Só que de uns 3 anos para cá esse vício dele aumentou diz que vai mudar e nunca muda esse vício está acabando com nossa vida financeira e com a familiar tmb . Ele trabalha fora acho que usa todos os dias alguns dias trabalha e outros não quando está sobe o efeito das drogas me manda mgs sem sentindo minha cabeça fica ruim fico deprimida perco até o ânimo de trabalhar fico sem ação quando ele melhora do efeito diz que precisa de ajuda que vai parar que já passou que vida nova que ama agente. E depois começa tudo de novo. Não tenho vontade de ele vir embora não acredito mais nele. Não sinto nada por ele mais não sei pq continuo nesse relacionamento que está me fazendo mal. Queria me libertar e não ter pena dele
Resposta enviada
Em breve, comprovaremos a sua resposta para publicá-la posteriormente
Algo falhou
Por favor, tente outra vez mais tarde.
A melhor resposta
25 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 3 pessoas
Olá, Patrícia, tudo bem?
O que você está vivendo é muito desgastante e, sendo direta com você, não é só sobre o vício dele, é sobre o quanto isso já está te adoecendo também. Você descreve um ciclo muito claro: ele usa, te desorganiza emocionalmente, promete mudança, você cria uma esperança e depois tudo se repete. Esse tipo de dinâmica prende muito, porque mistura sofrimento com pequenas expectativas de melhora. Com o tempo, isso esgota e você já está mostrando sinais disso quando diz que não sente mais nada e perdeu a vontade. Isso não é frieza, é cansaço emocional. Sobre ele, só existe mudança real quando a pessoa assume o problema e busca tratamento de forma consistente. Promessa depois do uso não é mudança, é parte do ciclo. Você não tem controle sobre a decisão dele de parar, por mais que queira ajudar. E ficar tentando sustentar isso sozinha só te desgasta mais. Agora o ponto mais importante é você. Você já percebeu que essa relação está te fazendo mal, afetando sua saúde emocional, seu trabalho e sua vida. E mesmo assim sente dificuldade de sair por pena. Isso é muito comum, mas a pena não pode ser maior do que o seu limite. Permanecer por pena costuma prolongar o sofrimento. Se libertar não significa abandonar ele como pessoa, significa escolher não viver mais dentro de uma situação que te machuca. Você tem direito de se preservar. Talvez você ainda não tenha tomado uma decisão porque está emocionalmente envolvida há muitos anos, mas começar a se fortalecer é essencial. Busque apoio, seja de um profissional, familiares ou até grupos de apoio para familiares de dependentes. Isso ajuda muito a organizar seus pensamentos e ganhar clareza. Você não é responsável pela recuperação dele, mas é responsável por cuidar de você. E pelo que você trouxe, você já está no limite.
16 ABR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Oi Patrícia!
Essa é uma situação extremamente exaustiva e o que você descreveu é o ciclo clássico da dependência química, que adoece não apenas quem usa, mas toda a família (o que chamamos de codependência).
É muito comum que, após três anos de promessas e prejuízo financeiro, o sentimento de amor seja substituído por cansaço, medo e apatia. Quando você diz que "não sente mais nada", é o seu emocional criando uma barreira de proteção para que você não sofra mais do que já sofreu.
Na dependência química, existe uma fase chamada de "lua de mel", que é justamente quando o efeito da droga passa e ele diz que "ama vocês", que "vai ser vida nova" e que "precisa de ajuda".
Muitas vezes, a pessoa que está ao lado do dependente desenvolve um senso de responsabilidade pela vida do outro. Você sente pena porque o vê como alguém doente ou incapaz, mas é importante lembrar:
As mensagens sem sentido e o comportamento instável dele estão drenando sua energia vital. Isso explica a falta de ânimo para trabalhar e a sensação de paralisia. Você está vivendo em um estado de estresse pós-traumático constante, esperando a próxima crise.
Busque apoio para VOCÊ: Existem grupos como o Amor-Exigente ou o Nar-Anon (para familiares de dependentes). Lá você vai encontrar pessoas que passam exatamente pelo mesmo e vai entender que não é sua culpa e que você não tem o poder de "curar" ninguém.
Estabeleça Limites Inegociáveis: A mudança só começa quando as consequências de usar a droga se tornam mais pesadas do que o prazer que ela traz. Se não houver consequências reais (como você se afastar ou ele ter que sair de casa), ele não terá motivos concretos para mudar.
