Entenda quais são os sintomas mais comuns do TOC

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Dificilmente encontraremos uma pessoa que nunca ouviu falar do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Mas você sabe exatamente o que é e quais são os sintomas mais comuns desse distúrbio?

16 Set 2014 · Leitura: min.
Entenda quais são os sintomas mais comuns do TOC
Dificilmente encontraremos uma pessoa que nunca ouviu falar do transtorno obsessivo-compulsivo. Seja porque tem na família alguém que sofre desse problema, porque já ouviu relatos de algum conhecido ou porque acompanhou a história de algum “famoso” portador desse transtorno. Mas você sabe exatamente o que é e quais são os sintomas mais comuns?

Conhecido como TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo está relacionado com a ansiedade. Trata-se de um distúrbio que afeta a rotina da pessoa, que acaba sendo marcada por crises recorrentes de compulsão e obsessão.

Quais são os primeiros sinais?

A pessoa em quadro de obsessão é invadida por ideias e pensamentos insistentes, sem que seja de sua vontade. E essas situações se repetem sem parar.

Surge então a crença de que só poderão se livrar desses pensamentos ao realizar um certo “ritual”. Essa é a origem e as bases do comportamento próprio da compulsão. Cada indivíduo que sofre de TOC acaba por criar regras rígidas que ajudam a aliviar sua ansiedade, sempre que cumpridas passo a passo e numa determinada ordem.

Quem sofre desse transtorno se sente obrigado a realizar o “ritual” e é dominado por ele, pois acredita que algo muito ruim passará caso não realize o passo a passo até o fim.

Quais são os rituais mais comuns?

É possível que a manifestação mais frequente do transtorno obsessivo-compulsivo seja a mania de limpeza. Entretanto, há outras áreas em que a criação dos rituais é recorrente. Podemos citar a conferência, a contagem, a simetria, a organização e a checagem.

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Se por uma parte os rituais servem para aliviar a ansiedade daquele que sofre de TOC, por outro lado tendem a agravar o quadro de obsessão do indivíduo. Eles vão sendo cada vez mais necessários, se intensificam e acabam se transformando em obstáculo para viver uma vida normal.

Por isso, o TOC afeta as esferas pessoal, profissional e familiar, e não são raros os casos em que os desdobramentos extrapolam e atingem pessoas próximas (parentes ou não), que sofrem diante da impossibilidade de ajudar.

Causas e sintomas do TOC

É difícil precisar se a causa do transtorno obsessivo-compulsivo é fisiológica ou psicológica. Na verdade, especialistas preferem classificá-lo como um problema de diferentes naturezas, no qual interferem histórico familiar, questões do ordenamento psíquico e problemas de comunicação em áreas específicas do cérebro.

Mas atenção: nem toda pessoa com comportamentos compulsivos sofre de TOC. Os expertos destacam que o principal sintoma é a presença de pensamentos obsessivos, que impelem o indivíduo a criar e praticar esse ritual como forma de aliviar a ansiedade que se apodera dele.

Trata-se de uma doença de difícil diagnóstico e normalmente é "descoberta" na vida adulta, depois de vários anos sofrendo com os sintomas. Isso não quer dizer que não afete crianças. Casos já foram identificados em meninos de meninas a partir de 3 anos.

É preciso redobrar o cuidado porque o limite entre a normalidade e o comportamento obsessivo-compulsivo é tênue.

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Existe tratamento possível para o TOC?

A primeira medida deve ser sempre o enfrentamento dos sintomas ao invés da ocultação dos mesmos, seja por vergonha ou insegurança. Quanto mais rápida é a ação, mais fácil fica tratar o distúrbio e alcançar resultados positivos.

O tratamento requer acompanhamento psicológico, em que a terapia cognitiva-comportamental aparece como uma das abordagens mais utilizadas e eficazes. Basicamente, ela expõe a pessoa em tratamento àquelas situações que provocam ansiedade, trabalhando mudanças no entendimento da rotina. O ponto de partida está nos sintomas mais leves, aumentando a complexidade ao longo da terapia.

O tratamento do TOC também pode demandar o uso de medicamentos, normalmente antidepressivos, que atuam como inibidores da serotonina.

Portador do TOC ou familiar, é fundamental criar uma relação de confiança com um psicólogo especializado. Ele está preparado para lhe ajudar no enfrentamento deste problema.

Foto (ordem de aparição): por porschelinn, schnappischnap e Fox valley Institute (Flickr)
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