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Como tratar a dislexia?

Quando uma pessoa tem atrasos na escrita e na fala, pode se tratar de um caso de dislexia. É importante confirmar o diagnóstico, para garantir uma estratégia adequada de enfrentamento.

14 Jun 2018 Crianças e adolescentes - Leitura: min.

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A dislexia é um transtorno de linguagem que compromete a capacidade de ler e escrever corretamente. É mais comum do que se imagina, afetando quase 17% da população mundial. Como os primeiros sinais costumam aparecer ainda na infância, se transforma em uma grande preocupação para os pais.

Qual tratamento é recomendado para os casos de dislexia? Como é feito o diagnóstico? É possível vencer o transtorno e garantir um desenvolvimento normal? Foi pensando em responder as principais dúvidas relacionadas à dislexia que preparamos este artigo. Confira!

O diagnóstico da dislexia

Quando a criança tem atrasos na fala e linguagem, é dispersa, tem dificuldade para aprender rimas e mostra níveis baixos de desenvolvimento da atenção é importante procurar um profissional com experiência em dislexia e outros transtornos de aprendizagem, para que seja feito um diagnóstico detalhado.

Normalmente, são realizados teste de linguagem e de inteligência, numa abordagem multidisciplinar que envolve psicologia, fonoaudiologia e psicopedagogia. É importante avaliar o processo da memória, da coordenação motora, da consciência dos fonemas, enfim, de todas as habilidades que antecedem o processo de escrita e leitura.

Essa investigação é o que vai permitir confirmar se trata-se de dislexia, entender a extensão do problema e determinar quais os melhores recursos para enfrentar o transtorno.

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Tratando a dislexia

Para que o tratamento seja o mais eficiente possível é importante recorrer a terapias que se complementam. Não há uma fórmula única, porque cada criança tem níveis de comprometimento diferentes. Além disso, é importante esclarecer que o tratamento da dislexia também acontece em jovens e adultos, para remediar aqueles casos em que o transtorno não foi devidamente enfrentado durante a infância.

Apesar de não haver "cura", os avanços são consideráveis. Um plano personalizado, com recursos adaptados à realidade de cada paciente, é o que vai determinar melhorar a qualidade da escrita e a fala. Para isso, utiliza-se normalmente:

  • Fonoaudiologia: o objetivo é traçar estratégias que facilitem a associação entre sons e palavras escritas, aumentando a fluidez da leitura. O profissional estabelece um plano de ação que permita a evolução do aprendizado, partindo de conteúdos básicos e simples e aumentando progressivamente a dificuldade.
  • Adaptações na escola: está claro que a criança disléxica precisa receber suporte por parte da equipe de ensino da escola, muitas vezes com o uso de materiais didáticos diferenciados. Além de ser peça-chave para o desenvolvimento da autonomia e independência, o professor precisa estar preparado para minimizar o impacto negativo que significa ter um transtorno de aprendizagem, tanto para a própria criança como para os coleguinhas. Nesse sentido, é importante estimular as atividades em grupo, pois contribuem para diminuir o sentimento de exclusão.
  • Psicoterapia: com a ajuda psicológica a criança (adolescente ou adulto) terá a oportunidade de descobrir que a dislexia não é o fim do mundo. É uma condição, que pode e deve ser tratada. Além disso, serão trabalhadas questões fundamentais para fortalecer a autoestima, como a descoberta de potencialidades. O paciente ganhará a autoconfiança necessária para garantir relacionamentos saudáveis.

Em casos pontuais, também será necessário o uso de medicamentos, a fim de controlar alguns dos sintomas físicos. Quando isso acontece, normalmente é porque há a associação com outros transtornos, como hiperatividade ou problemas de comportamento.

Fotos: MundoPsicologos

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