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O que fazer se está em um relacionamento e se apaixona por outro/a?

Ninguém está imune de se apaixonar por outra pessoa, mesmo estando em um relacionamento de anos. O que fazer em casos assim? Como saber se vale à pena arriscar? Saiba mais sobre o tema aqui.

24 Ago 2018 Casais - Leitura: min.

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Ninguém está livre de se apaixonar por outra pessoa apesar de estar em um outro relacionamento. Aliás, as estatísticas dizem que isso é mais habitual do que se imagina. Segundo uma investigação realizada por quatro universidades estadunidenses (Columbia, Indiana, Kentucky e Lexington) com mulheres casadas ou em relacionamentos há mais de 3 anos, em 70% dos casos elas revelaram haver sentido atração por outra pessoa que não o seu parceiro.

Muitas vezes, quando isso acontece, a pessoa fica perdida, sem saber o que fazer. O primeiro passo é entender que não necessariamente significa o fim do relacionamento. É importante saber que há fases na vida de casal e uma postura inteligente é aproveitar o momento para refletir sobre os possíveis problemas que vocês estariam enfrentando na vida a dois, especialmente se já saíram da fase da paixão, aquela inicial, em que costumamos não ver (ou negar) os defeitos do parceiro, estando atentos somente às qualidades.

É importante se perguntar o que está sustentando o interesse pela outra pessoa. Um dos motivos mais comuns costuma ser a atração pela novidade, já que as relações duradouras acabam caindo numa espécie de rotina e a novidade não deixa de ser uma promessa de reviver a intensidade dos primeiros meses de uma relação, sendo algo que inquieta e motiva. Nesse sentido, não deixe de ter presente que todas as relações passam pelo mesmo ciclo, ou seja, quando se está na fase da paixão nunca há olhos para os problemas.

Também é comum reagir à fase de estabilidade do relacionamento, quando costumam surgir as discussões, a necessidade de ajustes e as rotinas, com impaciência e uma certa dose de tédio. Quando isso acontece, os defeitos do outro acabam ganhando uma dimensão irreal, e a outra pessoa materializa justamente tudo o que você gostaria de ter e não tem. O problema é que geralmente se tratam de idealizações.

Se o que sustenta a sua atração por outra pessoa não se encaixa nas situações listadas anteriormente, é recomendável você seguir aprofundando a reflexão, para descobrir se é amor ou não, e atuar em consequência:

  1. Descubra se você está bem consigo mesma/o: assegure-se de que tudo vai bem nas outras esferas da sua vida antes de colocar a responsabilidade pela frustração ou infelicidade que você está sentindo no relacionamento atual. Tente descobrir se o fato de você se apaixonar por outra pessoa não está indicando que o que você necessita é uma mudança de vida, porque está passando por um momento emocional complicado (monotonia, depressão) e pensa que o que não está funcionando é a vida a dois.
  2. Certifique-se de que o sentimento é real: o interesse e a atração podem ser passageiros, fruto da rotina de um relacionamento duradouro. Se o que você sente falta é da intensidade da paixão, coloque numa balança tudo o que você pode estar abrindo mão por uma sensação que durará alguns meses, já que a rotina virá, irremediavelmente; será uma nova rotina, mas o deslumbramento não durará para sempre. Porém, se o sentimento é real e você acredita valer à pena lutar por ele, então é importante que você dê o próximo passo: colocar um ponto final na relação atual.
  3. Pense no que você sente pelo seu parceiro/a: se você vê seu parceiro mais como um amigo que como um amante, se você imagina sua vida sem ele, se o fim da relação supõe a perda de uma condição cômoda, é importante pensar se o amor chegou ao fim, mesmo havendo carinho e afeto. Seguir alimentando um relacionamento assim é contraproducente. Entretanto, se você sente que há amor, pode ser o momento de lutar para superar as diferenças e fortalecer o vínculo de casal.
  4. Seja sincera/o: se há coisas que incomodam você no relacionamento, é importante que haja uma conversa franca, falar dos problemas e saber escutar o que o seu parceiro tem a dizer. Ambos precisam estar dispostos a tentar superar as diferenças e melhorar a qualidade da convivência. A comunicação é um dos pilares para um relacionamento bem-sucedido e, diante de dificuldades, sempre é possível buscar o apoio de uma terapia de casal.

Fotos: MundoPsicologos.com

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