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​Violência contra a mulher: não seja uma vítima das circunstâncias

"Em briga de homem e mulher ninguém mete a colher". Isso foi antes de toda essa força feminina ganhar espaço.

13 Mai 2019 Casais - Leitura: min.

São Paulo (cidade) São Paulo

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Os contextos de violência doméstica são historicamente construídos nas relações entre homem e mulher. Muitas vezes o problema é tratado como algo distante, fruto das desigualdades sociais, que só ocorrem com pessoas pobres, alcoolizadas ou drogadas. Quando existem essas condições, são agravantes que dificultam sair da situação, porém essa realidade já sabemos que ocorre em todas as classes sociais.

Antigamente, o homem tinha grande poder e influência política, predominava assim o seu poder social, dificultavam para as mulheres obter direitos iguais. As mulheres dentro de uma situação sócio histórica tiveram uma posição mais submissa, sem muitos direitos ou representações sociais, ao passo que o homem além de força física gerava hostilidade.

Hoje em dia mesmo, com todos os recursos, mulheres que tomaram a frente, seja em aspectos sociais, profissionais e diante de suas conquistas, ainda sofrem violência, seja doméstica ou contra a mulher.

Pequenos desentendimentos, gestos de desrespeito ou situações que já desgastadas e se tornaram extremamente tensas, quase sempre levam a uma escalada de violência doméstica. Começando por agressões verbais, passa para as físicas e/ou sexuais e pode levar a ameaça de morte e até mesmo ao homicídio.

Essas mulheres vivem sentimentos confusos em relação aos agressores, baseado em gostar e não gostar, voltar e perdoar.

Quando se compreende que a mulher vive situações de violência, adequamos a uma posição de "vítimas das circunstâncias", referindo ao que chamamos de ciclo de repetição da violência, que se refazem entre momentos de violência, arrependimentos, sedução, presentes e novamente a violência.

Em geral, a mulher gosta de seu parceiro, mas ela não gosta de ser agredida por ele. Por isso, muitos casos de denúncia acabavam sendo retirados, por ameaça ou por perdoar o agressor, já que muitas têm filhos e dependem financeiramente dos parceiros.

Atualmente, podemos contar as populares DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), que são específicas para crimes de violência contra a mulher.

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A Lei Maria da Penha surgiu com o papel de oferecer proteção à mulher. A lei recebeu esse nome como uma forma de homenagear a mulher, Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência familiar e doméstica, sofreu duas tentativas de homicídio, em uma delas, ficou paraplégica.

A Lei presume que a mulher é mais acometida por agressões familiares e domésticos. Historicamente o homem sempre se posicionou em lugares de maior destaque e com mais benefícios, geralmente com maior força física. Quando nos baseamos em crime passionais, grande parte o homem é o agressor e por isso a necessidade de uma lei que tenta igualar os direitos em relação a defesa que ocorre por desigualdade.

A Central 180 tem equipes treinadas para as questões de desigualdade de gênero, legislação e políticas públicas para as mulheres, a central também tem a função de orientar e instruir sobre serviços disponíveis na rede de acolhimento e como agir diante do enfrentamento de uma violência doméstica, a central é disponibilizada para o recebimento de denúncias.

Saindo do ciclo da violência contra a mulher

O ideal é que essas vítimas busquem os órgãos para denunciar ou que podem lhe fornecer alguma ajuda.

Realizar terapia é fundamental para que essas mulheres se reestruturem e consigam sair desse ciclo de violência. Existem diversos institutos de acolhimento com psicoterapia para as vítimas, além de clínicas que trabalham com valor mais acessível para a população mais carente.

Atualmente, encontramos grupos para homens agressores, alguns trabalhos são realizados em comunidades, ou grupos bem específicos que através de indicação de delegacias e instituições, muitos homens conseguem melhorar bastante a forma em que vê a mulher, aprendendo a respeitar e muitas vezes a reconstruir sua família.

Toda mulher tem o direito de se reconstruir, ser respeitada e orientada para qual atitude tomar diante da violência que sofre. Colabore para mudarmos essa triste realidade que pode estar na sua casa, no vizinho ou de alguém que você conhece.

O mais importante é sempre buscar ajuda, você não está sozinha. Assim como você, muitas passam pela mesma situação. Não seja mais uma vítima das circunstâncias.

"Em briga de homem e mulher ninguém mete a colher". Isso foi antes de toda essa força feminina ganhar espaço. Se você escuta ou vê alguma mulher sendo agredida, você precisa "meter a colher", do contrário, estará sendo conivente com o crime, não se omita, busque ajuda, denuncie.

Fotos: MundoPsicologos.com

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