Qual profissional da saúde ideal para meu caso?

Feita por >Mayara Viana de Andrade · 30 mai 2018 Psicologia clínica

Olá sou a Mayara, tenho 19 anos.
Eu gostaria de saber quais dos profissionais da saúde mental, seria apto para o "meu caso".
Gostaria de mediato ressaltar, só leia se tiver tempo, e desde já me desculpar pelo "livro" que escrevi, não sei se ficou confuso, porém acho que dá para ter uma noção.
Já escrevi anteriormente para estas paginas, escrevi bem resumidamente, mas alguns profissionais não entenderam.
Antes de tudo, gostaria de contar o motivo pelo qual procuro um profissional adequado;
Sou 99% racional, e 1% sentimental: Ou eu tento.
Eu me sinto um robô, eu sei de onde eu me estruturei assim, porém, não sei como mudar, ou seja, eu sei o problema, sei o que ocasiona, mas não sei como tratar.
Vamos lá, começarei do início;
Eu era uma criança comum, porém, minha família nunca foi bem estruturada, havia muitas brigas entre minha mãe e meu padrasto, minha vó, meus irmãos, enfim, certamente um lugar nada acolhedor.
Assim que completei 6 anos, entrei no ensino fundamental, na 1º série por ser muito quieta e muito tímida, virei "chacota" da sala. Na 2º série, além de sofrer o bullying, a professora por eu nunca me manifestar, e simplesmente nunca querer falar, ela me batia, então além dos alunos, a professora contribuiu com o bullying.
Minha mãe trabalhava muito, não tinha tempos para nós (Eu, e meus outros 2 irmãos). Meu padrasto detestava, eu e meu irmão mais velho, por não sermos filho dele, ele batia, xingava e tudo mais que vocês imaginarem. Minha vó morava na casa de baixo, porém ela sempre teve preferência para o neto que nasceu primeiro, meu irmão mais velho. Ligava para meu pai ( para o que está escrito na certidão de nascimento), ele sempre dizia que viria me ver, porém ele me deixava esperando por horas na escada, mas nunca aparecia.
Eu não tive quem enxugasse minhas lágrimas, não tive quem me ajudasse na escola, não tive quem me protegesse dos meus monstros do "guarda roupa", era apenas eu e eu. Aliás até hoje.
Dentre esse período da 1º série até a 5º série, deixei que as pessoas fizessem tudo que quisesse comigo, desde me cortar, me bater, arrumar casa delas, me culpar, e por aí vai. Tentei o suicídio por diversas vezes, porém sem êxito.
Em um determinado dia na 6º série, um grupo de meninas, cortaram meu cabelo, cortaram tudo, simplesmente tudo. Cheguei em casa e chorei tanto, mais tanto, que o suicídio foi a saída de "parar" a dor, naquele momento era minha única saída. Sabia onde minha vó guardava o famoso "chumbinho", então na minha última oração ( pelo menos pra mim era), falei com Deus ( afinal eu precisava ter alguém, esse foi Deus), as minhas palavras ditas foram "Eu vou morrer hoje, Ou As pessoas irão conhece o monstro que tem dentro de mim", (hoje contando eu me sinto em uma cena de filme, só que de terror). Por fim tomei, deitei na minha cama, me cobri totalmente, e em meio lágrimas de desespero, esperei a morte ( que obviamente não veio), apenas os sinais, comecei a sentir uma queimação nos meus lábios, não tinha forças pra me mexer, uma dor insuportável no estômago, minha pele estava muito fria, me vi morrer ali, por decorrência não sei se do "chumbinho", mas mesmo com dor eu adormeci, acordei vomitando, com diarreias, com vertigens, mas acordei. Naquele momento foi um "Infelizmente eu acordei". Dado certo momento (de noite), minha mãe chegou em casa, viu o meu cabelo e simplesmente me SOCOU, literalmente socou ( ela não havia limites para bater), eu apenas parei para observar o quanto ela me batia, e o quanto eu não me importava, a dor física não era nada perto daqui que eu sentia, naquele instante eu apenas abri minha boca para dizer "Bate mais, bate mais", foi o que ela fez, e em tom de ironia quando vi que ela não tinha mais "forças" para continuar, eu simplesmente tive o momento de surto, comecei a puxar o resto de cabelo que havia na minha cabeça, arrancando os fios, comecei a arranhar meu rosto, meus braços, me morder, minha mãe ao ver me bateu mais Ainda por eu ter feito aquilo. Eu apenas ri, e repiti "Bate mais, bate mais", até que por fim ela parou de vez, me deixando jogada no chão da cozinha, mesmo que eu não quisesse, eu chorei jogada naquele chão, me levantei com dor, e corri para quarto, me cobri (minha coberta ela sempre me acolhia) e chorei ainda mais parecia que as lágrimas não havia fim.
Fiquei uns dias sem ir à escola, minha mãe me levou no cabeleireiro para fazer luzes loiras ( até hoje meu cabelo tem luzes loiras, eu não consigo deixar na cor natural, e como se eu me visse quando criança), para minha mãe estava tudo resolvido, para mim era só o começo.
Voltei a escola, vingativa, rebelde, irônica, sarcástica, violenta, tudo aquilo que não fui. Comecei a estudar também, pois minha mãe sempre dizia "Que eu era burra", "Que iria me tirar da escola", "Que eu não prestava para nada", entre outras coisas, minha mãe sempre foi boa em me jogar no fundo do poço. Ninguém me enfrentava, desde diretores, professores à alunos. Pratiquei o bullying, contra os que praticavam bullying. Fiz amigas, não falava com meninos (eles eram os que mais me assediavam).
Ao acabar o ensino fundamental, dei adeus, até nunca mais à todos. Cheguei no ensino médio, tudo diferente as pessoas me adoravam, algumas me detestavam porém não ousavam me enfrentar. Nunca durante esse período eu ousei pensar em relacionamentos. Pra era uma besteira, ninguém ama de verdade.
Hoje estou na faculdade, minha mãe vivi dizendo sobre eu ser "estranha", por nunca trazer um namorado.
Mas pra mim, tudo é uma ameaça, eu não penso no sentimentalismos, mas sim no racionalismo. Formas de me proteger. Nunca dei uma chance pra ninguém, e como se, para que alguém "ganhasse" eu tivesse que "perder".
Eu tenho medo desta minha forma de viver me prejudique no futuro, se não está prejudicando já.
Eu só quero ser normal, gostar das pessoas. E não ser esse robô que sabe o que dizer, para manter qualquer um longe.
"Sua coragem era um carvão que você ficava engolindo"

