Relacionamento de 6 anos com um parceiro que assiste pornografia!

Feita por >Luz · 5 abr 2025 Terapia de casal

Estou em um relacionamento há seis anos. Não posso dizer que é horrível, mas também não acho que seja saudável. Desses seis anos, quase cinco moramos juntos, e algumas situações me fazem questionar se ainda vale a pena continuar.
Uma das coisas que mais me deixam insegura é o fato de que ele assiste pornografia com muita frequência. No começo, ele escondia bem, mas comecei a perceber que ele nunca ia ao banheiro sem o celular e ficava lá por muito tempo. Depois de um tempo, notei que ele parou de me procurar na intimidade. Quando perguntei o que estava acontecendo, ele disse que não sentia mais atração por mim porque eu tinha engordado. Isso foi por volta do segundo ano de namoro.
Tentei de tudo: fiz exercícios em casa, dietas, procurei formas de sair da rotina e trazer algo novo para o relacionamento. Mas nada parecia mudar a situação, então acabei deixando de lado. Ele, por outro lado, continuou agindo da mesma forma. Quando ficávamos juntos, já não era como antes.
Com o tempo, nos mudamos de cidade, o que trouxe uma nova fase para nossas vidas. Achei que isso poderia ajudar e que finalmente deixaríamos essas questões para trás. Mas me enganei. Ele continuou com o mesmo comportamento e, pior, começou a nem se preocupar em esconder. Chegou ao ponto de desbloquear o celular ao meu lado e a página de um site pornô estar aberta.
Depois, ele precisou viajar a trabalho e passou dois meses fora. Nunca fui ciumenta e fiquei feliz por ele ter essa experiência. Nem cogitei que ele pudesse me trair — minha preocupação sempre foi essa questão da pornografia.
Porém, quando ele voltou, estava diferente. Falava pouco sobre a viagem, parecia evitar o assunto. Perguntei algumas vezes se algo tinha acontecido e deixei claro que ele podia falar comigo, que encontraríamos uma solução juntos, mas ele sempre negava.
Até que, em um momento de ansiedade, acabei olhando o celular dele e vi conversas com um amigo que fez a viagem com ele. Nelas, falavam sobre um bar onde encontraram algumas mulheres. Não havia nada explícito dizendo que ele me traiu, mas esse amigo, sim, tinha traído a namorada — até achei uma foto dele com outra mulher. Quando confrontei meu namorado, ele disse que não queria que eu julgasse o amigo antes e que escondeu tudo porque ficou inseguro de me contar. Garantiu que não fez nada, que apenas estava no mesmo lugar, e que até tentou convencer o amigo a não agir daquela forma. Pediu desculpas e jurou que nada aconteceu.
Mesmo assim, minha confiança foi quebrada. Ficamos dois meses sem nos ver e, quando ele voltou, não demonstrou saudade, não me procurou… E o problema com a pornografia só piorou. Recentemente, ao desbloquear o celular dele sem querer, dei de cara com uma aba anônima aberta em um site pornô. Aquilo me destruiu. Tirei uma foto, mas não disse nada.
Estou escrevendo isso porque, no fundo, não sei mais o que fazer. Quer dizer, sei… preciso de um psicólogo para conversar sobre isso. Nosso relacionamento não é terrível: ele nunca me tratou mal, nunca me desrespeitou de outras formas. Temos muitas coisas em comum, nos divertimos, viajamos, conversamos. Mas, quando voltamos para casa, tudo isso volta à minha mente, e eu me sinto mal.
Se não fossem essas situações, nosso relacionamento seria ótimo. Mas cheguei a um ponto em que choro quase todos os dias. Sinto que estamos nos afastando. Tento conversar sobre isso, mas ele nunca diz mais do que um “desculpa, vou tentar mudar”. No fundo, me sinto culpada, como se tudo isso estivesse acontecendo por minha causa, por causa do meu peso, porque ele não sente mais atração por mim…

Não sei mais o que fazer. Será que devo terminar? Como lido com isso? Preciso de uma direção.

Resposta enviada

Em breve, comprovaremos a sua resposta para publicá-la posteriormente

Algo falhou

Por favor, tente outra vez mais tarde.

A melhor resposta 16 MAI 2025

Ola,
O vício em pornografia, assim como o comportamento emocionalmente distante, são questões que pertencem ao seu companheiro e não a você ou com a sua aparência.
Não se sobrecarregue com um fardo que não lhe pertence.
Talvez este seja um momento oportuno para voltar o olhar para si mesma, resgatar suas prioridades e buscar, em seu interior, a sua verdade.
Desejo-lhe sabedoria e força neste processo.

Adriana Bennati Rossi Psicólogo em São Paulo

1 resposta

1 pontuações positivas

Contatar

A resposta foi útil a você?

Obrigado pela sua avaliação!

6 ABR 2025

Você está exausta, e com razão. Foram anos tentando, se adaptando, ouvindo desculpas vazias, tentando entender alguém que não parece disposto a te enxergar de verdade. A dor que você sente é legítima — não é drama, nem exagero.

