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Como superar uma crise de angústia?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

O que provoca uma crise de angústia? Como lidar com as consequências físicas e psicológicas para reformar o controle? Saiba mais sobre o assunto neste artigo.

14 Jan 2019 · Leitura: min.
Como superar uma crise de angústia?

A crise de angústia se manifesta quando a pessoa está experimentando um profundo sofrimento, causado por uma ou várias situações que são difíceis de superar. Também pode ser resultante de outros transtornos psicológicos, como quadros de ansiedade, stress ou depressão.

Um dos eventos que costuma desencadear a crise é o momento de enfrentar-se a uma fobia pessoal, como pode ser o medo intenso de dirigir ou de falar em público. A ansiedade sentida pela pessoa, seus sintomas físicos e emocionais, acaba abrindo espaço para que a angústia se instale.

No entanto, nem sempre as reações são imediatas. Há uma série de experiências que podem culminar em uma crise de angústia a médio ou longo prazo. Centraremo-nos em algumas das mais habituais. Você se identifica com alguma delas?

1) Testemunha ou vítima direta de um ato violento

Assaltos, sequestros relâmpagos, tragédias naturais são apenas alguns exemplos de circunstâncias que podem ser o gatilho para um quadro de angústia coletiva. Esse tipo de situação pode afetar, inclusive, quem acompanhou o episódio de forma indireta, através da imprensa e das notícias veiculadas.

“Um acontecimento traumático muda a percepção que as pessoas têm do mundo e de si mesmas. Muitas vezes, chega-se a ver o mundo como um lugar perigoso e imprevisível, e as vítimas podem converter-se em pessoas frágeis e vulneráveis”, explica Cárcamo, Sánchez-Lacay y Lewis-Fernández, em investigação sobre o impacto de ataques terroristas.

Possíveis soluções

Para lidar com o transtorno de stress pós-traumático, é possível recorrer a diferentes tipos de tratamento, psicoterapia cognitivo-comportamental, psicodinâmica, hipnosis, acompanhamento psiquiátrico para o apoio medicamentoso, entre outros.

2) Desempregado ou num trabalho estressante

Se a pessoa está em um emprego que parece cada vez menos atrativo, sentindo que simplesmente não há maneira de escapar desse círculo vicioso, a crise de angústia pode estar intimamente ligada à síndrome de burnout. Por isso, o primeiro passo é questionar, com o apoio de um psicólogo, o que realmente há por trás dessa manifestação de ansiedade, descrença e angústia profissional.

No caso de desemprego, as situações podem variar muito de pessoa a pessoa. Especialmente se a falta de trabalho se prolonga por vários meses, o que acontece é um misto de frustração profissional, baixa autoestima, nervosismo provocado pelo acúmulo de contas e dívidas, além das discussões familiares. Assim resume Carl Van Horn, numa investigação realizada pela Universidade de Rutgers (EUA) em 2011:

“Perder um trabalho supõe mais que uma crise financeira para as pessoas (...). Devido à persistência dos altos níveis de desemprego a longo prazo, milhares de pessoas estão sofrendo problemas de saúde mental por causa disso, muitos deles não recebendo qualquer tratamento especializado.”

Possíveis soluções

Alguns conselhos práticos que podem ajudar nessa situação é criar e manter uma rotina com atividades (acordar cedo, revisar sites de ofertas de trabalho, atualizar o currículo) e buscar apoio na rede de amigos e conhecidos para ampliar as possibilidades de encontrar o trabalho que você deseja realizar.

Também é recomendável, sempre que possível, procurar psicólogos com experiência em orientação profissional e coaching, para poder trabalhar a imagem que você projeta às empresas e que podem ser fundamentais para conseguir uma contratação.

3) Decepção amorosa ou ruptura

Os sentimentos de incomodidade e a dor física que uma pessoa pode chegar a experimentar quando termina uma relação amorosa significativa, especialmente se a outra pessoa decide romper de forma drástica e inesperada, podem ser explicados a nível bioquímico.

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Uma investigação da Universidade de Stony Brook (EUA) centrada em pessoas que haviam terminado faz pouco seu relacionamento, descobriu que a dor e a angústia vivida por eles estava vinculada à ativação de regiões cerebrais associadas à motivação, recompensa e impulsos aditivos:

“A decepção amorosa é uma grande causa de depressão e suicídios. Ainda sabemos muito pouco a respeito. Entender os sistemas neurais envolvidos é extremamente importante para avançar no conhecimento básico que temos do intenso amor romântico e, particularmente, das respostas diante do rechaço.”

Possíveis soluções

O ditado popular “O tempo cura tudo”, quando aplicado à prática, demonstra funcionar. Os investigadores da referida pesquisa descobriram que, à medida que o tempo passa, a parte do cérebro responsável pelo apego mostra menos atividade quando os participantes vêm fotografias de seus antigos parceiros.

Está claro que esse processo depende da gravidade do mal-estar experimentado por cada pessoa. É recomendável praticar uma atividade física para entreter, meditar para relaxar e procurar ajuda psicológica para resolver as questões que provocam o sofrimento psíquico.

Fotos: MundoPsicologos.com

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