O que é a fome emocional e como tratá-la

Você sabe por que comemos mais quando estamos nervosos ou estressados? Por que em momentos assim o que queremos é chocolate ou comidas calóricas?

17 JUN 2019 · Leitura: min.
O que é a fome emocional e como tratá-la

Qualquer pessoa pode comer por necessidade física, mas também por necessidade emocional. E isso é algo que algumas pessoas que sofrem ansiedade ou stress compreendem perfeitamente, pois estão habituadas a compensar o seu mal-estar com comida.

Está claro que a maioria busca alimento quando tem fome. É uma necessidade física que ajuda a fornecer ao organismo os nutrientes que ele necessita para funcionar corretamente. Aliás, ficar muito tempo sem comer significa colocar em risco a própria vida. 

Mas, além da necessidade física e biológica, existe uma fome que é de fundo emocional. Em alguns casos, se confunde com a primeira, algo que pode acarretar uma série de prejuízos à saúde.

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Denomina-se emocional porque a necessidade de comer não provém do organismo, do corpo, mas da nossa mente.

Ou seja, ao estar em situações específicas, marcadas pela ansiedade, pelo stress e nervosismo, a mente acaba ansiando algo que consiga tranquilizar essa emoção negativa. O cérebro envia um aviso de que há fome, porém, na realidade, fisicamente não existe qualquer necessidade de ingerir alimentos. É uma sensação muito similar a quando uma pessoa começa a fazer dieta: sente-se com fome o dia inteiro porque o regime alimentar indicado pelo médico ou nutricionista limita o consumo de determinados alimentos. A consequência direta é que a pessoa deseja comer aquilo que não pode.

Fome... mas somente de açúcar e gordura

O que acontece com a fome emocional é algo similar. Possivelmente, um exemplo muito claro e fácil de entender é a sensação que nos acompanha no dia que precede uma prova ou uma ocasião importante. Algumas pessoas perdem o apetite, porque o nervosismo afeta o sistema digestivo. Para outras, contudo, a ansiedade é um gatilho para sentir ainda mais fome. É praticamente impossível passar uma hora concentrado em uma atividade sem ser invadido por uma vontade de petiscar o que encontrar pela frente: biscoitos, chocolate, sanduíche, pizza...

E, nesses momentos, as escolhas alimentares não costumam ser saudáveis. A glândula pituitária nos impele a querer comer alimentos com alto teor de açúcar e gorduras, nada de frutas e verduras.

A fome emocional é exatamente isso, uma necessidade que não é real e que precisa ser controlada. Caso contrário, a falta de autocontrole, aliada às emoções do momento (nervosismo, tensão, ansiedade), pode ser a porta de entrada para um problema mais grave.

As causas da fome emocional

De acordo com especialistas, a fome emocional pode ser provocada por uma má consciência interoceptiva, ou seja, casos em que a pessoa tem dificuldade para interpretar corretamente as emoções experimentadas. Também pode estar associada a problemas para controlar tais emoções. 

É neste ponto que a associação indevida entre a comida e a diminuição do mal-estar adquire sua faceta mais nociva, pois a pessoa recorre aos alimentos como um recurso para se sentir melhor, independente da necessidade física.

A fome emocional é uma resposta a um problema mais profundo, que deveria ser tratado com o apoio de um profissional especializado. Quem passa por esse quadro e cede aos impulsos de comer, não consegue alcançar a sensação de bem-estar desejada, o que provoca arrependimento e culpa. E, para minimizá-los, recorre novamente à comida... num ciclo sucessivo e vicioso.

Buscar apoio na terapia ajuda a compreender como as questões emocionais estão sendo processadas, o que está realmente desencadeando a fome emocional, além de trabalhar para encontrar formas mais efetivas de lidar com as emoções negativas. É apostar por autoconhecimento como forma de autocontrole.

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1 Comentários
  • Mel Neves

    Faltou a alternativa em que ocorre isolação,choro de desespero e sentimento de ser insuficiente.