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Você sabe o que é dermatilomania (skin picking)?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Dermatilomania é considerada uma compulsão, e, na maioria dos casos, provoca sérios danos à pele de quem enfrenta o problema. Conheça os sintomas e veja o que fazer diante da situação.

17 MAI 2017 · Leitura: min.
Você sabe o que é dermatilomania (skin picking)?

Espremer uma espinha ou tirar a casquinha de um ferimento é algo que praticamente todo mundo já fez algum dia. No entanto, o que acontece quando isso se torna algo praticamente impossível de se controlar, gerando sérios danos à pele?

A dificuldade de resistir a situações assim tem nome: a dermatilomania, também conhecida como escoriação compulsiva e skin picking. Trata-se de uma compulsão em tocar, coçar, arranhar, limpar ou "fuçar" a pele continuamente, até que se criem lesões que, em muitas situações, se tornam graves.

A pessoa que sofre com a dermatilomania geralmente usa de objetos pontiagudos, dentes e unhas. Os alvos são cravos e espinhas, sardas, pintas, marcas e casquinhas de cicatrização.

O que pode estar por trás da dermatilomania?

Segundo especialistas, ainda não foi possível definir a causa da dermatilomania. Porém, a ansiedade pode ser um motivador. No caso de adolescentes, os problemas existenciais também podem estar por trás do problema. Vale a pena lembrar que a adolescência coincide com a fase em que a mudança hormonal provoca o aparecimento de cravos e espinhas, principalmente no rosto. A dificuldade em controlar a compulsão e a necessidade de autoafirmação podem ser explosivas.

Como explicam psicólogos especializados em transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), o ritual compulsivo costuma ser uma maneira encontrada pela pessoa para diminuir a ansiedade. Assim como um indivíduo com TOC de limpeza não consegue viver sem lavar as mãos, por exemplo, quem convive com a dermatilomania tem dificuldade em não arranhar algo na pele.

Além disso, a dermatilomania pode ser uma espécie de "compensação", que ocorre quando a pessoa busca algo para descarregar uma frustração, por exemplo. Também pode ser consequência do próprio TOC, do autismo, do transtorno de personalidade borderline, dentre outros problemas psíquicos.

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Dermatilomania é diferente de automutilação

Apesar de haverem semelhanças, a dermatilomania não pode ser confundida com a automutilação.A primeira geralmente se trata de uma compulsão difícil de ser controlada. Já a automutilação é o que ocorre quando a pessoa se agride com o objetivo de externalizar uma dor, um sofrimento ou uma sobrecarga emocional. A automutilação acaba se tornando um alívio para a dor psíquica, quando convertida em dor física.

Guardadas as diferenças, é importante ficar atento ao surgimento de sinais de algum desses quadros. Isso porque, segundo psicólogos, a dermatilomania pode, em algumas situações, levar à automutilação. Tende a ocorrer quando a pessoa passa a se sentir culpada pelos danos que causa à própria pele, e acaba se autopunindo por isso.

Reagindo à dermatilomania

Como a dermatilomania pode ser motivada por diversas questões, mas o caminho para superar sempre é o mesmo: buscar tratamento psicoterápico. Como a dermatilomania pode ser um problema psicossomático, em algumas situações necessitará ser tratada com o auxílio de medicamentos, como resume a psicóloga Iara Enilda Araújo:

"O acompanhamento psicoterápico é preciso e, dependendo do grau e tempo de duração da dermatilomania, se faz necessário também o uso de ansiolíticos."

Fotos: MundoPsicologos.com

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32 Comentários
  • Cintiq

    Eu tenho feridas na cabeça ,nunca sara por que eu tiro as casquinhas sempre e toda hora eu fico cutucando as.

  • Jadhi Rodrigues

    Tenho 25 anos, cutuco minhas espinhas, coço a cabeça até fazer ferida, como pele dos dedos, arranco a pele dos calcanhares até formar feridas que chego a andar mancando... É horrível, imaginei que esse comportamento não fosse normal e pesquisei, encontrei esse site. Vou procurar um psicólogo urgentemente.

