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Psicopata: saiba como reconhecer um

Todo mundo já ouviu falar sobre psicopatia, mas nem sempre é fácil reconhecer quando você está convivendo com uma pessoa assim. Entenda mais sobre o transtorno a seguir.

31 Out 2018 Problemas psicológicos - Leitura: min.

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Segundo o dicionário, o psicopata é uma pessoa que apresenta um comportamento amoral e antissocial. Um indivíduo que é marcado pela ausência de sentimentos, de afeto, sendo incapaz de demonstrar arrependimento. A definição é bem clara, mas você seria capaz de identificar um psicopata se ele estivesse inserido no seu convívio, seja social, familiar ou profissional?

Nem sempre é fácil. Entender este transtorno, a forma como ele se manifesta e os principais sintomas associados à doença requer informação especializada, algo que a maioria da população não tem acesso. Tratar de extrair a essência de um distúrbio tão complexo, de forma a ser compreensível para pessoas que não são da área, ou seja. amigos e familiares que são obrigados a lidar com um quadro assim, nem sempre é fácil.

Insistimos no assunto porque a estatística corrobora a importância de fazê-lo. Sabia que, somente no Brasil, estima-se que haja 6 milhões de psicopatas? Veja a seguir mais informação sobre a psicopatia.

Um transtorno mental de difícil diagnóstico

A psicopatia foi descrita pela primeira vez nos anos 40, pelo psiquiatra norte-americano Hervey M. Cleckley. Hoje faz parte da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 10), sendo reconhecidamente um distúrbio de difícil diagnóstico, que no manual recebe a denominação de Transtorno de Personalidade Antissocial.

Irritabilidade persistente e presença de transtorno de conduta durante a infância e adolescência complementam o diagnóstico, embora não estejam presentes em todos os casos. 

Mais comum em homens que mulheres, os sinais da psicopatia podem começar a se manifestar ao redor dos 15 anos, coincidindo com a adolescência. A partir daí, acompanham a pessoa ao longo da vida adulta. Os comportamentos de um psicopata são patológicos e estão intimamente ligados à manipulação e à falta de empatia.

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O caminho para ser capaz de identificar as manifestações mais características deste transtorno passa pela observação do comportamento da pessoa e de como ela se relaciona com os demais. Alguns dos principais sinais são:

  • baixa tolerância à frustração
  • agressividade e impulsividade
  • atitude persistente de irresponsabilidade com as normas sociais, especialmente com a legalidade
  • desafio à autoridade
  • manifestações violentas
  • orgulho exacerbado
  • ausência de remorso e culpa; não aprende com experiências adversas
  • frieza emocional e insensibilidade pelos sentimentos alheios
  • comportamento sexual exacerbado
  • desprezo pelos ambientes familiares
  • irresponsabilidade em relação ao trabalho e obrigações financeiras

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Realidade x ficção

Apesar de todas as características citadas anteriormente e do quão complicado pode ser lidar com elas no dia a dia, o imaginário popular ligado à psicopatia ainda alimenta uma série de conceitos equivocados, que podem dificultar o enfrentamento ao transtorno e o devido suporte a quem sofre com este distúrbio.

O psicopata não tem o poder de controlar e manipular qualquer pessoa, como se retrata no cinema ou na televisão. E nem sempre é violento, não sendo sinônimo para assassinos em série.

Na verdade, a manipulação é um recurso utilizado para alcançar seus objetivos, não buscando fazer mal ao outro. O grande complicador é que, se é preciso infringir o sofrimento a alguém para alcançar aquilo que deseja, o psicopata não terá conflitos morais nem verá qualquer empecilho em fazê-lo.

Diante da suspeita de conviver com alguém com essas características, o mais recomendável é a prudência. É importante tratar de entender em que medida suas suspeitas não são reflexo dos seus próprios sentimentos (e rechaço) em relação a essa pessoa. O diagnóstico da psicopatia necessita da intervenção de um profissional.

Fotos: MundoPsicologos.com

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