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​Burnout: a síndrome do esgotamento profissional

É possível que o emprego dos sonhos vire um pesadelo? Quais são os prejuízos se não sabemos dosar esforço e dedicação? Saiba mais sobre burnout, a síndrome do esgotamento profissional.

12 Set 2018 Trabalho - Leitura: min.

São Paulo (cidade) São Paulo

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O mundo atual somado à enorme gama de oferta de profissionais em um mercado que não para, não permite margens para se pensar na possibilidade de ficar cansado, não é mesmo? Mas e quando não prestamos atenção aos sinais de nosso corpo e de nossa mente e vamos além de nossos limites?

E quando não sabemos dosar, o que pode ocorrer com a gente? Quais os prejuízos? Acredite: é possível que o emprego dos sonhos se transforme em um pesadelo. Neste artigo, a psicóloga Maitê Hammoud explica mais sobre burnout: a síndrome do esgotamento profissional.

O que é burnout?

O nome burnout deriva da locução inglesa "to burn out", que significa queimar por completo, consumir-se. A síndrome é atribuída à imagem de um fósforo queimado, ilustrando a sensação daqueles que enfrentam seus sintomas. Uma pessoa que sofre de burnout sente-se totalmente consumida por um colapso mental e físico, decorrente do esforço relacionado às atividades profissionais.

O processo, embora gradual, costuma não ganhar a devida atenção das pessoas que são acometidas pelo burnout enquanto ele evolui, principalmente pela necessidade de produção e responsabilidade no trabalho: cumprir horário, manter relações interpessoais, códigos de conduta, etc.

Gradativamente, a rotina vai demandando um investimento de energia superior às possibilidades de alguém que sofre de stress intenso, evoluindo para um quadro extremo de exaustão, que, por fim, resulta em um colapso da mente e do organismo, manifestados em sintomas físicos e psíquicos.

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Quais sintomas podem ser indicativos do processo de burnout?

Dentre os principais sintomas que a síndrome de burnout pode desencadear, os mais frequentes são:

  • Sensação de estar desprovido de capacidade para lidar com qualquer conflito;
  • Sensação de esgotamento físico;
  • Sensação de esgotamento mental;
  • Falta de empatia em relação aos colegas de trabalho;
  • Desconforto diante da possibilidade de interação com colegas e pessoas da rotina, como recepcionistas ou clientes;
  • Culpa por sua produtividade, que costuma ser avaliada como inferior à expectativa por quem sofre do transtorno, mesmo que não existam cobranças por gestores;
  • Pensamentos intrusivos e persistentes em relação ao trabalho e suas atividades, podendo ocorrer confusão na distribuição de tempo de sua rotina. É comum quem sofre de burnout deixar que a vida profissional invada sua vida pessoal. Essas pessoas costumam fazer horas extras, levar atividades do trabalho para casa ou desmarcar compromissos pessoais para passar mais tempo trabalhando;
  • Atribuição de peso desproporcional às atividades executadas ou a pensamentos relacionados à sua importância, que levam a desmarcar compromissos pessoais importantes ou até mesmo compromissos relacionados à saúde e bem-estar, como consultas médicas. Essas pessoas sempre julgam sua importância como menor em relação às tarefas da vida profissional. Além disso, não se permitem fazer qualquer atividade de lazer, temendo julgamentos ou a possibilidade de estar sendo observado por colegas de trabalho;
  • Insônia;
  • Sonha que está trabalhando;
  • Dificuldades de concentração;
  • Picos de stress, raiva ou tristeza ao despertar e pensar em iniciar sua rotina profissional;
  • Descaso com necessidades pessoais, podendo haver interferências em sua rotina, tais como: não se permitir horários de intervalo, não utilizar horários destinados à alimentação ao longo do expediente, postergando a refeição ou realizando-a rapidamente para retornar suas tarefas, etc.
  • Alterações do humor, podendo ocorrer labilidade emocional (altos e baixos no humor ao longo do dia, sem estímulos proporcionais que justifiquem as mudanças), humor deprimido ou irritadiço;
  • Resistência na interação com outras pessoas, preferindo contatos por e-mails ou mensagens;
  • Sensação de vazio relatada principalmente pela perda de sentido de sua rotina e sua vida;
  • Desiquilíbrio nos campos da vida: pessoal, social e profissional.

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Prevenção e tratamento do burnout

O ideal para prevenção do quadro é que, sempre que alguns dos sinais mencionados, como aumento do nível de stress sejam percebidos, se faça uma revisão e possivelmente reorganização da rotina. É importante haver policiamento e zelo para que haja horários de descanso, horários destinados a refeições, para que se adotem medidas que impossibilitem que a rotina profissional invada a rotina pessoal e de lazer.

Quando os sinais indicativos do acúmulo de stress não recebem a devida atenção, o quadro e desenvolvimento do burnout evolui. Diante dos prejuízos emocionais e físicos causados, é indispensável que a pessoa busque acompanhamento psicológico e psiquiátrico. A psicoterapia, além de promover fortalecimento emocional, poderá contribuir para a reflexão daquele que sofre do transtorno sobre o que levou a este extremo: medos, expectativas, dificuldades na vida pessoal que o fizeram utilizar o trabalho como fuga, entre outros.

Por outro lado, o suporte medicamentoso pode ser necessário para a estabilização do humor, prevenção de outros quadros psicossomáticos como depressão e transtornos de ansiedade, e cuidados com outros aspectos físicos como insônia e perturbações no apetite.

O apoio de colegas e familiares torna-se absolutamente necessário devido a riscos de suicídio, uma vez que o senso crítico da pessoa se encontra prejudicado e incapaz de avaliar o peso real da vida profissional. Além disso, costuma haver resistência em fazer repouso, apesar da recomendação médica, além da resistência em reconhecer o transtorno e a necessidade de cuidados. É comum que pessoas acometidas pelo burnout demonstrem muita dificuldade em ficarem distantes do trabalho, dificultando a adesão do tratamento.

Fotos: MundoPsicologos.com

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