando estiver trabalhando, não leve o celular para o banheiro. Quando for almoçar, deixe o celular no bolso. No transporte público, substitua o celular por uma revista ou jornal. Antes de dormir, evite usar o aparelho.
  4. Além disso, identifique quais são os aplicativos que mais sugam sua energia e considere eliminá-los do celular. Por exemplo, se você está inúmeras vezes ao dia atualizando as redes sociais e vendo as notificações, uma alternativa é deletar os aplicativos e acessar os perfis somente quando estiver em casa, no computador.
  5. Planeje pequenas saídas e deixe o celular em casa. Você não precisa levar o aparelho para comprar o pão, jogar o lixo fora ou ir na farmácia. É importante ir tomando consciência, aos poucos, de que você não precisa do celular para viver.
  6. Quando for ao cinema, jantar com os amigos ou qualquer programa do gênero, mantenha o celular em silêncio e sem vibração, para que não interfira nesses momentos de conexão cara a cara, tão importante para os relacionamentos em geral.

Fotos: MundoPsicologos.com

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