11 ABR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Olá Patricia!
É muito pesado carregar a responsabilidade de uma vida familiar enquanto a outra pessoa está entregue a um vício. O que você está descrevendo é um ciclo clássico de dependência química que adoece não só quem usa, mas todos ao redor. Chamamos de codependência.
Essa sensação de "ficar sem ação", perder o ânimo de trabalhar e sentir-se deprimida mostra que o comportamento dele já consumiu a sua energia vital. Você está vivendo em função da montanha-russa emocional dele.
Aqui estão alguns pontos fundamentais para você refletir e, quem sabe, encontrar a força para se priorizar:
Na dependência, existe uma fase chamada "Lua de Mel", que é exatamente o que você descreveu: ele melhora, diz que ama a família, promete vida nova e pede ajuda.
4. Como começar a se libertar?
A libertação não acontece do dia para a noite, mas começa com pequenos passos de realidade:
Aceite a sua impotência: Você não controla o vício dele. Parar de tentar consertá-lo vai tirar um peso enorme dos seus ombros.
Busque apoio para você. Existem grupos como o Nar-Anon (para familiares de dependentes químicos). Lá você encontrará pessoas que sentem exatamente essa "pena" e esse "vazio", e aprenderá a focar na sua vida, independentemente do que ele faça.
Faça terapia para trabalhar mais o seu "eu" pessoal e autocuidado.
Estabeleça limites inegociáveis: Se ele chegar sob efeito, você não precisa ouvir as mensagens sem sentido ou discutir. Proteja seu sono e sua rotina de trabalho.
25 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Sinto muito por tudo que você está vivendo… dá um desgaste enorme estar em um ciclo assim, de esperança, frustração e repetição. É compreensível você se sentir cansada, sem acreditar mais e até sem sentir o que sentia antes.
Pelo que você descreve, não é apenas sobre o uso de substâncias, mas sobre um padrão que se repete: ele usa, perde o controle, depois se arrepende, promete mudança… e tudo volta a acontecer. Isso costuma gerar muita insegurança, desgaste emocional e até impacto direto na sua saúde mental e na vida financeira e familiar, como você mesma percebeu.
É importante você saber que a mudança precisa partir dele, com atitude concreta (tratamento, acompanhamento, responsabilidade), não apenas promessa. Só o arrependimento depois não sustenta mudança real.
E tem algo muito importante no que você disse: você já não sente mais o mesmo, não confia e percebe que esse relacionamento está te fazendo mal. Isso é um sinal importante.
A culpa ou a pena muitas vezes prendem, mas elas não podem ser o motivo principal para você permanecer em algo que te adoece. Cuidar de você não é abandonar o outro, é se preservar.
Talvez, mais do que decidir “agora” o que fazer, você possa começar se perguntando com calma:
- O que eu preciso para me sentir em paz?
- Até onde isso ainda é saudável pra mim?
- O que está me prendendo hoje: amor, medo, dependência emocional ou culpa?
Você merece uma vida com mais estabilidade emocional, segurança e respeito.
Buscar apoio nesse momento pode te ajudar muito a se fortalecer para tomar decisões com mais clareza e menos sofrimento.
Caso sinta necessidade, estou à disposição para atendimento psicológico on-line.
Desejo que você fique bem e se cuide.
Um abraço,
Franciele Sanches – Psicóloga
CRP 06/113961
25 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 2 pessoas
Oi Patrícia,
Existe um ciclo que se repete: ele usa a substância, a situação piora, você sofre, depois vêm as promessas de mudança, um período de melhora e logo tudo recomeça. Esse movimento faz parte do ciclo da violência. Primeiro vem a tensão, com instabilidade, desgaste e medo do que pode acontecer. Depois a fase mais crítica, onde aparecem comportamentos que te ferem, como o uso intenso das substâncias, as mensagens sem sentido e o impacto emocional e financeiro. E em seguida a “lua de mel”, quando ele pede desculpas, diz que vai mudar, fala que ama vocês e promete uma vida nova. Essa fase costuma gerar esperança, mas sem mudança real e sustentada, o ciclo volta.
Também é importante olhar para o vínculo que se mantém aí. Quando você diz que não sente mais nada, não quer que ele volte e ainda assim sente pena e não consegue sair, isso pode indicar uma dependência emocional. A pena e a sensação de responsabilidade pelo outro acabam te prendendo, mesmo quando a relação já te faz mal. O vício é um sintoma que algo não está bem, para deixar de usar as substâncias ele precisa de tratamento médico e psicológico com especialistas e um programa de recuperação. Ter empatia e compreensão com um companheiro de tanto tempo faz sentido, mas precisa de limites, pois apenas promessas não transformam a situação, ele precisa de ações efetivas e você não é responsável por salvá-lo.
