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Afinal, quem vai ao psicólogo?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Ir ao Psicólogo ainda é um tabu hoje em dia. A verdade é que ainda é um grande mistério para muitas pessoas o que acontece nas sessões de psicoterapia.

14 AGO 2019 · Leitura: min.
Afinal, quem vai ao psicólogo?

Ir ao psicólogo ainda é um tabu hoje em dia. Muitas pessoas pensam que buscar esse profissional é "só para loucos" e tem ainda aqueles que dizem que "dou conta sozinho dos meus problemas".

A verdade é que ainda é um grande mistério para muitas pessoas o que acontece nas sessões de psicoterapia (terapia com um profissional da Psicologia). E a falta de conhecimento deixa margens para que a imaginação e os preconceitos andem livres pela mente das pessoas.

Afinal, como é uma sessão de psicoterapia? Sobre o que se fala? Como acontece? Quem pode procurar ajuda psicológica?

Dentro da Psicologia, existem diversas linhas teóricas de compreensão do ser humano e de atuação no setting terapêutico. Isso vai interferir no estilo do profissional e na sua maneira de trabalhar. Alguns psicólogos interagem mais, outros menos. Alguns fazem anotações durante a sessão, outros não. Pode-se utilizar de testes psicológicos, dinâmicas, trabalho corporal.

De modo geral, o diálogo é o principal instrumento de trabalho. No entanto, não se trata de uma "simples conversa". O psicólogo é um profissional formado no curso de Psicologia e que utiliza de conhecimento teórico e técnico durante as sessões. Dessa forma, suas perguntas e colocações são baseadas neste conhecimento e têm como objetivo ampliar a percepção que o paciente tem de si e do seu conflito em questão.

Assim, o grande objetivo do processo psicoterapêutico é proporcionar uma ampliação da consciência de si mesmo e da sua forma de gerenciar seus sentimentos. Olhar de uma outra forma para o que lhe incomoda. Ter maior clareza das suas qualidades, fragilidades, daquilo que a pessoa busca para si, do que lhe deixa feliz e do que lhe entristece; bem como da sua forma de se comunicar e se relacionar no mundo. Ampliar sua percepção das consequências que essa forma de ser traz para a sua vida e para as suas relações. Identificar e gerir seus sentimentos com mais consciência e menos sofrimento.

Vale ressaltar também que a Psicologia é uma ciência que estuda o comportamento e os sentimentos do ser humano, buscando compreendê-lo como um todo e intervir para que tenham melhor qualidade de vida, bem-estar e relações mais saudáveis.

Dessa forma, qualquer pessoa pode fazer psicoterapia. Isso mesmo! Independente da idade, sexo, condição financeira, raça, religião. Seja para ampliar seu autoconhecimento e seu desenvolvimento pessoal, bem como para questões mais pontuais como problemas de relacionamento, dificuldades no ambiente de trabalho, sentimentos frequentes como desmotivação/desanimo/tristeza/ansiedade, luto, duvidas sobre a vida profissional, questões referentes à sexualidade, duvidas sobre a escolha profissional, dentre outros.

É importante destacar também que o psicoterapeuta não é alguém que faz julgamentos a respeito do que escuta e das pessoas que atende. Psicoterapia é um espaço de acolhimento, respeito, ética e sigilo; ou seja, o conteúdo das sessões não é divulgado de forma alguma, não é comentado com outras pessoas e nem tampouco objeto de criticas e julgamentos.

A duração das sessões costuma variar entre 40 minutos e 1 hora. A frequência é combinada com o profissional de acordo com a necessidade e possibilidade de quem procura, podendo ser mais de uma vez por semana, semanal, quinzenal, mensal. A psicoterapia pode ser individual, de casal, familiar ou em grupo.

Sendo assim, partindo do principio que o ser humano é um ser biopsicossocial, ou seja, é corpo, mente, emoção, espírito; afeta e é afetado pelo meio onde vive e pelas pessoas com quem convive; cuidar da saúde emocional é necessário para todos.

Fazer psicoterapia é uma busca tão importante quanto fazer atividade física, cuidar da alimentação, fazer check up de rotina com seu médico, ir ao dentista, praticar uma religião. Permita-se viver essa experiência!

Escrito por

Ana Paula Garbelotto de Freitas

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