Não consigo estar feliz com tudo de bom que está acontecendo

Feita por >paula · 3 ago 2026 Crise existencial

Tenho tudo=apoio da família, um emprego novo na área que eu sempre sonhei com emprego Premium e afins, mas eu simplesmente odeio odeio odeio demais por não tá conseguindo tá feliz com isso, não sei se é a medicação mas bem antes disso eu já tava pior, tá um porre minha própria vida eu mesma tô cavando mais fundo, não consigo levar meus sonhos, vontade, saúde mental e sinais que meu corpo dá que eu tô ficando louca eu tenho certeza disso, eu não aguento mais tá oscilando de humor, eu não vejo saída para mim, eu consegui destruir meu tratamento, e tô me sentindo um fracasso, sabe que vida de m** é estar dentro de mim? Ela sempre me sabota, sempre me trata mal e não consegue vê nada de bom, eu tô cansada, não aguento mais, todos os dias eu torço para nunca mais acordar, se um ônibus me atropelar eu juro que fico feliz mas eu não quero mais viver dentro de mim, amanhã começo um novo emprego e tô morrendo de medo de mim do que eu posso ser capaz de fazer durante o trajeto, eu tô com a cabeça dispirulada, parece que tá tudo girando e ao mesmo tempo parece que eu tô vivendo num filme que essa realidade não existe sei lá, eu não consigo confiar em ninguém, fico na desconfiança 24h por dia e só vejo o pior, parece que eu me perdi dentro de mim mesma, até nas terapias eu me perco, durante uma conversa sei lá, eu acho que tô ficando louca.

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A melhor resposta 4 AGO 2026

Olá Paula! Nada tem sentido se a "casa interior" esta tão bagunçada como você relata. Acredito que fazer uma psicoterapia intensiva seria interessante (ou urgente) para começar a organizar seu mundo interior. A disposição.

Lisiane Machado Psicólogo em Florianópolis

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5 AGO 2026

Olá Paula!

O que você está descrevendo mostra um sofrimento muito intenso, e quero começar dizendo que ele precisa ser levado a sério. Pelo que você relata, além da tristeza e da desesperança, existem pensamentos de morte, medo do que pode acontecer durante o trajeto para o novo emprego e uma sensação de estar perdendo o controle. Esses sinais indicam que você não deveria enfrentar isso sozinha.

O fato de você ter um novo emprego, apoio da família e outras conquistas não invalida a intensidade da sua dor. Quando alguém está em um quadro de sofrimento psíquico importante, é comum não conseguir sentir alegria pelas próprias conquistas. Isso não significa que você seja um fracasso; significa que, neste momento, sua saúde mental precisa de atenção.

Você comentou que sente que "destruiu" seu tratamento. Ainda assim, isso não quer dizer que não haja possibilidade de retomá-lo. Muitas pessoas passam por momentos em que interrompem ou têm dificuldades para seguir o tratamento, e isso pode ser reconstruído com ajuda. Se precisar de ajuda profissional, estou à disposição.

Monique Daniele Psicólogo em Guarulhos

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4 AGO 2026

Oi, Paula,

Dá para perceber o quanto você está exausta de lutar contra a própria mente. Quero te dizer uma coisa importante: o fato de você ter um emprego novo, uma família que te apoia e sonhos realizados não impede que esteja sofrendo profundamente. Muitas pessoas acreditam que "deveriam estar felizes" quando a vida parece estar dando certo e, quando isso não acontece, acabam acrescentando culpa a uma dor que já é enorme. O sofrimento psíquico não segue uma lógica de merecimento ou realização.

O que mais me preocupa no seu relato é quando você diz que torce para não acordar, que ficaria feliz se um ônibus a atropelasse e que tem medo do que pode fazer durante o trajeto para o trabalho. Esses são sinais de que seu sofrimento ultrapassou o limite e chegou a um nível que precisa de cuidado imediato.

Essa sensação de que tudo parece um filme, de que a realidade está estranha, de desconfiar de todos e de não conseguir organizar os pensamentos também pode aparecer em momentos de sofrimento psíquico intenso. Isso não significa que você esteja se perdendo, mas que seu corpo e sua mente estão dizendo que não conseguem sustentar tudo sozinhos.

Você comentou que sente que destruiu seu tratamento. Mesmo que tenha interrompido ou se afastado dele, isso não significa que não possa retomá-lo. Recomeçar faz parte do processo; é natural ter um distanciamento em algum momento. Não se culpe por isso.

Como você disse que amanhã começa um novo emprego e está com medo de si mesma durante o trajeto, eu não deixaria esse medo passar despercebido. Se for possível, avise alguém de confiança da sua família sobre como você está, peça para ir acompanhada ou manter contato com alguém nesse percurso e procure atendimento psicológico ou psiquiátrico ainda hoje. Se em algum momento você sentir que esse risco aumenta e que pode agir contra si, procure imediatamente um serviço de urgência ou peça para alguém levá-la até um hospital. Você não precisa enfrentar esse momento sozinha.