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A melhor resposta 2 JUN 2018

As suas vivências precisam ser ressignificadas, muitas das respostas você já tem em todo seu texto, mas ir mais a fundo nisso tudo é muito importante pra que você dê novos significados a tudo que te aconteceu é que você também permitiu que ocorresse, o melhor lugar pra cuidar disso é num processo de psicoterapia seja de qual base for, pra que você possa se escutar e se reconhecer em tudo que te aconteceu !

Psicóloga Eva Karine Psicólogo em Caruaru

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31 MAI 2018

Olá Mayara! Você está em sofrimento. O amor cura tudo! Por isso, através de seus relatos de "desamor" , essa posição defensiva! Pela palavra, há tratamento. Quando leio o seu texto, tenho a sensação que nas relações não couberam "palavras". Em grande parte, não houve espaço para elas. Quanto isso acontece, é mortificante. Por isso, busque a ajuda de um profissional! Abraços,

Vívian Godinho Psicólogo em Belo Horizonte

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31 MAI 2018

Boa noite Mayara. Acredito que com ajuda de psicoterapia você poderá resignificar as crenças e pensamentos desestruturados que foram reforçados durante sua vida, tanto no núcleo familiar como escolar. Essas crenças bloqueiam a possibilidade de você formar vínculos prazerosos e confiantes. Abraços. Eliana Benedetti.

Eliana Benedetti Psicólogo em Americana

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