Por que algumas pessoas sempre fazem o papel de vítima?

Para conviver com pessoas que se vitimizam o tempo inteiro, é fundamental conhecer o que estár por trás deste comportamento e assim não entrar nesse jogo.

5 OUT 2020 · Leitura: min.

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Por que algumas pessoas sempre fazem o papel de vítima?

Talvez você nunca tenha parado para pensar, mas todos conhecemos alguém que faz papel de vítima. É aquela pessoa que nada seu dá certo, que reclama de tudo, é o “coitadinho”, o que não tem sorte e que sempre culpa os outros pelos seus problemas e percalços da vida.

Essa vitimização, que pode ou não ser consciente, é causada por uma série de motivos, entre os principais podemos citar a dificuldade de fazer uma autocrítica. De acordo com a lógica de alguém que se vitimiza, é mais fácil estar em uma posição de fragilidade do que assumir as consequências dos seus atos e amadurecer com erros. Como essas pessoas não conseguem se responsabilizar pelo o que se passa com elas, acabam culpando os outros e as circunstâncias da vida pelos seus infortúnios. 

Por que tem gente que se faz de vítima?

Segundo os psicólogos, quem se faz de vítima normalmente tem baixa autoestima e não confia em seu potencial. É alguém que não se acha capaz de superar os obstáculos da vida e nem de conseguir a admiração dos outros através do próprio mérito. Assim, tenta manipular quem está a sua volta usando para isso o sentimento de pena. 

Entre as causas da vitimização também podemos citar:

  • Frequentemente, quem faz papel de vítima é controlador. Ao despertar pena nas outras pessoas tenta influir nos pensamentos, ações e sentimentos alheios.
  • Carência afetiva. Costumam ser pessoas carentes de afeto e necessitam sentir que são cuidados. Para isso, sempre se colocam como alguém emocionalmente ferido.
  • Seus problemas são sempre mais graves e mais urgentes que os dos outros.
  • Nunca têm culpa de nada. Mesmo quando não tem razão, a pessoa que se faz de vítima tenta mudar a realidade para culpar o outro pelo o que lhe passa.
  • Imaturidade. Tendem a projetar as circunstancias da infância, quando eram realmente indefesos, para a vida adulta. Não reconhecem que agora deveriam ter uma bagagem emocional muito mais ampla para lidar com os problemas. 

Como reconhecer alguém que se faz de vítima?

Reconhecer quem são as pessoas do nosso entorno que se fazem de vítima é fundamental para não entrar nesse jogo e assim deixar de reforçar a vitimização. Quem se faz de vítima costuma apresentar alguns comportamentos típicos. Os mais evidentes são: 

  • Acreditam que o mundo está contra eles
  • São muito negativos e não conseguem ver o lado positivo de nada
  • Qualquer contratempo pequeno vira um enorme problema
  • Falta de empatia
  • Queixas constantes
  • Devido à incapacidade de reconhecer seus erros, jamais pedem desculpas
  • São extremamente exigentes com os outros

Como deixar de fazer papel de vítima?

O primeiro passo é reconhecer que se comporta dessa forma e ter realmente vontade de agir de outra maneira. Muita gente passa a vida toda se vitimizando porque se sente confortável em conviver com os outros em uma posição de inferioridade. 

Pouco a pouco, é importante assumir as rédeas da sua vida, se responsabilizar pelas suas escolhas, aprender a pedir desculpas quando erra y  parar de culpar os outros por tudo que acontece com você. Durante esse processo, contar com a ajuda de um psicólogo pode ser determinante para reinventar seu jeito de ser. 

O que fazer se você convive com alguém que se faz de vítima?

Lembre-se: não somos responsáveis pelo comportamento do outro, mas podemos escolher nossas reações em relação a ele. Assim, quando essa pessoa que se vitimiza começar a se queixar, tente mudar de assunto ou se afaste um pouco. Não alimente essas reclamações. Para cada comentário, negativo, acrescente um positivo. 

Outra alternativa, é manter um diálogo franco e direto com ela, principalmente se for alguém próximo. Explique que conta com seu apoio, mas que não pode solucionar seus problemas. Quando a conversa é transparente sem ser agressiva, as chances de compreensão são bastante elevadas. E é bem provável que ao perceber que esse jogo não funciona mais contigo, essa pessoa deixe de lado essa posição de inferioridade e passe a atuar, pelo menos com você, de igual para igual. 

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Comentários 5
  • Helen

    Muito obrigada convivo com uma pessoa vitimista e está insuportável pesado me esclareceu muito.

  • Juciara Gil Santos

    Bela explicação,mas o complicado é qdo essa pessoa tenta colocar a culpa dos acontecimentos dele em outra pessoa, sempre colocando pessoas contra outrem?

  • Roberta

    Contratei uma pessoa que é exatamente assim. Todos na família são maus, os ex chefes, os vizinhos...um saco conviver com isso. A pessoa vende pena pra colher afeto, confiança, mas colhe antipatia. Já pedi pra não ficar falando de assuntos particulares pq não condiz com uma postura profissional. É melhor procurar um psicólogo e não ficar intoxixando a vida alheia.

  • Tania Giroldo

    Amei exatamente isso que convivo com uma pessoa

  • Lisandro Hubris

    A pratica do bullying tem que ser extinta, entretanto, apesar de ninguém ter o direito de ridicularizar, ou de denegrir outro ser humano. É absurdo e até perigoso, o vitimismo exagerado ou autoritarismo de se criminalizar todos os quem não gostam da aparência física que algum cidadão projeta. E essa utopia absurda vai contra os mecanismos biológicos que a milhões de anos usamos para descobrir de forma instantânea, o grau de compatibilidade existe, entre nós e os estranhos... Já que a igualdade, o vitimismo, o fanatismo, e o autoritarismo, determinam que qualquer critica negativa, mesmo sendo verdadeira, seja interpretada como denegrir, difamar, menosprezar ou vilipendiar… Mesmo em pleno século da informação, atualmente falar a verdade pode se transformar num crime inafiançável… E o pior é que quando as denuncias são feitas de forma anonima, o cidadão que foi denunciado perde o direito de saber quem o denunciou, e de pode processar de volta, quem usa a Lei para se vitimizar... Quando ajudar alguém não espere reconhecimentos, pois poder ajudar, em vez de precisar ser ajudado, mostra que você já foi pago adiantado. Lisandro Hubris

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