Ele pode até não te tratar mal diretamente, mas também não te trata com o cuidado e o respeito que você merece. Te feriu quando disse que não sentia mais atração por causa do seu corpo, te deixou sozinha emocionalmente, quebrou sua confiança, e ainda continua se escondendo atrás do “vou mudar” sem mudar nada.

E o mais cruel: você começou a achar que a culpa é sua. Mas não é. Você tentou. Tentou demais. E talvez seja hora de cuidar de você, não só para decidir se termina ou não, mas pra se reencontrar. Buscar ajuda é um passo certo. Você não precisa passar por isso sozinha. Você merece mais — e, no fundo, já sabe disso.

Alisson Pereira Psicólogo em Tubarão

238 respostas

144 pontuações positivas

Fazer terapia online

Contatar

A resposta foi útil a você?

Obrigado pela sua avaliação!

6 ABR 2025

Bom dia, Luz! Grato por escrever. Certamente há questões de você deve mesmo, falar de forma detalhada, mais completa, em situação profissional, com um de nós psicólogos. Há duas coisas que precisam ser postas inicialmente: pessoas que veem muita pornografia organizam autoestima baixa, pois a pornografia é uma arte de mostrar somente o conveniente do que se acredita atrair ao público, retirando as partes consideradas inadequadas, retirando os ângulos, os detalhes corporais inadequados. A outra questão é que devemos buscar evitar o que é possível evitar de ruim. Relação de desconfiança deve ser evitada, engordar deve ser evitado, morar juntos com apenas um ano de conhecimento, deve ser evitado.
Essas inadequações, no entanto, não podem nem de longe, representar legitimação de culpa pelos acontecimentos.
O diálogo, a cooperação, empatia, solidariedade, busca de retomada da confiança deve ser buscadas.
Fale com um de nos.
Atenciosamente,
Ary Donizete Machado - psicólogo clínico e orientador ocupacional.

Ary Donizete Machado Psicólogo em Limeira

10632 respostas

11522 pontuações positivas

Fazer terapia online

Contatar

A resposta foi útil a você?

Obrigado pela sua avaliação!

6 ABR 2025

“Antes de mais, é muito importante validar os seus sentimentos e reconhecer a dor e o sofrimento que tem vivido. Nenhuma relação saudável deve fazer-nos sentir constantemente culpados, rejeitados ou inseguros.
O que partilhou demonstra que existe um padrão comportamental no seu parceiro que não é apenas uma questão de gosto pessoal ou de desejo sexual — é um comportamento que está a afetar diretamente a sua autoestima, o seu bem-estar emocional e a qualidade da vossa relação.
Na Terapia Cognitiva Sexual e na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos exatamente estas situações. Não se trata apenas de resolver o 'problema da pornografia' ou de 'voltar a ter desejo' — trata-se de perceber o impacto que os pensamentos automáticos (como a culpa, a comparação, o 'não sou suficiente') estão a ter sobre si.
Importa também refletir:
O que é que deseja para si enquanto mulher, enquanto pessoa?
Sente que está a crescer nesta relação ou a perder-se de si mesma?
Está a tolerar comportamentos que ferem os seus valores por medo de ficar sozinha ou por ainda amar esta pessoa?
Nenhuma mudança verdadeira num relacionamento acontece sem comunicação aberta, respeito mútuo e vontade genuína de ambas as partes em melhorar.
Neste momento, o mais importante é recentrar-se em si: trabalhar a sua autoestima, reconstruir os seus limites e definir o que merece e deseja numa relação. Muitas vezes, o caminho passa por um processo terapêutico individual — independentemente da decisão que venha a tomar sobre continuar ou não este relacionamento.
Lembre-se: não é o seu corpo ou o seu peso que criou esta situação. A responsabilidade das escolhas e comportamentos do outro é sempre dele.
Se sentir que precisa de apoio psicológico especializado, pode sempre procurar ajuda profissional. O caminho da terapia é, muitas vezes, o espaço seguro onde estas decisões ganham clareza e força.”

Jane Holetz Psicólogo em Balneário Camboriú

42 respostas

1298 pontuações positivas

Fazer terapia online

Contatar

A resposta foi útil a você?

Obrigado pela sua avaliação!

Psicólogos especializados em Terapia de casal

Ver mais psicólogos especializados em Terapia de casal

Outras perguntas sobre Terapia de casal

Explique seu caso aos nossos psicólogos

Publique a sua pergunta de forma anônima e receba orientação psicológica em 48h.

50 Você precisa escrever mais 24950 caracteres

Sua pergunta e as respectivas respostas serão publicadas no site. Este serviço é gratuito e não substitui uma sessão de terapia.

Enviaremos a sua pergunta a especialistas no tema, que se oferecerão para acompanhar o seu caso pessoalmente.

A sessão de terapia não é grátis e o preço estará sujeito às tarifas do profissional.

A sessão de terapia não é grátis e o preço estará sujeito às tarifas do profissional.

Coloque um apelido para manter o seu anonimato

Sua pergunta está sendo revisada

Te avisaremos por e-mail quando for publicada

Esta pergunta já existe

Por favor, use o buscador para conferir as respostas

Psicólogos 40950

Psicólogos

perguntas 24950

perguntas

respostas 81700

respostas