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Casar com o primeiro amor: prós e contras

Há pessoas que sentem o primeiro amor de forma tão arrebatadora que não têm dúvidas: será para a vida toda. Será? Seria uma boa ideia se prender a alguém logo na primeira experiência?

15 Fev 2019 Casais - Leitura: min.

psicólogos

Dizem que o primeiro amor é inesquecível. Costuma surgir na adolescência ou início da vida adulta, marcando uma época de descobertas e de intensas emoções. Tanto arrebatamento, muitas vezes, termina em compromisso e em casamento. Aliás, para muitos, o primeiro amor foi e seguirá sendo o único.

Seria má ideia casar com o primeiro amor? Um relacionamento é capaz de aguentar tantos anos de convivência sem perder sua essência? Em que medida a falta de outras experiências românticas (e sexuais) comprometeriam a felicidade e a realização da pessoa?

Definitivamente, essas dúvidas são compartilhadas por muitas pessoas, ainda que em silêncio. E isso porque, de acordo com especialistas, é praticamente impossível estar num relacionamento sem ser impactado, em maior ou menor medida, por um conflito entre amor e arrependimento. Porém, apesar de ser um tema que desperta interesse em psicólogos especializados em relacionamentos, não há um consenso.

Amor x arrependimento

Construir um relacionamento duradouro significa ser capaz de fundar suas bases nas experiências compartilhadas e nos interesses em comum. São esses os responsáveis por alimentar a conexão que começa com a atração física e emocional.

Mas o arrependimento também permeia as experiências do casal. Se num primeiro momento está mais relacionado a atitudes que geraram consequências negativas, com o passar do tempo vão ganhando espaço as situações em que o arrependimento está ligado à não ação, ao caminho não escolhido, à limitação de horizontes.

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Esse tipo de conflito afeta qualquer relacionamento de casal, porém seria mais intenso quando o casamento se dá com o primeiro e único amor. E uma possível explicação para esse fato, de acordo com vários estudos, é a crença reincidente de que poderiam ter escolhido melhor, se não houvessem aceitado a primeira proposta. Quando isso acontece, estão sujeitos a se sentirem menos satisfeitos e realizados.

Falta de referências

Há psicólogos que destacam que um dos pontos mais negativos em casar com o primeiro e único amor é a falta de referência. É como se, a nível sentimental, a pessoa não concluísse seu processo de amadurecimento. Ela acaba se ancorando em uma relação sem ter passado por uma grande decepção amorosa, sem conhecer os altos e baixos que podem existir numa convivência, sem conhecer meios para superar a ausência, etc.

Sem esse tipo de referência, experiências negativas como um divórcio podem ser ainda mais devastadoras.

Mais apaixonados

Em contraposição aos pontos negativos citados anteriormente, alguns estudos asseguram que pessoas que se casam com seu primeiro amor são mais apaixonados. Um deles é a pesquisa do instituto britânico Yougov, que indica que 64% dos casais formados por primeiros amores se afirmam completamente apaixonados, contra 57% dos demais casais.

Além disso, no primeiro grupo, apenas 17% afirmam haver considerado se separar do seu companheiro/a em algum momento, uma cifra duas vezes menor que no segundo grupo, que atinge os 34%.

E, quando se fala de futuro, os casais formados por pessoas que se casaram com seu primeiro e único amor, não têm dúvida: 97% deles afirmam ter certeza de que continuarão juntos para o resto da vida. Para os demais casais, a cifra é mais modesta, 88%.

Fotos: MundoPsicologos.com 

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