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Convivência com avós ajuda no desenvolvimento

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

A convivência entre avós e netos é baseada não somente no amor, mas também na transmissão de valores importantes, que influenciam positivamente o desenvolvimento da criança e adolescente.

25 JUL 2017 · Leitura: min.
Convivência com avós ajuda no desenvolvimento

Há quem diga que os avós são uma versão dos pais, só que com mais açúcar. Cobranças menores, mimos e momentos de cumplicidade justiçam tal comparação. Mas a verdade é que os avós representam muito mais.

São os responsáveis por deixar na criança e adolescente uma marca emocional e de aprendizagem que é carregada por toda a vida. Os ensinamentos, na maioria das vezes, ocorrem de maneira natural, durante a convivência. É como se fossem capazes de transmitir um pouco da experiência acumulada, contribuindo em grande medida para o processo de desenvolvimento.

Aproveitamos as comemorações do Dia dos Avós, celebrado no dia 26 de julho, para tratar este tema e instigar a reflexão.

O reflexo da convivência na personalidade dos netos

O neto que tem a possibilidade de conviver com os avós se desenvolve melhor, dizem psicólogos especializados em psicologia infantil. A explicação está nos valores passados durante o tempo compartilhado, os quais influenciam positivamente na formação do caráter da criança.

Esta premissa é ainda mais válida nos dias atuais, quando muitos pais acabam se distanciando da vida dos filhos por causa da correria do dia a dia. Os avós, além de oferecerem todo o amor característico, também suprem uma lacuna de ensinamentos. Quer exemplos concretos de situações nas quais os avós ajudam na formação os netos?

  • Ensinam a ter mais paciência e reagir com menos aos acontecimentos do cotidiano.
  • Ensinam a demonstrar afeto e a não esconder os sentimentos.
  • Ensinam a ser mais empático e tratar de compreender os problemas e as limitações do outro.
  • Ensinam o valor de ser perseverante.
  • Ensinam a acreditar nas próprias habilidades.
  • Ensinam a ser mais independentes dos pais, estimulando o convívio com outras pessoas.

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Para os avós, uma injeção de energia

Mas se engana quem pensa que a convivência entre avós e netos é positiva somente para a criança. Trata-se de um intercâmbio, no qual os avós também saem ganhando, e muito.

Compartilhar momentos com os netos é uma forma de eles "redescobrirem o amor", dizem os psicólogos. A convivência desperta outra vez o lado afetivoque, às vezes, fica um pouco adormecido, fazendo com que passem a ter uma vida mais alegre, com mais disposição e vitalidade.

Também se sentem valorizados e responsáveis, o que ajuda a afastar sentimentos de solidão e tristeza. Em situações de luto, aliás, a convivência entre avós e netos desempenha um papel ainda mais importante, dotando a vida de sentidos.

Avós: parceiros também dos pais

A relação íntima e próxima entre avós e netos também é importante para os pais, mas não somente para os momentos nos quais não têm com quem deixar as crianças. O sentimento de respeito e cumplicidade pode ajudar os pais na hora de tratar de questões delicadas, as quais nem sempre os filhos estão dispostos a ouvir diretamente deles.

Os avós atuam também como um filtro e auxiliam com conselhos. A proximidade também os credencia para reprimirem comportamentos considerados inadequados, ou seja, auxiliam no processo de comunicação entre pais e filhos, eliminando obstáculos que atrapalham a convivência.

Vale lembrar ainda que uma criança que se desenvolve com maior autoestima, empatia e respeitando os limites, se torna um adulto mais preparado para lidar com as dificuldades do dia a dia.

Fotos: por MundoPsicologos.com

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