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Os efeitos psicológicos da dependência química

O uso habitual de substâncias entorpecentes acarreta uma série de problemas físicos e psicológicos. Entenda como ocorre a dependência química e quais os efeitos.

12 Jun 2015 Problemas psicológicos - Leitura: min.

psicólogos

O consumo e abuso de substâncias entorpecentes já é um problema de saúde pública no Brasil, atingindo jovens e adultos. Normalmente estão associados a um quadro de compulsão, justificado pela sensação de prazer proporcionada pela droga.

Independente de serem do grupo de "lícitas" ou "ilíticas", o uso habitual destas substâncias provoca dependência e uma série de efeitos, físicos e psicológicos. A maioria das pessoas não consegue deixar a dependência com conta própria e necessita de ajuda profissional.

A boa notícia é que os quadros costumam ser tratáveis, com suporte psicológico e psiquiátrico. Entenda melhor o que é a dependência química, seus efeitos e como tratá-la.

Por que ocorre a dependência química?

Num quadro de dependência, pesa fatores de comportamento, fisiológicos e sociais. O indivíduo corre atrás daquilo que lhe oferece prazer, bem-estar e aceitação social. O consumo de substâncias entorpecentes sustenta um movimento de "recompensa", ainda que momentâneo.

A parte biológica se sustenta pela liberação da dopamina, responsável pela estimulação prazerosa. No componente social, há o mito de que a droga facilita a interação social, dá mais confiança ao sujeito e possibilita o pertencimento a um determinado grupo. Um dos "benefícios" psicológicos seria o alívio de tensões e preocupações.

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Segundo especialistas, para alcançar maior eficácia, o enfrentamento deste problema deve atacar essas três áreas.

Quais os efeitos psicológicos da dependência química?

Os efeitos psicológicos do consumo e abuso de drogas variam conforme o tipo de substância utilizada. Há aquelas que são chamadas de estimulantes, como a cocaína e a anfetamina, e também as conhecidas como inibidoras, como podem ser os remédios tranquilizantes e a heroína.

Todas elas afetam as funções cognitivas e intelectuais da pessoa. O uso prolongado da cocaína, por exemplo, pode causar paranoia e depressão. O abuso do crack normalmente induz a um comportamento agressivo. No caso da maconha, os problemas estão ligados à memória e perda de coordenação. Em casos mais graves, quadros de ansiedade, paranoia e distúrbios do sono.

Qual a abordagem mais eficaz para tratar a dependência?

Muitos estudos indicam que a terapia cognitiva-comportamental é uma excelente opção para o tratamento da dependência química. Para o psicólogo Waldir de Oliveira, sua eficácia se justifica especialmente porque o causador da dependência é o efeito, e não a droga em si.

"O tratamento é realizado com foco nos pensamentos que estão armazenados na estrutura cognitiva do paciente. Desmistificar, descaracterizar, reeditar e reeducar são alguns dos procedimentos."

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Especialista em psicanálise, Melissa Stefanie Brandino comenta que, mais importante que a abordagem, é o conhecimento que o psicólogo precisa ter sobre a dependência química.

"Tem-se vários estudos que retratam a efetividade e maiores resultados da terapia comportamental no tratamento com o dependente químico, porém, na prática, o que posso orientar é que, mais importante do que a abordagem utilizada pelo profissional, é o conhecimento que ele deve ter a respeito da dependencia química, suas causas e efeitos, e como este profissional aborda e lida com tais questões."

Fotos (ordem de aparição): por garyowen, practicalowl e KellyB (Flickr)

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