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Só tristeza?

Feita por >Vinícius em 7 out 2019 Problemas psicológicos

Eu sei que estou sozinho, a única pessoa que me amava de verdade e que eu sabia que me amava era minha mãe, mas eu perdi ela em agosto de 2017. Eu sempre me vejo triste desde então, ninguém me ama, ninguém gosta de mim. Eu tentei continuar , lidar com a morte da minha mãe, mas só enxerguei que realmente estava sozinho, as pessoas que eu tenho do meu lado estão comigo por interesse. Eu tentei namorar uma pessoa, mas não deu certo, porque de todas as pessoas do mundo eu fui encontrar alguém que só me magoou e destruiu meu coração de todas as formas possíveis, mas eu não a culpo, afinal eu que fui o idiota, no fundo eu só queria alguém pra me amar, alguém que pudesse substituir o amor que minha mãe me dava, mas foi uma bosta e sei que aquele relacionamento piorou ainda mais a tristeza e o buraco que eu tinha no meu coração. Fico realmente triste porque eu tive escolhas, talvez minha vida tivesse sido diferente se tivesse escolhido direito.
Não sinto mais vontade de nada, eu apenas acordo, tomo banho e vou trabalhar, depois volto pra casa durmo e acordo de novo, já faz um tempo que me sinto vazio, não tenho mais interesse em nada, nada me faz feliz, pelo contrário, essa sensação de solidão piora a cada momento da minha vida e decidi a um tempo que o melhor a fazer e acabar com tudo isso, a vida já não me trás mais nada de bom, eu só me sinto cada vez mais triste, e estou cansado das pessoas disserem que é apenas drama, ou fazerem pouco caso de mim. Estou muito triste, e esse sentimento me domina. Trabalhei muito duro pra ter tudo que eu tenho, mas agora tudo parece não significar nada, meu coração que antes doia muito agora só sente cada vez mais que a minha hora ta chegando. Me paro alguns dias chorando a tarde e a noite inteira, pedindo a Deus que me leve pra junto da minha mãezinha. Mas Deus parece querer que eu sofra ainda mais.
Eu queria ter vivido mais tempo, ter sido mais alegre, ter conhecido pessoas boas, ter viajado ora outros lugares, conhecido o amor da minha vida. Queria me sentir grato por tudo. Queria tanta coisa , fico até triste em pensar nisso porque tem pessoas que vivem com menos que isso e são felizes. Eu queria ter essa felicidade também, a única coisa que eu realmente queria era ser feliz. Mas Deus me abandonou.

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Olá Vinícius.

Compreendo o seu sentimento de desamparo e de solidão diante de tudo e de todos. De fato, a perda de pessoas queridas e as separações experimentadas em nossa história de vida certamente nos deixam marcas que, talvez, levemos para a vida toda... mas, de modo algum, isso significa que tais marcas devam ser vivenciadas e percebidas de maneira dolorosa por toda a nossa existência. Todos nós temos uma incrível capacidade de superação e de autodeterminação. A vivência do luto e da dor são, sim, necessárias para se elaborar tais perdas e, com isso, nos proporcionar uma ressignificação tanto de nosso relacionamento com aqueles(as) que se foram quanto a nossa relação consigo mesmo, com nossas questões, dúvidas, sentimentos e demandas. Somente com um bom processo de elaboração desse luto é vamos "nos libertando" dos que se foram, nos tornamos aptos a continuarmos a nossa caminhada e estabelecemos a paz conosco, com os outros e com o mundo.

Indo para outro aspecto de sua narrativa, percebo sua sinceridade ao afirmar que sua mãe era a "única pessoa" que te amava de verdade. Sua fala tanto demonstra a sua percepção acerca dos sentimentos e atitudes dos outros sobre você quanto, igualmente, revela muito sobre sua própria personalidade, no ponto de que nem você mesmo se ama, posto que a "única pessoa" se foi, e a "outra pessoa" que procuraste como substituta do amor materno não pôde suprir a sua demanda de amor, afinal, você "só queria alguém para te amar", e não faz citação à sua disposição em também amar a outra pessoa. O verdadeiro amor, Vinícius, é uma dinâmica de troca na qual "dar" e "receber" devem ser equivalentes para uma experiência saudável. Do contrário, num panorama onde muito se recebe e pouco se dá, este desequilíbrio na balança do amor geralmente leva a consequências danosas.

