Sobre a interrupção do diálogo com minha mulher

Feita por >Vitor Hugo · 1 mai 2018 Terapia de casal

Minha mulher tem esquizofrenia e frequentes distúrbios psíquicos, mas não assume esta condição e credita tudo a influências espirituais.

Tento, incansavelmente, convencê-la a procurar ajuda médica e/ou psicológica, mas nada a convence.

Fico com pena de forçar sua ida a um médico ou a um terapeuta, porque ela não surta e oferece muita resistência para que isto não aconteça.

Desta forma, ela já jogou fora os remédios receitados pela psquiatra e se recusa até um monitoramento e acompanhamento psicológico.

Quando sugiro que ela deveria iniciar um tratamento para recuperar a normalidade, às vezes concorda, mas não toma nenhuma iniciativa; às vezes, vira as costas e se retira; outras vezes, diz que são influências externas e que estou sendo manipulado, que não sou eu quem está falando.

Podem me ajudar? Fico, a cada dia, mais desesperado.

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A melhor resposta 2 MAI 2018

Boa noite Vitor Hugo.
Bem, se já existe um diagnóstico, o ideal é que haja o acompanhamento, tanto por psiquiatra como por outros profissionais (psicólogo, terapia ocupacional... vai de acordo com a demanda).
Contudo, determinados pacientes são bem resistentes ao tratamento. Por vezes iniciam uma medicação mas em seguida a suspendem por conta própria, "se dando alta". Isto acontece principalmente quando o paciente tem uma sensação de melhora momentânea e acha que já não precisa do tratamento.
É importante atentar para os motivos destas oscilações da sua esposa, já que elas parecem ser o principal entrave ao tratamento. Procure ver se isto não está ligado a "crises" ou mesmo a situações específicas, como momentos de stress.
Em se tratando de esquizofrenia, é digamos "esperada" esta falta de iniciativa. Isto se dá principalmente pelo isolamento, dificuldade de comunicação e mesmo pela dificuldade de percepção da doença por parte do paciente. Independentemente de surto, esquizofrenia é uma doença crônica e o tratamento é necessário para frear o avanço dos sintomas.
Uma boa estratégia seria solicitar ajuda de outras pessoas que possam exercer uma influência positiva em sua esposa, pessoas de quem ela gosta e nas quais confia. Isto poderia reforçar e facilitar uma negociação para o retorno de um tratamento.
Você também pode tentar negociar através de atividades que são prazerosas para ela. Além disso, ela pode não ter gostado do médico, o que realmente dificulta o tratamento em si. Tente conversar com ela para avaliar se isto está presente. O importante é não desistir!
Fico a disposição.

Sentidos Psicologia Psicólogo em Aquiraz

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2 MAI 2018

Vítor Hugo, entendo que essa situação lhe deixe inseguro com relação a ela, por outro lado ela não se percebe doente, dessa forma, acabará não querendo ajuda externa. A religião faz seu papel, ajudando, é isso é importante, como também é importante o lado científico, as conquistas médicas, sobre a doença, e quanto o médico, o remédio e a Psicoterapia poderão juntos lhe dar ânimo e força para participar da religião.
Dessa maneira, tudo ajuda muito, evitando uma possível crise ou surto.
Espero que lhe tenha ajudado, estou à disposição.
Abraço
Vera Pelizzari

Vera Pelizzari Psicóloga Clínica Psicólogo em São Paulo

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