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Urgência, por favor, não ignore

Feita por >Julie Steele · 24 out 2017 Transtornos personalidade

Pois bem, minha vida foi uma sequência de eventos traumáticos: aos 5 anos tive fobia escolar, aos 6 anos meu primo abusou de mim, aos 7 anos comecei a sofrer bullying, aos 8 meu pai morreu de overdose, aos 9 minha avó morreu na minha frente e aos 10 comecei a me sentir assim e me cortar.

Eu penso em suicídio a maior parte do tempo, é como se a minha vida tivesse uma base deprimida e dentro dela tem uma roleta de sentimentos e um deles é a constante ansiedade, meu humor oscila em segudos até, as vezes são minutos de raiva intensa e assim vai, são raras as vezes que duram muitas horas, acredito que nunca chegou a dias.

Sou sempre instável, intensa e com momentos impulsivos ou talvez sempre, sei lá. Minha libido as vezes é alta, as vezes é inexistente, eu gosto de sentir dor, gosto de ter relações perigosas, gosto de intensidade, me corto para sentir a vida, as vezes eu não sinto nada e as vezes sinto tudo, em geral só quero morrer, só quero não sentir "isso"

Eu sou daquelas que olha pra alguém e imagina uma vida ao lado daquela pessoa, eu odeio e amo alguém pelo mesmo motivo e sou sempre de extremos

Me sinto abandonada e luto para estar inclusa, mas as vezes simplesmemte desisto, eu me sinto sozinha, não consigo sentir que as pessoas me amam

Não tenho insônia, eu durmo demais, os remédios diminuiram meu apetite e a  compulsão por comida, mas continuo me cortando, a diferença é que com os remédios tenho tido momentos bons, mas sinto dor em todo o corpo e ainda é como se eu estivesse em constante crise, só mudando o tipo.

As vezes não sinto meu corpo, não sinto que estou viva e aí me corto... para sentir a vida, porque a dor física é mais suportável que a mental

As vezes eu viro outra pessoa, costumo chama-la de Steele...

Já tive dois surtos psicótico, um de minutos e um de três horas

Eu não consigo manter relações mas sou boa no que me proponho a fazer, em geral sou manipuladora.

Eu tenho dores constantes no corpo e muita dor de cabeça, essa sou eu.

Fui ao psiquiatra no dia 14 de setembro e ela passou 2,5mg de fluoxetina, 20mg de bupropiona e 50mg de topiramato, no dia 15 surtei e ia ser internada e transferida para o hospital psiquiátrico mas meu convênio não autorizou pela carência, no dia 16 fui no PS da Santa Casa e lá a psiquistra me passou 20mg de fluoxetina e 250mg de depakene.

O remédio não teve efeito colateral, de início senti mais sono mas agora está normal. Os efeitos que senti são poucos, o estabilizador está ajudando bem até, meu humor não está mudando umas 5 vezes por dia como antes, as vezes até tenho momentos bons mas ainda estou me cortando quase todos os dias e tendo crises, gostei desses remédios, estou até conseguindo comer devagar e coisas assim, mas eu tenho tido mais crises que nao consigo sentir que estou viva, que saio de mim, sei lá. Dia 13 de outubro eu aumentei de 20 para 40mg o fluoxetina e mantive o depakene 250mg

Minha mãe tem tentado, as vezes ela erra absurdamente e isso me machuca demais... não sei o que fazer, eu não dei falar, sei apenas que dói e sobreviver é absurdamente desesperador.

Eu fiz terapia no primeiro semestre de 2016 mas parei, pois bem, volto em dezembro quando acaba minha carência.

Quero me matar. Quero me cortar... Já me cortei ontem, mas não é suficiente, eu tenho o método em mãos, preciso morrer

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A melhor resposta 31 OUT 2017

Julie eu sei que tem momentos na nossa vida em que só desejamos morrer para matar a dor que sentimos, mas você já parou para pensar que você tem um outro caminho?
De usar sua dor para ajudar outras pessoas que estejam piores que você? Nada do que passamos na vida é em vão, você pode se entregar e querer acabar com tudo sendo uma "perdedora" ou simplesmente fazer tudo ser um grande milagre!
Procure ajuda de um profissional capacitado pois seu caso precisa de alguém preparado para te auxiliar a atravessar esta etapa
Abraços espero ter te ajudado!

Psicóloga Natalia Martins Psicólogo em São Paulo

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30 OUT 2017

Julie
Eu entendo que esteja sofrendo muito, mas machucar-se ou pensar em acabar com sua vida, não irão resolver suas dores emocionais, ou irá aliviar, a dor do seu sentimento, pode ser amenizada, olhando suas emoções de frente, olhando para sua história de vida de frente.
Não existe nenhuma fórmula mágica, mas olhando sua história, seus abusos, seus traumas, suas dores e seus comportamentos, junto com um Psicoterapeuta, fará você se conhecer, conhecer seus limites e suas dores.
Siga em frente, você é capaz.
Espero tenha lhe ajudado
Abraço
Vera Pelizzari

Vera Pelizzari Psicóloga Clínica Psicólogo em São Paulo

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25 OUT 2017

Olá, boa noite! Como a colega falou, é muito importante que continue seu tratamento e não desista de você! Você passou por muitas coisas ruins, mas pode passar por muitas boas ainda! Com o tratamento você vai conseguir enxergar as coisas boas na sua vida e reverter esse quadro.
Mas eu te aconselho a não esperar até dezembro, pois você está sofrendo muito, fazendo mal a você mesma. Procure outro psicólogo nesse tempo. Hoje em dia tem muitos psicólogos que fazem atendimentos sociais, com preços acessíveis, e muitas instituições oferecem até acompanhamento psicoterapêutico gratuito.
Qualquer coisa, pode entrar em contato.
Melhoras!

Psicóloga Milena Puga Araujo Psicólogo em Rio de Janeiro

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24 OUT 2017

Olá Julie, bom dia.
Você tem muitas questões que precisam ser trabalhadas. Sem dúvidas seus traumas de infância vão influenciar no seu dia a dia, que bom que procurou por ajuda. É importante que compartilhe com as pessoas em que confie da família, amigos e os profissionais que acompanham você. Pelo que entendi você continua com o tratamento psiquiátrico, mas parou a terapia e pretende retornar em dezembro. A recomendação é que você siga sempre na terapia para não ficar sem o atendimento. Se você acreditar que esses profissionais podem te ajudar então invista em você toda esse potencial que você tem. Saiba que pode ser mais forte que esses pensamentos, que eles podem ir embora e que você pode pedir ajuda.
Desejo boa sorte e fico à disposição.
Suiani Oliveira Fustinoni

Suiani Oliveira Fustinoni Psicólogo em São Paulo

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