A mudança dele depende de um compromisso real com tratamento, e isso não está nas suas mãos. E você não precisa permanecer em uma situação que está afetando sua saúde emocional, sua vida financeira e seu bem-estar.
Também vale ficar atenta à sua segurança, porque o uso frequente de álcool e drogas pode tornar o comportamento imprevisível.
Você tem direito de querer se libertar, de não viver mais nesse ciclo e de escolher uma vida com mais paz. A psicoterapia pode te ajudar a entender esse vínculo, trabalhar a culpa, a pena, a dependência emocional e fortalecer seus limites para construir novos caminhos.
Se fizer sentido, estou à disposição para te acompanhar nesse processo.
Visite o meu site, lá tem ebooks gratuitos que podem te ajudar a compreender melhor a dinâmica que está vivendo.
Um abraço
25 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 1 pessoas
Olá, Patrícia, tudo bem?
O que você está vivendo é muito desgastante, e o que você descreve mostra um ciclo bem claro: ele usa, perde o controle, promete mudar, melhora por um tempo e depois tudo recomeça. Isso não é falta de vontade sua ou “pena excessiva”, isso é o impacto de conviver com alguém em dependência.
É importante você entender uma coisa com muita clareza: você não tem controle sobre o vício dele. Quem precisa decidir buscar ajuda e se comprometer com tratamento é ele. As promessas, sem ação concreta, acabam virando parte do ciclo.
Você também trouxe algo muito importante: você já não sente mais o mesmo por ele e está ficando doente emocionalmente dentro dessa relação. Isso precisa ser levado a sério. Quando você diz que perde o ânimo, fica deprimida e sem ação, é um sinal de que essa situação já está te afetando profundamente.
Sobre “não conseguir sair por pena”, isso é mais comum do que parece. Muitas vezes a pessoa fica presa não por amor, mas por responsabilidade, culpa ou esperança de mudança. Mas ficar por pena costuma te prender em um lugar de sofrimento contínuo.
Se libertar não significa abandonar alguém, significa se proteger. Você pode se afastar de uma situação que te faz mal e, ainda assim, reconhecer que ele precisa de ajuda. Uma coisa não anula a outra.
Alguns pontos importantes para você refletir agora:
Observe mais as atitudes do que as promessas. Ele já disse várias vezes que vai mudar, mas o comportamento se repete.
Cuide da sua segurança emocional e financeira. O uso de drogas pode trazer riscos maiores com o tempo.
Você não precisa tomar uma decisão impulsiva, mas precisa começar a se posicionar internamente. Até onde você está disposta a continuar assim?
Se possível, busque apoio para você. Pode ser terapia, grupos de apoio (inclusive para familiares de dependentes) ou até pessoas de confiança. Você precisa de suporte.
E, principalmente, tente se fazer uma pergunta com honestidade: permanecer assim está te fazendo bem ou te mantendo presa?
Você não está errada por querer sair disso. E não é egoísmo querer paz. É necessidade.
22 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Imagino o quanto essa situação tem sido difícil pra você… conviver com alguém que promete mudar, mas repete os mesmos comportamentos, costuma gerar muito desgaste emocional, insegurança e até sensação de estar presa. Pelo que você relatou, parece que existe um ciclo que se repete: ele usa, depois se arrepende, promete mudar, e isso te traz esperança. Mas com o tempo tudo volta a acontecer.
É comum, em situações assim, a pessoa se sentir dividida: uma parte sua quer sair, se proteger e seguir em frente, e outra parte ainda sente pena, responsabilidade ou esperança de que ele mude.
E não é fácil se afastar quando existe uma história, sentimentos envolvidos e também a preocupação com o outro.
Queria te convidar a olhar um pouco pra você: como tudo isso tem afetado sua saúde emocional, seu trabalho e sua vida?
Situações como essa costumam ser muito difíceis de lidar sozinha, porque envolvem emoção, história e decisões importantes. A terapia pode te ajudar a entender melhor o que te mantém nesse vínculo, fortalecer sua autonomia emocional e te apoiar a tomar decisões com mais clareza e segurança.
Você não está errada por se sentir assim, nem por ainda não saber o que fazer. Mas você merece estar em uma relação que não te faça sofrer.
22 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Ola...
O que você está vivendo é uma situação muito difícil, e é importante começar por um ponto fundamental: o vício não é apenas falta de força de vontade.
