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Conheça a tricotilomania, a compulsão por arrancar cabelos

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Há pessoas que têm um impulso incontrolável por arrancar cabelos, algo que lhes proporciona tranquilidade e uma sensação prazerosa. Descubra as causas e os sintomas da tricotilomania.

6 DEZ 2018 · Leitura: min.
Conheça a tricotilomania, a compulsão por arrancar cabelos

Tricotilomania é um nome bastante difícil de pronunciar, mas que define um comportamento familiar para muitas pessoas: um impulso incontrolável de arrancar cabelos ou pêlos do corpo.

Já imaginou o que é se sentir assim? Trata-se de um transtorno ligado à compulsão, que provoca muita angústia e sofrimento. A pessoa simplesmente não consegue reprimir a vontade de arrancar fios de cabelo do couro cabeludo, dos braços, sobrancelhas e outras partes do corpo.

Ceder a esses impulsos é um gatilho tranquilizador. Arrancar cabelos e pêlos provoca, num primeiro momento, uma intensa sensação de alívio, porém essa vem seguida de um sentimento de culpa e frustração. Quem sofre de tricotilomania tem consciência de que não age da forma correta, mas simplesmente não consegue resistir.

A pessoa tem perda capilar, além de sofrer irritações na pele e infecções. E essas são apenas as consequências mais visíveis do transtorno, que afeta em maior medida a mulheres.

As causas da tricotilomania

Os primeiros sinais desse tipo de compulsão costumam aparecer ainda na adolescência, especialmente na idade entre 11 e 13 anos. Ainda não há consenso sobre o que provoca o transtorno, mas há alguns fatores de risco:

  • histórico familiar
  • problemas para lidar com as emoções negativas
  • quadros prévios de ansiedade e depressão (comorbidade)

Para que se confirme um diagnóstico de tricotilomania, o impulso de arrancar cabelos precisa ser recorrente e persistente. Outro fator considerado é o fato de a pessoa ter tentado controlar seu comportamento várias vezes, sem sucesso.

Um aspecto emocional importante que costuma estar por trás deste comportamento, além de um perfil de baixa autoestima, é um sentimento de culpa ou sensação de fracasso, fazendo com que inconscientemente, a automutilação ou autoflagelo proporcione prazer e alívio por ser sentido como uma punição que permite o alívio provisório de tais sentimentos.

Além disso, os prejuízos são notados nas diversas esferas da vida da pessoa e também devem ser descartadas causas fisiológicas para a queda do cabelo.

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Outros comportamentos compulsivos

De acordo com os especialistas, em boa parte dos casos, a pessoa que sofre de tricotilomania também acaba desenvolvendo outros comportamentos compulsivos, como morder os lábios, coçar a pele até feri-la ou roer unhas.

Nos casos em que a compulsão é consciente, a pessoa acaba criando um ritual, escolhendo fios específicos e, posteriormente, enrolando, mastigando ou engolindo os fios arrancados.

Existe tratamento para a tricotilomania?

Como qualquer transtorno compulsivo, é possível tratar a tricotilomania com ajuda psicológica. Durante o processo terapêutico, a pessoa aprende a identificar os sintomas e a criar estratégias para reassumir o controle.

Há perguntas importantíssimas que precisam ser respondidas pelo paciente:

  1. quando começaram a aparecer os primeiros sintomas?
  2. em que tipo de situações você sente o impulso de arrancar os cabelos?
  3. quais são os sentimentos desencadeados (antes, durante e depois)?
  4. os sintomas são mais intensos que antes?
  5. você consegue se controlar alguma vez?
  6. quando você perde totalmente o controle?

O autoconhecimento proporcionado pela terapia é fundamental para entender o que esconde a compulsão por arrancar os cabelos, permitindo trabalhar comportamentos nocivos e ganhar mais qualidade de vida. 

Nos casos mais graves, o apoio medicamentoso é fundamental para controlar os sintomas, que geralmente são associados ao stress e ansiedade. Não há uma medicação específica para esse tipo de compulsão, e os antidepressivos e estabilizadores de humor são as opções mais utilizadas. Um tratamento multidisciplinar, com psicólogo e psiquiatra, faz-se indispensável.

Fotos: MundoPsicologos.com

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