Da frustração à compulsão

<strong>Artigo revisado</strong> pelo

Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Neste artigo abordaremos o sentimento de frustração. Quando não sabemos como lidar com esse sentimento, o que acontece? Como uma frustração pode gerar compulsão por algo?

24 Jul 2015 · Leitura: min.
Da frustração à compulsão

Frustração = estado de um indivíduo impedido por outrem ou por si mesmo de atingir a satisfação de uma exigência pulsional. Partindo deste princípio, podemos dizer que a frustração é um sentimento que surge quando somos privados e/ou impedidos de atingir a satisfação de algo que almejamos. Ela pode gerar sentimentos de incapacidade, raiva, desapontamento, agressividade, decepção, entre outros.

Quanto maior a expectativa que depositamos em algo, maior será a frustração, caso não aconteça como planejamos. Quando não identificamos a maneira correta de lidar com a frustação, esta nos gera algumas consequências e ativa alguns de nossos mecanismos de defesa:

  • fuga (afastamento da situação)
  • evitação (foge de situações parecidas)
  • compensação (gera compulsões por outras atividades)
  • agressividade.

Falaremos aqui de compensação, que nada mais é do que o movimento do indivíduo compensar suas deficiências. Pode ser decorrente da frustração, quando buscamos alguma forma de prazer para substituir as sensações que ela nos gera e, essa busca pelo prazer, pode se transformar em comportamentos compulsivos.

A compulsão é uma imposição interna que leva o indivíduo a se comportar de determinada maneira. Ela desperta através de comportamentos compulsivos, que são aprendidos e repetidos, gerando gratificação emocional. Quando falamos de compulsão, muitas vezes, não imaginamos quão ampla ela pode ser. Pode estar associada com alimentos, drogas, álcool, compras, tecnologia, entre outros.

Esses comportamentos quando são executados nos geram prazer e alívio da tensão, porém, com o tempo, passam a não ser o suficiente, então buscamos mais e mais, ou seja, é uma atitude de enfrentamento da frustração ou da ansiedade, que traz consequências físicas, psicológicas e sociais.

Este processo é inconsciente. A pessoa, muitas vezes, não percebe o real motivo que a leva a ter esses comportamentos constantes, que ao invés do antigo alívio, hoje, gera preocupação. Por isso, estabelecer as reais causas de nossas frustações nos permite a determinar quais devem ser combatidas, reduzindo os comportamentos compulsivos.

A frustração pode ser positiva quando uma situação aversiva gera um sentimento de aprimoramento, motivação, crescimento, mudança, pensar maneiras de fazer diferente. Ela também é importante na constituição psicológica dos indivíduos. Quando descobrimos maneiras de lidar, ela pode se tornar uma verdadeira aliada para nosso futuro.

Após a análise de sua frustração e de seus comportamentos compulsivos (De onde vem? Como tenho reagido?), é necessário que você admita quando eles estão fora de controle para desenvolver novos hábitos de lidar com eles. Pense nas situações que eram frustrantes e imagine alternativas e atitudes diferentes para atingir seu objetivo.

A terapia é essencial neste processo, pois pode auxiliar desde a análise até o cuidado para não gerar outras frustrações. Além de ser um primeiro passo em favor a você mesmo, uma atitude para sair desse estado.

Escrito por

Karoline Lima

Deixe seu comentário