A dependência de álcool e drogas é uma questão emocional e psíquica que envolve sofrimento interno, dificuldade de lidar com a própria realidade e uma forma de buscar alívio. Por isso, ela precisa de tratamento adequado e contínuo, não apenas de promessas de mudança.
Na perspectiva de Sigmund Freud, o uso de substâncias pode funcionar como uma tentativa de escapar de angústias e conflitos internos que a pessoa não consegue elaborar. Já em Jacques Lacan, podemos pensar o vício como uma forma de lidar com um vazio ou sofrimento psíquico que não encontra outras formas de expressão.
Isso ajuda a entender por que ele diz que vai mudar, mas não consegue sustentar essa mudança: não se trata apenas de decisão racional, mas de algo mais profundo que exige acompanhamento psicológico e, muitas vezes, psiquiátrico.
Ao mesmo tempo, é importante diferenciar: compreender o vício não significa aceitar ou permanecer em uma situação que está te fazendo mal. Você não é responsável pela recuperação dele — essa é uma decisão e um caminho que ele precisa assumir.
O que aparece na sua fala é que, ao longo do tempo, o sentimento foi se esvaziando, e o que ainda te mantém nessa relação parece ser mais a pena do que o desejo de estar junto.
Talvez, neste momento, a pergunta mais importante não seja se ele vai mudar, mas o que você precisa fazer para cuidar de si e sair de um lugar que já está te adoecendo emocionalmente.
20 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Olá Patrícia, não é fácil sair do ciclo no qual se encontra hoje, mas saiba que não precisa passar por tudo isso sozinha. Pode contar com a ajuda de um bom profissional para ajudá-la a se colocar em primeiro lugar. Saiba que usuários de drogas, com o tempo, vão perdendo a noção de tudo. E tudo gira em torno do seu vício. Ninguém além dele poderá ajudá-lo. Você precisa olhar para você e pra sua segurança. Fico a disposição para ajudá-la neste momentos tão complexo da sua vida! Abraços
20 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 1 pessoas
Olá Patrícia.
Sinto muito por tudo o que você está vivendo. É uma situação muito difícil e desgastante, que afeta não só a vida financeira, mas também o seu emocional. É compreensível que você se sinta cansada, desanimada e até sem forças diante desse ciclo que se repete.
Percebo que existe um padrão em que ele reconhece o problema, promete mudança, mas não consegue sustentar isso. Ao mesmo tempo, você vai se machucando cada vez mais e se sentindo presa nessa relação. O fato de você já não confiar mais e não sentir o mesmo por ele mostra o quanto essa situação tem te afetado profundamente.
É importante olhar com cuidado para você nesse momento, para os seus limites, para o que te faz bem e para o que você está disposta ou não a continuar vivendo. Permanecer em um relacionamento por pena pode gerar ainda mais sofrimento. Você também precisa de apoio e cuidado.
Se ele realmente deseja ajuda, isso precisa partir dele de forma consistente. Mas, independentemente disso, você merece se fortalecer emocionalmente para conseguir tomar decisões que preservem a sua saúde mental. Você não está sozinha e buscar apoio para você também pode ser um passo muito importante nesse processo.
20 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Olá, Patrícia!
Enquanto psicóloga que já atuou com dependência química, percebo pelo seu relato que seu marido é vítima do vício em drogas, provavelmente esse vício só vem crescendo durante anos e o prognóstico não é positivo. Sugiro que converse com ele sobre uma internação, não sei como funciona na sua região, mas no meu estado Alagoas, o governo fornece espaços terapêuticos para dependentes químicos pelo SUS, além disso, alguns planos de saúde cobrem internações em clínicas particulares. Além disso, a Lei prevê o afastamento das atividades laborais para tratamento de dependência química. Busque apoio em órgãos que trabalhem com essa temática, eles vão poder te orientar melhor, tanto para ajudar seu marido, quando para buscar o melhor para si mesma. Você não precisa lidar com isso sozinha, busque ajuda. Grande abraço!!
20 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Olá, Patrícia. Tudo isso relatado são sintomas de questões mais profundas que precisam ser vistas. Parece que vocês andam bem desalinhados, sem planos e sonhos, só reagindo aos problemas, e não respondendo com consciência e clareza. Todo vício está ligado a situações aí emocionais ignoradas, medos inconscientes como abandono, por exemplo, e aí recorre ao que satisfaz , ao que traz prazer imediato como meio de aplacar ou nem lidar com o que é de fato a raiz. Ele está em padrões repetitivos, só vai mudar quando realmente tiver a consciência do que precisa encarar, perceber, decidir e agir. A vida responde a decididos. Você está querendo mudanças e ele também, mas nem sabe por onde começar. Só muda quando quebrar aí esses padrões que estão controlando vocês, a vida de vocês. Se quiser entender melhor e mudar isso de vez, entre em contato comigo.
