Aprendendo a identificar e lidar com o bullying

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Os casos de bullying são cada vez mais frequentes, e isso não deixa de ser um fator social. Para minimizar os danos, é muito importante identificar o problema de forma precoce. Saiba como.

24 Mar 2017 · Leitura: min.
Aprendendo a identificar e lidar com o bullying

Os efeitos do bullying voltaram a estar entre os assuntos mais falados nas redes sociais. No início do mês, um pai de origem inglesa compartilhou uma foto tirada com sua filha minutos antes de ela morrer no hospital. A jovem completaria 18 anos dia 8 de março, mas tentou se enforcar aos 16, depois de ser vítima de inúmeros episódios de bullying virtual.

O gesto de compartilhar veio muitos meses após a morte da jovem, chamada Julia. Para o pai, o mais importante é deixar uma mensagem de alerta e protesto, para que se fale sobre o tema, para que se unam forças a fim de punir esse tipo de prática e para tentar evitar que adolescentes e jovens únicos e especiais acabem com suas vidas por terem sido convencidos de que não têm valor.

Quando se fala em bullying, há outro fator preocupante. A prática vem aumentando progressivamente nas escolas, vitimando crianças e começando a deixar suas marcas profundas ainda na infância. Como identificar esse tipo de perseguição também é responsabilidade dos pais e responsáveis, aproveitamos para deixar dicas sobre os possíveis sinais de bullying na escola e estratégias para lidar com o problema.

1) Isolamento e rechaço

Criança ou adolescente vítima de bullying sente vergonha da perseguição que sofre. Por isso, dificilmente falará sobre o assunto. Os primeiros sinais costumam ser as mudanças de comportamento em relação à escola, não querendo mais ir às aulas. Isolamento e posturas mais agressivas que o habitual também costumam ser observados.

2) Fragilização

Quem sofre bullying vive fragilizado, estando muito suscetível às críticas. Pais e responsáveis precisam ser capazes de demonstrar apoio incondicional. A última coisa que a vítima necessita afrontar é uma minimização do seu problema. A criança ou adolescente precisa ser ouvida, valorizada e ter certeza de que não é responsável pelo que está acontecendo.

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3) Reatividade

Quando se descobre um caso de bullying, é fundamental a capacidade de reação. Pais e responsáveis devem informar à escola e tratar de estabelecer medidas que impeçam, ou ao menos dificultem, a continuidade da perseguição. Em casos virtuais, reunir provas para uma denúncia formal, porque o silêncio ajuda a naturalizar e alimentar a prática.

4) Pedir ajuda

É muito importante ser capaz de construir dinâmicas que permitam enfrentar as situações de bullying. A escola pode ajudar no processo, intermediando a relação entre vítima e agressor. Porém, muitas vezes, contar com o apoio de um psicólogo especializado no tema será diferencial, permitindo o reencontro com a autoestima e a autoconfiança.

5) Antercipar-se ao problema

Nem sempre a melhor estratégia é limitar-se a atuar em consequência. Investir em um diálogo aberto com a criança ou adolescente, criando um entorno de confiança, é uma forma eficiente de detectar precocemente sinais de bullying ou qualquer problema similar. Falar da existência das ações discriminatórias, de mecanismos de superá-las e nutrir a autoestima dessa criança ou adolescente pode fazer toda a diferença diante de uma situação problemática.

Fotos: por MundoPsicologos.com

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