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Como se manifesta a violência psicológica no casal?

A violência psicológica deixa marcas na autoestima da vítima e pode abrir espaço para uma agressão física. É importante atuar assim que os sinais de abuso forem detectados.

30 OUT 2015 · Última alteração: 22 SET 2019 · Leitura: min.
Como se manifesta a violência psicológica no casal?

Tão devastadora quanto a agressão física, a violência psicológica é de difícil identificação por ser um abuso oculto. A vítima que tolera essa situação pode sofrer consequências emocionais graves e, inclusive, desenvolver problemas de saúde.

Normalmente, um caso de violência psicológica tem início de forma sutil e disfarçada. As agressões começam a fazer parte da relação de maneira tão natural que a vítima interpreta o ciúme doentio como cuidado e zelo ou uma humilhação como uma simples brincadeira.

Neste artigo explicamos como reconhecer esse tipo de violência e indicamos formas de superá-lo.

Identificando o perigo

Quando a mulher deixa de fazer o que gosta, se sente culpada por determinado comportamento ou perde a sua independência por vontade do parceiro, ela já está sofrendo agressão psicológica. A violência pode se manifestar em distintas formas:

  • aumento no tom da voz
  • xingamentos
  • humilhação
  • constrangimento
  • recriminação
  • falta de respeito
  • dominação

Outras evidências da agressão psicológica são a desqualificação, os comentários maldosos e as brincadeiras que diminuem a autoestima da mulher. Aos poucos, a vítima vai perdendo o seu espaço dentro da relação, acata as decisões do parceiro mesmo contrariada e se afasta dos amigos e da família. A harmonia acaba dando lugar a discussões repletas de ofensas, que deixam a vítima acuada.

Consequências da agressão

Sem saber o que fazer e como colocar um basta na situação, muitas mulheres acabam desenvolvendo transtornos de ansiedade e alimentares, insegurança durante a relação sexual e problemas de saúde. Se a violência psicológica é tolerada, pode se tornar constante e, em alguns casos, se converter em agressão física.

flickrtheglobalpanorama.jpg

Muitas vítimas sofrem sozinhas com essa situação por vergonha de expor o problema a um familiar ou amigo. Outras preferem relevar o abuso por dependência financeira, comodidade ou simplesmente para não assumir o fracasso da relação e estar sozinhas. Para elas, a infelicidade é compensada pela falsa sensação de proteção.

Colocar um ponto final na agressão psicológica não é uma tarefa fácil, mas é a opção mais saudável. Os especialistas comentam que, se o casal decide manter a relação, é fundamental que o agressor busque voluntariamente um acompanhamento psicológico para tratar os fatores que desencadeiam a violência.

Em um primeiro momento, podem ser recomendadas sessões de psicoterapia individual, pois será necessário que o parceiro exponha suas inseguranças e trabalhe o autoconhecimento. Vale lembrar que a Lei Maria da Penha ampara as vítimas de qualquer tipo de violência doméstica e familiar, seja ela psicológica, moral, física ou sexual.

Fotos (ordem de aparição): por MundoPsicologos.com e theglobalpanorama (Flickr)

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Escrito por

MundoPsicologos.com

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10 Comentários
  • Camila Reis

    Sofro de violência psicóloga tudo piorou ainda mais depois que o meu filho nasceu, tudo e que vai tirar o meu filho de mim, eu não posso sair sem autorização dele pq se não ele fala que se eu for e para mim deixa meu filho com ele e ele da leite de caixinha. Já não sei o que faz pra sair desse relacionamento!

  • Rossana

    Parabéns pelo artigo!! Ótima descrição de tipo de relação

  • Daniel Soares

    Mesmo parecendo que o texto foi bem direcionado ao público feminino, existe um público masculino que se encaixa em cada idéia exposta nessa matéria, na realidade é um assunto bem delicado de se sair bem no final desse episódio da vida.

  • S SILVA

    A violência, seja física, psicológica ou qualquer outra, obviamente não são justificáveis e carecem de providencias, seja de homem para mulher, mulher para homem ou entre os mesmos gêneros. Embora a matéria pareça voltada a mulheres, eu sou homem e passei recentemente por situação semelhante. Infelizmente, hoje no que se refere a homem, fala-se pouco, mas creio que eu não seja o único da terra que passou por situação semelhante e é muito triste porque é como se tivéssemos perdendo nosso papel, a nossa voz. A ideia não é promover quem é mais forte, mas já que falamos tanto em direitos iguais, o tema deveria ser mais abrangente, incluindo o homem.

  • Sabrina Pereira Lopes

    É exatamente isso! Meu esposo sempre foi manipulador nesse 10 anos de relacionamento. Mais de uns tempos p/ cá tem faltado respeito. Sempre sou a errada, tem que ser tudo no tempo e como ele quer. Eu reconheço minhas falhas, mais parece que tudo o q acontece de errado é culpa minha.

  • Inês Welter

    Mirian Souza, por favor, busque ajuda. Você precisa dar um basta. Ninguém pode fazer com você o que você não quer ou o que não lhe faz bem. Aprenda a defender -se. Saia dessa situação.

  • Miriam souza

    Acho que sofro assédio psicológico há muito tempo pois, sou casada a 40 anos. Meu marido está sempre de má vontade comigo;mau humor; me responde com monossílabos ou não responde; me afastou de todos os meus amigos, so posso ter amizades com os quw ele escolhe para serem nossos amigos; me pressiona às suas vontades, vivo sob tensão; sempre sofri com a pressão sobre a relação sexual que tinha que ser da vontade dele e, em quantidade que me agredia. Hj sou portadora de insuficiência renal crônica, faço hemodiálise e mesmo assim ele não deixa ser me oprimir. Tem épocas que é mais fácil ou trás, mais difícil. Depende do humor dele.

  • ...

    Toda a família e descendencia é vítima quando se tolera esse tipo de comportamento. Ou o infeliz muda o comportamento ou engana a mulher, os filhos e ate os netos com a capa de arrependido.

  • Suzana Biazoti Mogari

    Me deparei com vários tópicos citados na matéria, é muito triste saber que vivo em um relacionamento assim, já tentei por um ponto final, mas gosto muito da pessoa, mas sei que ela precisa mudar

  • Rosa teixeira

    Boa tarde, pois eu também estou a ser vítima de violência doméstica psicológica, infelizmente.

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