Steffany Cardoso
CRP22/01308
20 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Você não está errada por se sentir assim, você está esgotada.
Conviver com alguém em ciclo de vício, promessa e recaída desgasta emocionalmente e afeta todas as áreas da sua vida. E é importante reconhecer: você não tem controle sobre a mudança dele, só ele pode decidir e sustentar isso.
O fato de você não acreditar mais e não sentir o mesmo mostra que algo dentro de você já entendeu o que te faz mal. Permanecer, muitas vezes, tem mais a ver com culpa, medo ou hábito do que com amor.
Querer se libertar não é falta de empatia, é autocuidado.
Você pode se importar com ele, mas não precisa se sacrificar para salvá-lo.
20 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 1 pessoas
Olá, Patrícia.
O que você descreve é muito pesado de sustentar. Viver ao lado de alguém que promete mudar, não sustenta, e repete o ciclo, vai desgastando não só a relação, mas também a sua energia, seu trabalho, sua saúde emocional.
Existe um movimento que se repete: uso, desorganização, promessas, arrependimento… e novamente uso. Esse ciclo, típico das dependências, muitas vezes mantém quem está ao redor preso não pelo amor, mas pela esperança e, principalmente, pela pena. E a pena pode aprisionar tanto quanto o afeto.
Você mesma aponta algo importante: já não acredita mais, não sente mais o mesmo, e percebe o quanto isso tem te feito mal. Isso não é indiferença fria, é um sinal de esgotamento. Algo em você já reconhece o limite.
Ao mesmo tempo, aparece a dificuldade de sair. E isso também é compreensível. Não é simples romper um vínculo de 17 anos, ainda mais quando há uma história, lembranças e a sensação de responsabilidade pelo outro. Mas é importante dizer: o problema dele não está sob seu controle. A decisão de mudar, e o tratamento, precisam partir dele e serem sustentados por ele — não por promessas, mas por ações concretas.
Ficar por pena pode te manter em um lugar de sofrimento contínuo, enquanto a mudança dele segue incerta. Se libertar, nesse contexto, não é abandonar — é também se preservar.
Talvez o primeiro passo não seja uma decisão brusca, mas começar a se escutar com mais seriedade: o que você tem suportado? Até onde isso é possível? O que você precisa para se sentir minimamente segura e respeitada?
Se for possível, busque apoio. A psicoterapia pode te ajudar a elaborar esse vínculo, fortalecer sua autonomia e sustentar decisões que hoje parecem difíceis. Grupos de apoio para familiares de dependentes também podem ser um caminho importante.
Você não precisa continuar se machucando para cuidar de alguém que não consegue, neste momento, cuidar de si.
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Olá Patrícia, espero que esteja tudo bem com você.
Em situações como a que descreve, de uso de drogas e substâncias, é muito importante que você possa estabelecer um plano de ação junto a seu marido, para que possam lidar em conjunto com essa situação. É importante pontuar que, sim, é possível reverter esse quadro, mas entenda que isso não irá acontecer da noite para o dia. A diminuição gradativa de consumo, até a ausência completa do consumo, é algo mais próximo da realidade, e que pode ser alcançada. Recaídas poderão acontecer, mas é importante que não haja culpabilização, mas sim acolhimento e retomada do plano estabelecido em conjunto. Para seu atual momento, o acompanhamento profissional é muito indicado, e o profissional de Psicologia é importante nesse contexto. O mais indicado seria buscar um profissional que trabalhe e tenha experiência com esse tipo de questão de uso de drogas e substâncias, pois nesse sentido ele poderá dar indicações mais adequadas e assertivas, em um acompanhamento psicoterapêutico. É interessante também que, se possível, o casal participe desse acompanhamento em conjunto. Se você deseja dar continuidade em sua relação, e acredita que ainda pode contribuir para uma mudança desse cenário que descreve, então busque um profissional com as características já mencionadas, e inicie um processo de psicoterapia, onde o casal possa estar participando ativamente, e busque um profissional que trabalhe com essa questão em específico, pois isso irá ajudar muito todo o processo.
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Patrícia, sinto muito por tudo que você está vivendo. Dá pra perceber o quanto essa situação tem te desgastado emocionalmente.
