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Ser autêntico

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Ser autêntico é não se sabotar, não se mutilar, é permitir se conhecer, se relacionar de forma sadia e vivenciar novas situações para dar novos significados.

1 JUN 2015 · Leitura: min.
Ser autêntico

É comum as pessoas ao falarem de alguém que não é autêntico atribuírem alguns adjetivos ao sujeito em falas como: "ele(a) é volúvel, falso(a) ou sem opinião". Na psicologia temos uma visão bem mais ampla do ser ou não ser autêntico.

Um dos aspectos que perpassa pelos conflitos que o ser humano tem com ele e com as pessoas com que se relaciona é a autenticidade. Muitas pessoas abrem mão de vivenciar novas experiências, não se permitem a buscar, descobrir e articular sua própria identidade, aceitam relações condicionadas, se sabotam na tentativa sempre de ser o que o mundo ou o que o outro das suas relações (sejam eles pais, cônjuges, amigos, colegas de trabalho) deseja ou atém mesmo o que a própria pessoa imagina o que o outro espera dela.

Nesse processo a pessoa não busca a autorrealização, não tem uma visão mais ampla das suas possibilidades e potencialidades e acaba não sendo fiel a si, perde-se no sentido de sua existência e permite que os que a cercam penetrem e furem os limites do processo de comunicação e do processo relacional.

Não é raro nessas situações haver um movimento de busca de culpabilização tanto da pessoa que permite essa invasão de sua fronteira no processo relacional com o mundo quanto dos seus amigos que assistem essa invasão. Ocorre que todo ser humano é responsável pelas suas escolhas. Até o ato de não escolher já é uma escolha. A sua escolha por se sabotar, por não buscar a sua autorrealização, por ser perder na sua identidade e por se recusar a visualizar suas possibilidades o faz ser responsável por ser inautêntico.

Alguns exemplos de sabotagem são as relações conjugais onde um ou ambos passam a ser parte de uma peça teatral, as relações de trabalho onde os assédios morais passam a ser aceitos como algo natural, as relações familiares movidas a condições estabelecidas mesmo que forma velada.

Quando a pessoa parte para um movimento de amplitude de sua consciência e mobilização de energia para a mudança, não é raro que muitas dessas relações que antes eram vista como sadias passam a ser descartadas, a pessoa passa a vislumbrar novos projetos para a vida e os seus correlacionais se assustam, se surpreendem e nos casos em que ficam sabendo que a pessoa está em um processo psicoterapêutico passa a tentar a convencer a pessoa que seu terapeuta está "fazendo a cabeça dele(a)".

Esse processo de mudança é um longo processo até por que muitas pessoas levam anos para construir, estabelecer ou se acostumarem a algumas formas de se relacionar e não é da noite para o dia que irão passar a dar um novo significado para essas relações.

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Escrito por

Dielson Rocha

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