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Pós-parto: o que toda mãe de primeira viagem deveria saber

Para muitas mães, o pós-parto não é um período cheio de alegria e realizações. Conhecer e falar sobre as principais dificuldades pode ajudar você a se preparar para o que está por vir.

16 Abr 2018 Família - Leitura: min.

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Ser mãe e finalmente poder ter seu bebê nos braços, olhar para aquele rostinho tantas vezes imaginado e ir identificando cada nova expressão à medida que os dias vão passando. Poucas horas de sono, muito cansaço, mas com uma alegria que preenche o coração.

Assim definiriam muitas mães as primeiras semanas do pós-parto. Porém, é importante estar preparada para a parte menos "fabulosa", já que nem todas as mulheres reagem da mesma forma à maternidade. Como nem sempre é fácil encontrar informação em livros e blogs, listamos a seguir alguns fatos que toda mãe de primeira viagem deveria saber:

1) O puerpério nem sempre é fácil

Seu corpo pode demorar mais do que você esperava para voltar à normalidade, e as demandas do pós-parto nem sempre coincidirão com o imaginário coletivo: uma mãe totalmente ativa, recuperada e de volta ao trabalho. É preciso se permitir viver momentos de desconforto e indecisão, e contar com o apoio de pessoas de confiança para conseguir deixá-los atrás.

2) Cada mãe tem seu tempo

Apesar de fisiologicamente existir um consenso de que o pós-parto dura aproximadamente 45 dias, a realidade é outra. Cada mãe experimenta esse período com intensidades distintas.

Muitas vezes, as dores da recuperação do parto, especialmente se foi feita uma cesárea, somado ao turbilhão emocional e hormonal que vem com o nascimento do bebê, fazem com que o período de recuperação se prolongue. Aliás, uma investigação da Universidade de Salford (Reino Unido), aponta que as 6 semanas de recuperação do puerpério são ilusórias. O que mais se ajustaria à realidade são 12 meses de recuperação.

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3) Amamentar pode ser frustrante

Não se trata de negar os benefícios do leite materno para o bebê, mas de entender que amamentar nem sempre é uma questão de força de vontade. Em muitos casos, os bebês não conseguem pegar o peito, e as mães sentem uma dor que chega a ser dilacerante.

Os especialistas recomendam informação prévia, através dos cursos de lactância, e apoio profissional e familiar durante todo o processo, já que paciência e perseverança podem ser determinantes.

4) É possível que você experimente uma tristeza profunda

A maternidade deixa você vulnerável e uma das respostas mais comuns pode ser sim um sentimento de tristeza profundo e momentos de labilidade emocional. Você não precisa ter vergonha de se sentir assim, já que a tristeza pós-parto é experimentada por cerca de 60% das mães.

O recomendável é ficar atenta à persistência dos sintomas, já que a depressão pós-parto afeta entre 10% e 20% das mães. É fundamental identificar casos graves de forma precoce, até mesmo antes da gestação, pois muitas vezes quadros de depressão não tratados previamente, se agravam no pós-parto, prejudicando a saúde e desenvolvimento do vínculo entre mãe e bebê. Com apoio psicológico e psiquiátrico, se minimiza o impacto negativo na vida da mãe e do bebê.

5) É normal ter incontinência urinária

Durante o pós-parto, quando já não há tanta pressão sobre a bexiga, muitas mulheres esperam recuperar a normalidade e ir menos vezes ao banheiro. Porém, não são raros os casos em que a incontinência é ainda mais acentuada, em função do esforço do parto.

Cerca de 8% das mães têm incontinência no pós-parto. Em casos assim, o recomendável é procurar um fisioterapeuta especializado em solo pélvico, para começar uma série de exercícios que permite reverter essa situação. É importante esperar a quarentena, antes de buscar o profissional.

6) Você pode demorar para recuperar a sua vida sexual

As mudanças hormonais e o processo de cicatrização podem afetar a lubrificação vaginal, fazendo com que o sexo seja menos prazeroso para você. Algumas mulheres relatam relações sexuais com dor, algo que afeta diretamente a disposição para o sexo.

Por mais que seja algo comum, é importante saber que isso não é o normal. Quando acontece, vale buscar o apoio de um ginecologista, para tomar as medidas cabíveis. E se sentir que com o passar dos meses a vida não está voltando ao normal, talvez seja importante contar com a ajuda de um psicólogo.

Fotos: MundoPsicologos

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