Pela forma como você descreve, existe um ciclo que vem se repetindo: ele usa, o comportamento muda, vem o sofrimento, depois as promessas de mudança… e tudo começa de novo. Na abordagem que utilizo (TCC), entendemos que esse tipo de padrão acaba mantendo a situação, principalmente quando a mudança não se sustenta na prática.
Mas eu queria te chamar atenção, com muito cuidado, para você.
Você relata desânimo, tristeza, perda de energia, sensação de ficar “sem ação”… isso mostra o quanto essa relação já está te afetando psicologicamente.
Muitas vezes, permanecemos em situações assim não só por amor, mas por pensamentos como:
“talvez agora ele mude”,
“ele precisa de mim”,
“se eu sair, estou abandonando”.
Esses pensamentos são compreensíveis, mas podem acabar te mantendo presa em algo que está te fazendo mal.
É importante lembrar que a mudança dele depende de um processo real e contínuo, não só de promessas. E isso não está sob o seu controle.
O que está ao seu alcance ,e que a terapia pode te ajudar , é fortalecer você, organizar seus sentimentos e construir limites mais saudáveis.
Talvez, neste momento, a pergunta mais importante seja:
“o que você precisa para se proteger emocionalmente dessa situação?”
Se você sentir que precisa de ajuda para lidar com tudo isso, eu fico à disposição para te acolher nesse processo.
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Patrícia! O que sua filha descreveu não é incomum nessa idade e, na maioria das vezes, não está ligado a malícia, mas sim a curiosidade corporal, impulsividade e dificuldade de controlar vontades. Crianças de 7 anos ainda estão aprendendo sobre limites sociais, privacidade e respeito ao corpo do outro. O fato de ela dizer que está com medo e que sente vontade de repetir mostra algo importante: ela não está entendendo bem esse impulso e precisa de ajuda para lidar com ele, não de punição.
A melhor forma de agir é acolher sem julgamento e, ao mesmo tempo, ser firme nos limites. Explique de forma simples que o corpo das outras pessoas é privado e que ninguém pode tocar sem permissão, assim como o corpo dela também deve ser respeitado. Ajude-a a nomear o que aconteceu como um comportamento inadequado, mas sem rotulá-la como “errada”. Trabalhe a ideia de que sentir vontade pode acontecer, mas que ela pode aprender a não agir sobre isso.
Também é importante investigar com cuidado se ela teve algum tipo de exposição a comportamentos semelhantes (em casa, na escola, internet ou com outras crianças), não de forma acusatória, mas curiosa e aberta. Ao mesmo tempo, ensine estratégias práticas de autocontrole, como se afastar, procurar um adulto ou ocupar a mente quando sentir esse impulso.
Se esse comportamento se repetir ou vier acompanhado de outros sinais (ansiedade intensa, mudanças de comportamento, sexualização precoce), vale buscar acompanhamento com um psicólogo infantil para entender melhor o que está por trás e orientar vocês com mais profundidade.
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Oi, Patrícia. O que você descreve é muito típico de um ciclo de dependência química: promessa, recaída, culpa, nova promessa — e isso não muda porque ele quer, muda quando ele realmente entra em tratamento consistente. Enquanto isso não acontece, quem está sendo afetada emocional, financeira e psicologicamente é você.
O ponto mais importante aqui é: você não é responsável pela recuperação dele. A dependência é uma doença, mas isso não obriga você a permanecer em um relacionamento que está te adoecendo. O que você sente — cansaço, perda de sentimentos, descrença — não é frieza, é desgaste emocional. Seu corpo e sua mente já estão sinalizando que essa situação ultrapassou o seu limite.
Existe também um vínculo que prende, muitas vezes baseado em pena, esperança de mudança e no histórico que vocês têm. Isso pode gerar uma espécie de dependência emocional, onde você permanece não por amor, mas por dificuldade de se desvincular do papel de “quem cuida” ou “quem aguenta”. Libertar-se disso envolve aceitar uma verdade difícil: ele só vai mudar se quiser e buscar ajuda de forma real, e isso não depende de você.
Você diz que quer se libertar, mas sente pena. A pena pode estar te mantendo presa em um lugar que já não é saudável. Sentir compaixão não exige que você se sacrifique. É possível reconhecer o sofrimento dele e, ao mesmo tempo, escolher se proteger.
Talvez o próximo passo não seja “parar de sentir pena”, mas começar a se colocar como prioridade, aos poucos, fortalecendo sua autonomia emocional e prática. Isso pode envolver apoio psicológico para você, reorganização financeira e, principalmente, se permitir sair de um ciclo que está te adoecendo.
