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Psicoterapia online: uma ideia atrativa?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Conselho Federal de Psicologia atualiza regulamentação para atendimentos psicológicos mediados por tecnologia da informação.

27 DEZ 2018 · Leitura: min.
Psicoterapia online: uma ideia atrativa?

Recorrer à assistência de um(a) profissional de psicologia no conforto do seu lar ou escritório, durante viagens, e com uma flexibilidade maior de horários é uma ideia atrativa? Para muitas pessoas essa pode ser a única maneira de ter acesso a um atendimento psicológico continuado, seja por conta da sua rotina de deslocamentos, pela ausência de profissionais dessa área na sua localidade, ou mesmo, pelos custos envolvidos, que já se mostram mais acessíveis nesta nova modalidade.

Pois bem, até novembro de 2018 esses atendimentos estavam limitados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), tanto em número de sessões, quanto ao tipo, restrito à "orientação psicológica", sendo liberada a psicoterapia apenas em carácter experimental. Além disso os atendimentos deveriam ocorrer mediados por sites cadastros no CFP.

A nova resolução liberou muitas destas condicionalidades, com destaque para o atendimento em psicoterapia (inclusive avaliação psicológica) e a possibilidade de se utilizar aplicativos de chamada de vídeo e mensagem instantânea, a critério da(o) profissional e cliente. O controle da autarquia, que fiscaliza a profissão, agora exige o cadastro apenas da(o) profissional, que deve informar entre outras coisas, que tipo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TICs) utilizará para mediar o atendimento.

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Resta a dúvida sobre a qualidade desse método de atendimento?

Já existem pesquisas a respeito retratando uma efetividade que se equipara à terapia presencial.

No atendimento online pode-se ganhar muito em acessibilidade e flexibilidade; mas também pode-se perder na qualidade do contato que se daria no atendimento presencial?

Não necessariamente. Se a opção de chamada de vídeo for escolhida, e a qualidade da internet (de ambos, profissional e cliente) estiverem "ok", o contato visual, por exemplo, é preservado.

É preciso reconhecer, no entanto, que a experiência é diferente: O setting terapêutico passa a ser uma mistura dos ambientes físico e virtual; a garantia do sigilo do que é dito durante o atendimento não está sob o controle exclusivo da(o) psicóloga(o), o que exige outros cuidados, como a escolha do aplicativo mediador (optar pelo que utiliza criptografia de dados), além da escolha do ambiente que o cliente também faz, que deve ser livre de ruídos e interrupções de terceiros.

Preservadas as diferenças entre os atendimentos presencial e online, o potencial da relação terapêutica continua residindo em fatores subjetivos, como a empatia, a capacidade de entrega do cliente, e principalmente, o quanto este se movimenta em direção às mudanças que o mesmo se propõe a realizar.

Nesse sentido, o atendimento psicológico online emerge como uma opção viável e sua eficácia continua dependendo do engajamento do cliente/paciente em seu próprio processo terapêutico. O importante é escolher a opção que o deixe suficientemente à vontade para iniciar a terapia.

Fotos: MundoPsicologos.com

Escrito por

Maria Brito

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