O que faço para me tornar mais resiliente?

O que é resiliência? E como posso ser uma pessoa mais resiliente? São perguntas recorrentes em consultório, em se tratando de desenvolvimento pessoal e profissional! Bora refletir sobre.

12 NOV 2019 · Leitura: min.
O que faço para me tornar mais resiliente?

Resiliência é um conceito oriundo da Física que, em linhas gerais, significa a capacidade que certos materiais tem de readquirir sua forma original, após a ação de um agente externo sobre ele.

Na natureza, o bambu chinês é constantemente citado como um exemplo de resiliência, inclusive em provérbios. Os bambus chineses suportam frios extremos no inverno, se curvam ao peso da neve, enfrentam os fortes ventos do outono e as chuvas do verão. Suas raízes profundas, flexibilidade e capacidade adaptativa contribuem para que suporte as mudanças das estações sem se romperem.

Em comportamento humano, resiliência é a habilidade de superar as adversidades, adaptando-se às circunstâncias, e ainda sair fortalecido. Mas fique tranquilo! Não significa, no entanto, uma resistência absoluta a qualquer situação adversa, mas sim sobre a capacidade que temos de enfrentamento.

No decorrer da vida, experimentamos diversos estados emocionais, momentos alegres, animadores e empolgantes, e outros onde estamos mais tristes, desconfortáveis, angustiados, estressados, preocupados.

É importante entrar em contato com estas emoções diversas, entender o momento de vida em que estamos e buscar uma forma de superá-las, e não de negá-las. São estes aprendizados que nos torna mais resilientes para enfrentarmos situações parecidas em outros momentos de vida.

Logo, a resiliência não deve ser vista como uma característica fixa e imutável, e sim, um processo dinâmico. Podemos estar mais resilientes em alguns momentos da vida e em outros menos. A boa notícia é que ela pode ser desenvolvida!

Existem situações, por exemplo, em que nos sentimos muito bem resolvidos no que se refere à família, ao mesmo tempo em que estamos vivenciando um dilema profissional que naquele momento parece não ter saída! E o contrário também pode acontecer.

Nessas situações não generalizar os sentimentos pode ser uma boa estratégia. Tendemos a agrupar tudo e considerar que a "vida está muito complicada", "tudo está muito difícil" ou que "ninguém me compreende" e com isso incorremos no risco de perder forças, apoio, flexibilidade e objetividade para lidar com o que realmente precisa ser mudado.

E sim! Alguns fatores e hábitos podem contribuir para que nos tornemos mais resilientes, dentre eles fatores internos, como autoestima, autonomia, autodesenvolvimento, auto eficácia e fatores externos, como suporte social, por exemplo.

Algumas estratégias podem ajudar neste momento:

  1. Investir em autodesenvolvimento, manter-se sempre atualizado em busca de novos conhecimentos, seja através de cursos na sua área de atuação, pesquisas na internet, leituras, pode te ajudar a se manter mais confiante em momentos profissionais desafiadores;
  2. Manter uma rotina de cuidados com o seu corpo e sua saúde, uma consistência na prática de atividades físicas e uma alimentação saudável, podem contribuir para que você conquiste mais autoestima;
  3. Investir em cuidados com a sua saúde mental e emocional, desenvolvendo habilidades de lidar e regular as próprias emoções;
  4. Cercar-se de uma rede de apoio social sadia, como amigos, familiares, dentre outras pessoas, que te ofereçam suporte para lidar com as circunstâncias da vida;
  5. Manter uma postura flexível diante da vida, entendendo, por exemplo, que existem sim pessoas que pensam diferente, e que as diferenças podem ser muito ricas quando respeitadas;
  6. Saber o momento de procurar uma ajuda profissional.

E nesse momento você pode estar se perguntando, "como eu faço para organizar e fazer funcionar estas estratégias na minha vida? Já tentei quase tudo!"

Uma sétima estratégia e que pode ser um grande diferencial é tomar consciência da forma como funcionamos, nosso sistema de crenças, conceitos que fazemos de nós mesmos, como regular nossas emoções a fim de agir e reagir às demandas do meio de uma forma mais saudável. E a Psicoterapia pode ajudar muito nesse processo!

Escrito por

Psicóloga Nomara Guedes

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