Você não está sendo egoísta por querer paz. Você está tentando sobreviver emocionalmente.
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Patricia,
Você está presa em um ciclo emocional e psicológico muito específico.
O ciclo que está te prendendo
O comportamento dele é de dependência:
1. Uso de álcool/droga
2. Desorganização (mensagens sem sentido, ausência, prejuízo financeiro)
3. Queda (culpa, sofrimento, promessa de mudança)
4. Reconexão emocional (ele diz que ama, que vai mudar, pede ajuda)
5. Alívio em você (esperança)
6. Recaída
Isso cria em você um Vínculo traumático.
É quando momentos de dor e momentos de “afeto” se alternam, fazendo o cérebro criar apego mesmo em um ambiente que machuca.
Você ainda não consegue sair porque “não sinto mais nada por ele… mas não sei por que continuo.”
Aqui estão os principais mecanismos que explicam isso:
1. Pena (confundida com amor) - Você não ama mais — você sente responsabilidade emocional. Você vê ele dizendo: “Eu preciso de ajuda” - E isso ativa em você culpa, compaixão, sensação de abandono se você sair
2. Esperança intermitente (reforço psicológico). Ele não é ruim o tempo todo. Ele alterna entre destruição → promessa → “homem bom”. Isso é o mesmo mecanismo que vicia pessoas em jogo. Pensa: "Talvez agora vai dar certo.”
3. Esgotamento emocional. Você está há anos nisso. Isso gera confusão mental, perda de energia, dificuldade de tomar decisão. Não é indecisão. É exaustão psicológica.
4. Perda de si mesma. Você disse: “Minha cabeça fica ruim… fico deprimida… perco o ânimo”
Isso é grave. Significa que o problema já não é mais só ele. O problema agora é o impacto dele em você.
Você não tem poder para curar um dependente que não assume tratamento real.
Promessa não é mudança.
Arrependimento não é transformação.
Amor não resolve dependência química.
Sem tratamento estruturado (terapia, grupo, intervenção) ele vai continuar.
Você disse: “Queria me libertar e não ter pena dele”
Então entenda isso profundamente:
Pena não é amor
Pena é o que mantém você presa
Se você sair ele sofre → isso dói em você
Se você fica você sofre → e está adoecendo
O que você precisa começar a fazer (passos reais)
É recuperar sua força primeiro.
1. Separação emocional (mesmo antes da física). Comece internamente, pare de acreditar nas promessas, observe os fatos, não as palavras
2. Pare de tentar salvá-lo. Você não é terapeuta dele. Você não é solução do vício dele
3. Fortaleça sua autonomia. Pergunte-se com brutal honestidade:
* Se ele continuar assim por mais 5 anos… eu fico?
* O que isso vai fazer comigo?
4. Crie um plano de saída (mesmo que ainda não execute). Isso muda sua mente.
Pense:
* onde você ficaria
* como se manteria
* quem pode te apoiar
5. Busque apoio (isso é fundamental). Você não deveria carregar isso sozinha.
Pode ser terapia, grupo de apoio, alguém de confiança
Você não está presa porque ama. Você está presa porque foi leal, foi resistente, tentou até o fim
Mas existe um momento em que continuar não é mais amor.
É autoabandono.
Você não precisa deixar de sentir pena para sair.
Você pode sair mesmo sentindo pena.
Libertação não vem quando o sentimento muda.
Libertação vem quando a decisão é maior que o sentimento.
Precisa:
* montar um plano seguro de afastamento
* tratamento terapêutico para romper esse vínculo emocional
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Olá Patricia. O que você traz mostra o quanto essa situação tem te machucado. Você fala que não sente mais nada por ele, que não acredita mais, que quer se libertar e ao mesmo tempo algo ainda te prende, como a pena e toda a história construída. É compreensível, mas também é importante olhar para o custo disso em você: o cansaço, a tristeza, o desânimo e o impacto na sua vida. Talvez valha se perguntar com sinceridade o que você sente quando imagina continuar e o que sente quando pensa em se afastar porque seu corpo e suas emoções já estão te mostrando algo importante.
Também é importante lembrar que esse ciclo dele de usar, prometer e voltar a repetir não depende de você. Você não pode mudar isso por ele, mas pode começar a olhar para si e para o que está sustentando ao permanecer nessa relação. Você não precisa continuar em um lugar que te faz mal por pena. Se fortalecer emocionalmente e se cuidar pode ser o primeiro passo para, no seu tempo, conseguir fazer uma escolha que seja mais respeitosa com você mesma.