  • Letícia de Sousa

    Tenho 22 anos, e tenho várias manchas de acne nas costas e nos braços, já tomei remédio para ansiedade por 2 meses. Queria muito saber como parar de espremer e arrancar as espinhas, porque faz anos que não uso uma regata ou uma blusa mais decotada. Fico triste com isso. Me sinto feia, e sempre que olho no espelho e acho que está melhorando as manchas, logo piora. Mais com fé vou vencer!

  • Elizabete de Oliveira Sandy

    Tenho esse problema de espremer cravos e espinhas onde as vezes nem tem, aí formam feridas e eu fico tirando a casca e como, depois quando penso que vou conseguir me controlar me vejo arrancando novamente as tais cascas que nunca cicatrizam. Infelizmente a maioria das vezes que faço isso é no rosto, depois fico com vergonha de me ver no espelho.

  • Gioavanna de Azevedo

    Oi gente eu tenho 34 anos e desde menina tenho esse transtorno eu fico tirando a pele da minha boca. Estou me tratando de ansiedade e insônia com fluoxetina e quetiapina mas não gosta da quetiapina pois fico com sono o dia todo. Eu sei que estou doente minha boca fica com feridas horríveis. Quero para mas não sei como começar.

  • Bárbara canavezzi

    Eu sofro com isso, faço uso de sertralina mas não melhora. Consumo dormir de calça oi colocar esparadrapo nos dedos mas sempre encontro um jeito de me cutucar... Queria saber qual a modalidade de psicoterapia q pode funcionar.

  • Dias Assunção

    Tenho 55 e parei praticamente de ferir minha cabeça a uns 3 anos. Sofro desse mal desde os 22 anos e passei minha vida toda com alguém me falando para parar de coçar a cabeça. Sempre que estava ansioso, principalmente a noite, cutucava a cabeça e arrancava as casquinhas até sangrar, chegando a formar duas quelóides imensas que me enchiam de vergonha. Criei algumas regras no dia a dia que me ajudaram muito. 1-Ando com um cortador de unhas no chaveiro e corto e lixo as unhas várias vezes, sempre deixando o mais baixo possivel 2-Andava com um vidrinho de creme, bem oleoso, que não é absorvido pela pele com facilidade e untava as feridas sempre que pensava em coçar. Sem as casquinhas secas não sentia a mesma sensação ao tirar. 3-Nunca, jamais, em hipótese alguma começar a cutucar feridas durante o banho. Sempre que eu começava a pele já enrugada pela água quente ficava fácil de mexer, aí fazia crateras na cabeça e saía já agoniado com o resultado.4- Comecei a fazer academia a noite, horário que geralmente estou mais ansioso, isso diminuiu muito minha ansiedade e minha dificuldade de dormir. Chego cançado, tomo banho e apago. 5-Estou passando uma pomada para reduzir as quelóides deixadas e as marcas. No meu caso estou usando uma que se chama contractubex, mas é bom ser receitado por um médico.

  • Luciana Magno

    Tive isso na adolescência, simplesmente não conseguia ficar sem estourar minhas espinhas e cravos,sentia certo prazer em sentir q aquilo saia de mim.Hoje sofro de depressão,ansiedade.Gracas a nem sei oq não fiquei com muitas marcas na pele. Minha filha teve isso tbm,mas diferente da minha mãe levei ela a um especialista tanto de pele como terapeuta e psiquiatra

  • Eloise AP. Zaffalon

    Vocês poderiam me indicar um dermatologista que trata de dermatilomania?

  • Claudineia Almeida

    Não conhecia nada sobre esse problema, agora vejo que preciso me tratar. Tbm tenho queratose pilar e fico espremendo as bolinhas no antebraço, e tirando as casquinhas que se formam... Pintas me incomodam e às vezes furo elas com agulha, me coço em certas áreas do corpo até que sinto que a unha cortou a pele, tbm fico mordendo o lábio e a parte interna da boca, para remover casquinhas com os dentes, às vezes uso até pinça de sobrancelha para essa função. Tenho compulsão em fazer o mesmo em outras pessoas, principalnente crianças, como se eu pudesse tornar a pele delas bem mais limpa...


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