Tudo isso, Vinícius, se apresenta como pano de fundo de seu desejo de felicidade e de amor, de "querer tanta coisa" mas não alcançar... Não é um mero "drama", mas algo muito sério, que você tenha desenvolvido uma tão forte dependência emocional a ponto de sempre necessitar da sustentação afetiva de alguém e não tenha fortalecido, nesse ínterim, o seu amor próprio, a sua autoestima, o seu desejo de si... Terceirizar a responsabilidade da situação para "Deus" ou para qualquer outro personagem de sua vida não reduz o fato de - como você mesmo afirma em seu relato - em última instância, você teve e tem escolhas. As consequências negativas decorrentes de escolhas do passado, Vinícius, ao invés de nos levar para baixo, devem nos servir como lição e aprendizado, nas quais devemos nos apoiar para reescrevermos o rumo de nossas vidas.

Na sua atual situação, Vinícius, urge que você busque auxílio de um profissional psicólogo em sua cidade, para que não somente essas questões de seu passado e de sua baixa autoestima sejam satisfatoriamente tratadas, mas também para que você possa obter êxito em sua jornada, em seu planejamento de vida, na construção de novos projetos, num processo de autoconhecimento e de cura interior que, com toda a certeza, poderá te capacitar a se libertar daquilo que te oprime, a ressignificar as perdas e a fortalecer sua pulsão de vida.

Espero ter te ajudado de alguma forma.

Saulo Cruz Rocha
Psicólogo.

Saulo Cruz Rocha Psicólogo em Fortaleza

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Vinícius, boa tarde.
Gratidão por ter compartilhado sua história.
Sim, dói muito perder um ente querido, principalmente uma mãe. A sensação é de abandono, elaborar o luto é um processo lento.
A vida vai nos apresentando muitos desafios e o maior deles é conseguir ter uma vida onde possamos lidar com as adversidades e as contingências da melhor forma possível, entretanto as vezes nos sentimos desamparados e com a sensação de que nada vai mudar ou ser bom.
O ser humano está, de uma forma geral sempre em busca da tal felicidade, mas o que temos que pensar é que ser feliz é uma consequência e não deveria ser um objetivo.
Acredito que uma terapia poderia te ajudar a se conhecer e a entender pq vc se envolveu com alguém que te fez mal.
Procure a ajuda de um psicólogo, vc verá que isso poderá ser a ajuda que você precisa neste momento.
Agradeço e desejo que você tenha uma vida renovada.
Um abraço

Lucia Serrão do Nascimento Psicólogo em São Paulo

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Olá li toda a sua narrativa e percebi que embora você esteja relatando queixa de baixo autoestima, despedaça, crença de (desvalor, desamparo e desamor), existe em você uma grande vontade de reescrever a sua história de uma forma saudável. Mas quem disse que você não pode? Lembre-se quanto maior a sua autoestima maior a sua possibilidade de desenvolver e manter relações saudáveis, em vez de destruí-la. Você já pensou na possibilidade de procurar ajuda de sessão de psicoterapia presencial para poder colocar pra fora toda essa história de dor e encontrar caminho atingir sua meta de ser feliz. Não espere do outro o que você pode fazer por você. Se você não se respeita, não se amar, não se valorizar e não você se desejar, como o outro irá ti enxergar sem ti usar ou sentir pena? É isso que você quer? Você pode e é uma pessoa forte porque se não fosse não estaria aqui contando a sua história e soltando ajuda. Espero ter ajudado.
Att. a Psicóloga Ussénade.

Ussénade Maria de Oliveira Psicólogo em Recife

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Olá Vinicius, Boa Noite!
Que bom que voce está desabafando, colocando para fora o que sente.
E não se sinta sozinho porque não estás sozinho!
Vou te contar um segredo: Viemos através dos nossos pais mas não somos deles. Somos filhos de Deus. Voce não começou quando teus pais te fizeram, te conceberam. Aí foi o início do físico, do corpo, mas a tua alma a tua energia veio do Universo. Você apenas escolheu esta oportunidade para nascer. E veio a este mundo para experimentar coisas. Este mundo é um laboratório onde cada um experimenta muitas coisas. Portanto, importante é você descobrir a missão de vida. Deus te tirou a mãe para te deixar livre a tu mesmo procurar o teu caminho. Isto mostra o grande potencial que tens dentro. Não o desperdice. Trate de descobrí-lo porque através dele serás muito feliz, farás muito para voce mesmo e para os outros.
Antes de procurar uma namorada para amar, ame a ti mesmo. Se tentar achar uma namorada agora, não dará certo porque vais querer que ela te supra necessidades, carências que só você mesmo consegue preencher.
Orgulhe sua mãe, sendo, se transformando em um homem que valha a pena. Não que dá pena. Seja um homem de valor para ti mesmo e através do teu trabalho, também para os outros de forma que sua mãe possa dizer: "Este é o meu filho! Tenho orgulho de ti."
Procure sim uma pessoa que possa te auxiliar fazer este caminho que vai ser maravilhoso. Deixe o medo e o orgulho para trás e enfrente o desconhecido. Se precisar de auxilio, retorne.

Geime Rozanski Psicólogo em Brasília

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