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Patrícia, o que você traz é muito sério e, antes de qualquer coisa, é importante reconhecer o quanto essa situação tem te afetado emocionalmente, financeiramente e na sua saúde psíquica.
Pela sua fala, aparece algo que na psicanálise olhamos com bastante atenção: você diz que não sente mais nada por ele, não acredita mais, não quer que ele volte… mas ainda assim permanece. Esse é um ponto central.
Mais do que o comportamento dele (que de fato precisa de ajuda especializada), vale escutar o que te mantém nesse lugar, mesmo quando ele já não te faz bem.
Você mesma traz uma fala importante quando diz:
“não sei por que continuo”
“queria me libertar e não ter pena dele”
Essa “pena” pode não ser apenas pena. Muitas vezes, em relações assim, se instala uma posição onde a pessoa se sente responsável pelo outro sustenta uma esperança de mudança ou ocupa um lugar de quem “cuida”, mesmo se machucando.
Na psicanálise, isso pode estar ligado a histórias anteriores, a formas de amar que envolvem sofrimento, ou a uma dificuldade de se colocar como prioridade.
Outro ponto importante é o ciclo que você descreve:
ele usa , ai te desorganiza, promete mudança, você se abala e tudo recomeça
Esse movimento repetitivo vai, aos poucos, te paralisando, como você mesma diz (“fico sem ação”, “perco o ânimo”). Isso mostra o quanto você já está sendo afetada psicicamente por essa dinâmica.
É importante também nomear algo com clareza, pois, o problema dele com álcool e drogas não depende só da sua vontade ou do seu apoio para mudar. Ele precisa de tratamento, e a mudança só acontece quando há implicação real da parte dele.
Mas a pergunta que fica para você e que pode ser trabalhada em um processo terapêutico é o que te impede de sair, mesmo sofrendo? Que lugar você ocupa nessa relação? O que faz com que você se coloque depois dele?
Você não precisa resolver tudo sozinha, mas também não precisa continuar se anulando por alguém que, neste momento, não sustenta mudanças. Buscar um espaço terapêutico pode te ajudar justamente em não apenas decidir “ficar ou sair”, mas entender por que é tão difícil se libertar, como você mesma diz.
Você já deu um passo importante ao reconhecer que esse relacionamento está te fazendo mal.
Agora, o próximo passo é começar a olhar para você e não só para ele.
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Olá Patrícia.
O vício afeta não somente o usuário, mas quem está no seu círculo de convivência. Para o indivíduo é difícil procurar ajuda, mas o tratamento é fundamental. Com isso, você sofre por toda essa situação e percebe que de alguma forma precisa mudar, e pode ser uma decisão complexa. O processo psicoterapêutico pode ajudar. Fico a disposição.
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Primeiramente, eu entendo a profundidade da sua dor e a complexidade da situação que você enfrenta. É um ato de coragem buscar ajuda e desejar a libertação de um ciclo tão desgastante.
Sinto muito pela situação difícil que você está enfrentando há tanto tempo. Você precisa focar no seu fortalecimento emocional e na sua libertação desse ciclo de codependência, aprender a lidar com a pena, estabelecer limites saudáveis e recuperar sua autonomia e paz mental.
19 MAR 2026
· Esta resposta foi útil a 0 pessoas
Oi, Patrícia. Li seu relato com muito cuidado, e quero te dizer que o que você está vivendo é muito difícil mesmo… e é compreensível que você esteja cansada, triste e até sem forças. Conviver com alguém que tem dependência química mexe profundamente com a nossa saúde emocional, financeira e até com a nossa identidade dentro da relação.
Você não está errada por não acreditar mais nas promessas. Quando esse ciclo de “vou mudar” se repete sem ação concreta, é natural que o sentimento vá se desgastando. E também não é fraqueza sentir pena — isso mostra o quanto você é humana e se importa. Mas é importante lembrar: cuidar dele não pode significar abandonar você mesma.
Pelo que você descreve, você já percebeu algo muito importante: essa relação, da forma como está hoje, está te fazendo mal. E esse é um passo muito significativo.
Existe um caminho possível para você sair desse ciclo, com mais clareza, força emocional e segurança nas suas decisões — sem culpa e sem carregar um peso que não é só seu. Você não precisa passar por isso sozinha.
Se você sentir que é o momento, eu posso te ajudar a organizar esses sentimentos, entender melhor o que te mantém nessa relação e construir, aos poucos, um caminho de libertação mais firme e saudável para você.