Também fiquei tocada por uma frase sua: "eu não quero mais viver dentro de mim". Muitas vezes, quando a dor chega nesse ponto, o desejo não é de morrer, mas de fazer esse sofrimento parar. E isso faz diferença, porque existem formas de cuidar dessa dor.

A psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender o que está acontecendo, acolher esse sofrimento e reconstruir, aos poucos, uma relação menos cruel consigo mesma. Muitas vezes aprendemos a dirigir contra nós mesmas a mesma violência e exigência que um dia vieram de fora. Se quiser conhecer mais sobre o meu trabalho, visite o meu site. Fico à disposição para te atender.

Um abraço.

Cristiane Melo Psicólogo em Campinas

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4 AGO 2026

Bom dia, Paula! Obrigado por escrever. Você está começando um trabalho novo. Nesse momento é preciso confiar nas tuas plantações passadas, sem tentar adivinhar futuro com desfecho inadequado. Assim sendo, calma, respire com consciência. São muitas temáticas que te acompanham faz algum tempo. Vamos conversar profudamente, muito profundamente, sem fechar possibilidades?
A ideia de estar ficando louca somente é razoável para pessoas que transitam entre o entendimento das atitudes sensatas em relação a atitudes insensatas. Isso sugere aspectos interessantes de se desenvolver.
Muitas vezes o perfeccionismo, a dedicação destemperada, estão por trás disso.
Estaremos a disposição para contribuir com você.
Atenciosamente,
Ary Donizete Machado - psicólogo clínico e orientador sobre a ocupação do tempo.

Ary Donizete Machado Psicólogo em Limeira

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4 AGO 2026

Paula, o que você está sentindo é sério e merece ser acolhido com muito cuidado. Quero começar validando algo importante: o fato de você ter coisas boas acontecendo na sua vida não anula o seu sofrimento. Muitas pessoas acreditam que "deveriam estar felizes" quando têm apoio da família, oportunidades profissionais ou sonhos se realizando, e quando essa felicidade não aparece, acabam se culpando ainda mais. Isso não significa ingratidão nem falta de caráter. Significa que você está vivendo um sofrimento emocional que vai além das circunstâncias externas.

Pelo que você descreve, parece que existe uma luta constante dentro de você. Uma parte reconhece as conquistas, mas outra parte invalida tudo, critica você o tempo inteiro e transforma qualquer passo em prova de fracasso. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, chamamos isso de um padrão de autocrítica intensa e pensamentos automáticos negativos, em que a mente filtra apenas ameaças, erros e defeitos, ignorando evidências reais de competência e valor pessoal.

Também quero destacar algo importante: você não está "ficando louca" por sentir que tudo está girando, que a realidade parece estranha ou que sua cabeça está confusa. Estados de ansiedade intensa, exaustão emocional, depressão e sobrecarga psicológica podem provocar sensação de despersonalização, dificuldade de concentração, medo de perder o controle e uma forte sensação de desconexão consigo mesma. Esses sintomas assustam, mas não significam automaticamente que você enlouqueceu.

O que mais me preocupa no seu relato é quando você diz que torce para não acordar, que ficaria feliz se algo acontecesse com você e que tem medo do que pode fazer durante o trajeto para o novo emprego. Esses pensamentos indicam um nível de sofrimento que precisa de atenção imediata. Você não deveria enfrentar isso sozinha. Mesmo que uma parte sua esteja cansada de pedir ajuda, outra parte escreveu esse desabafo, e isso mostra que ainda existe um desejo de ser compreendida e amparada.

Hoje, antes de pensar no desempenho no novo emprego, a prioridade é sua segurança emocional. Procure entrar em contato com alguém de confiança, um familiar, uma amiga, seu terapeuta ou o profissional que acompanha sua medicação. Conte exatamente o que está sentindo, sem minimizar. Se perceber que esses pensamentos de morte estão ficando mais intensos ou que existe risco de agir contra si mesma, procure um serviço de urgência ou ligue para o CVV no 188. Você merece proteção e cuidado neste momento.

Quanto ao tratamento, o fato de você sentir que o sabotou não significa que tudo está perdido. Recaídas, interrupções, dificuldades com medicação e momentos de desorganização emocional fazem parte da trajetória de muitas pessoas que enfrentam depressão, ansiedade ou outros transtornos emocionais. Isso não apaga sua capacidade de melhorar.

E sobre amanhã: você não precisa chegar perfeita ao novo emprego. Você só precisa chegar viva, segura e acompanhada emocionalmente. Um passo de cada vez. Respire fundo, reduza as exigências impossíveis que sua mente está colocando sobre você e permita que outras pessoas ajudem a sustentar esse momento difícil.

Se você se sentir confortável e segura para continuar esse processo de forma mais próxima e estruturada, a psicoterapia pode ser um espaço importante para trabalhar essa autocrítica, esses pensamentos de desesperança e essa sensação de ter se perdido de si mesma. E, se desejar, você pode entrar em contato comigo. Será um prazer acolher você com cuidado, sem julgamentos, e caminhar ao seu lado na reconstrução desse vínculo consigo mesma.

Ana Manuela Maciel Psicólogo em Salvador

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