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Tenho ansiedade generalizada?

Feita por >Carlos Henrique>. 14 Dez 2018 1 resposta  · Ansiedade

Tenho 19 anos, e sofro de ansiedade desde a minha infância. Da minha pré-adolescência até atualmente, eu vivo me auto-consultando. Eu não sei quando, mas descobri que tipo de ansiedade eu tinha pela internet, era ansiedade social. Em 2014 tive um momento depressivo, por eu não ter amigos ou namorada. A partir desse dia, comecei a inibir meus medos, sendo racional e lógico. Isso me levou em 2016 quando estava prestes a fazer 17 anos, a descobrir a filosofia. Vi ela como uma forma de alimentar minha saúde espiritual. Durante esse tempo de superação, eu continuei com os sintomas físicos, mas minha mente não era mais de uma pessoa pessimista. A filosofia fez com que eu fosse existencialista, descobrisse que a graça da vida é simplesmente viver por um legado, pois ela não tem significado próprio. Se tivesse, não existiríamos. A história da humanidade foi feita assim, desde Tales de Mileto à Aristóteles. Entretanto, fazem alguns dias que minha ansiedade ficou irreconhecível. Faz 1 ano que tô desempregado, e sem estudar. Conheci uma garota pela internet, e namoro com ela fazem quase dois anos, com certos términos durante, por conta da desesperança em se ver. Eu não namoro com ela à toa, ela também tem problemas de ansiedade, e tem crises de pânico. Voltando ao assunto da minha ansiedade, bem. Os sintomas ficaram mais fortes, decorrente do fato de que a gente vai se ver dia 19 desse mês natalino. Podia ser uma ansiedade normal, mas acredito que é a minha ansiedade mudando de forma. Eu tive duas crises, e a última foi ontem. Tive uma sensação horrível de inquietação, descrença no amor, vontade de vomitar, tensão muscular e um enorme vazio na barriga. Queria acabar com essa sensação, por isso até falei com ela sobre suicídio. Mas a minha personalidade não é limítrofe, por conta do desenvolvimento espiritual que tive com a filosofia. Não tenho medo da morte, porque vivo em paz. Valorizo a morte por valorizar a vida. Nesses últimos dias a ansiedade não me ajudou mais como antes, me impedindo de ser uma pessoa fumante, alcoólatra, com opiniões genéricas e preconceituosas. Vi que ela ficou mais forte por conta da minha idade. Vou ter que superar os medos mais maduros agora. Mas o que eu passei ontem, me deixou inclinado à medicação, coisa que sempre fui contra em caso de transtorno mental. Sendo sincero é minha última medida caso eu não consiga superar como da última vez. Eu não posso mais ter ansiedade, eu desejo fazer muitas coisas que exigem corpo e mente vital. Eu sei que me convenci de estar mal nesses últimos dias, coisa que eu não fazia desde 2014. Eu acredito que venha conseguir superar novamente sem medicamentos, mas vou no psicólogo com certeza. Pra gente discutir se foi uma evolução da ansiedade social à ansiedade generalizada. Eu só me inclinei ao medicamento, por receio da depressão, e da idealização suicida. Coisas que como eu disse, não coincidem com minha personalidade. Nessa última crise tive um medo de ficar louco, de perder a vida tão boa que tenho com minha namorada, e minhas filosofias. De perder a crença nos meus sonhos, que ainda não tive como realizar. De perder meus interesses, minhas apreciações, e até mesmo minha capacidade de ser racional. Me falta sucesso profissional, mas eu também não sou esse tipo de pessoa. Eu sou uma pessoa familiar, eu quero ser docente para as próximas gerações da minha família, caso não consiga com as pessoas comuns. Por ser filósofo, vejo a educação como solução para o animal que somos, nos tornando mais humanos, civilizados. Eu acredito no ser humano. Não há problemas quando podemos resolver, e só podemos resolver porque não sabemos de tudo. Logo o problema é um aprendizado, se estagna nele quem rejeita a educação. Sendo assim, eu não quero ser ignorante com meus medos, quero me educar com eles.

A melhor resposta

Olá Carlos Henrique!
Que bom que você encontrou estratégias saudáveis para lidar com a ansiedade na filosofia. O profissional adequado para avaliar seu diagnóstico e a necessidade ou não de medicação é o psiquiatra. Às vezes as estratégias que desenvolvemos são suficientes para lidar com a ansiedade, mas às vezes a medicação, se o psiquiatra avaliar como necessário, fará a regulação nos neurotransmissores envolvidos com a ansiedade. A psicoterapia, somado à filosofia, à atividade física e técnicas de relaxamento ou meditação, além da medicação se for necessária, são excelentes ferramentas para você desenvolver uma vida saudável!
Abraço e conte comigo!
Psicóloga Jaqueline Elisa

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