Namorada bipolar

Feita por >João Augusto · 26 set 2019 Transtorno bipolar

Minha namorada é diagnosticada com transtorno bipolar. Seu procedimento medicamentoso inclui bupropiona, fluoxetina, crisapina e Amato.

Sempre tivemos uma relação perfeita: conversávamos praticamente o dia todo, sempre muito gostosamente. Há dois meses ela decidiu ir morar comigo. Compramos móveis, decoramos toda a casa... Tudo lindo e quase que um sonho!

Há alguns dias, no entanto, reparei forte desinteresse sexual, falta de cuidados pessoais, falta de concentração... Muito diferente da pessoa que eu conhecera.

Questionando-a, descobri que ela havia suspendido o uso da fluoxetina por conta própria. Ficou aproximadamente um mês sem tomar o remédio. Quando descobri, já uns 20 dias, a fiz voltar a medicação.

Ocorre, pois, que tem sido constante suas crises de choro, sentindo-se mal consigo mesma, querendo voltar para casa de seus pais. Há poucos dias, concordamos que ela passasse alguns dias lá.

Ocorre que ela simplesmente cortou praticamente toda comunicação. Parou de responder, de puxar assunto... Ficou amorfa. Num primeiro momento fiquei muito angustiado e reclamei de seu comportamento. Ela se rebelou, disse que queria um tempo para pensar e que estava muito confusa.

Quando eu estava ansiosissimo para buscar entender o que havia ocorrido, ela me pediu para ir vê-la. Disse estar disposta a continuar, desde que mudassemos certas coisas, dentre elas, ficar morando com seus pais e apenas passar alguns dias na nossa casa.

Passamos dias tensos, mas saudáveis. Foi eu voltar para casa que ela propôs terminar. Pediu um tempo. Foi só aí que eu me dei conta que talvez estivéssemos no meio de uma crise de bipolaridade, provavelmente causada pela péssima ideia de suspender a medicação. Menos de 20 minutos depois, disse estar arrependida, que queria continuar.

Desde então, não sei como reagir. Não sei se é a depressão falando, ou se de fato o amor terminou. Assim... Do nada.

Estou tentando incentiva-la a ir no médico, mas ela anda muito resistente. Fala que me ama as vezes, as vezes me chama de amor, as vezes parece incapaz de dialogar comigo decentemente. Parece que estou incomodando.

Hoje, disse me amar e que resolveriamos tudo de um jeito ou de outro. Planejamos passar os próximos dias juntos, e não sei como devo reagir. Não consigo imaginar se tratar da doença (caso em que quero ajudá-la a superar) ou se de fato do dia pra noite, enjoou de mim (e preciso respeitar sua decisão).

Sinto muitos pensamentos depressivos nela, potencialmente automutilatorios (ela já teve atitudes assim no passado).

Não sei se me iludo que as coisas melhorarão agora que ela retornou com a medicação, e gostaria de alguma opinião experiente para que me acalme, bem como saber como lidar com ela.

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A melhor resposta 29 SET 2019

Caro João Augusto... Espero que o que vou colocar sirva para ajudar ela e não para usar contra ela. Quem é bipolar é um tipo rebelde, as vezes está a zero e as vezes está a 100... não existe uma disciplina de dar-se conta de quando está a zero, procurar subir um pouco com a força de vontade para 20 ou 30 e quando está a 100 (eufórica) dar-se conta e pela força de vontade, baixar para 80... Então pergunto: qual o uso da doença ela está fazendo para passar bem? Quais os ganhos que ela tem, sendo bipolar? Isto pode ser um problema porque ela pode fazer uso da doença para ter as suas vantagens...
Trate de ser feliz, construa a tua vida, com ela ou sem ela. Não fique limitado por ela. Dê asas ao teu trabalho, projetos. Se ela começar a reclamar aí sim voce pode dizer que tudo depende do esforço dela também e não se entregar à doença tipo "caniço agitado pelo vento". A disciplina e força de vontade pode ajudar muito.

Geime Rozanski Psicólogo em Brasília

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13 OUT 2019

Boa noite, João Augusto olha o que relata é comum em pacientes com transtorno bipolar, mas o que posso sugeri para te acalmar e deixá-lo tranquilo é que, procure ler sobre pacientes com transtorno bipolar, através da literatura poderá entender o que sua namorada enfrenta nesse momento, aqui você não fala se ela frequenta terapia ou não, se sim procure participar das consultas com o psiquiatra e conversa com a terapeuta dela, se quer continuar vivendo como um casal tem que participar do tratamento dela, pois já observou que quando não faz uso do medicamento ela apresenta comportamento diferente do que tinha com você, o amor some essa sua percepção é um ponto positivo para que você pense se quer realmente continuar com ela e viver ao lado dela participando do tratamento dela. Pense sobre tudo isso.

Eliane Weber Psicólogo em Salvador

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3 OUT 2019

Olá, João Augusto.
As pessoas que sofrem com Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) costumam apresentar resistência em tomar a medicação e costumam abandonar a medicação quando se sentem bem. Infelizmente isso invariavelmente provoca crises depressivas ou de mania já que o TAB não tem cura e necessita utilizar a medicação por toda a vida. Provavelmente foi isso que aconteceu com sua namorada.
Muitas vezes quando o paciente pára a medicação sem indicação médica é necessário trocar a medicação, nesse caso, ela precisa retornar ao médico e seria importante que alguém a acompanhasse pois talvez ela não identifique todos os sintomas.
O papel do companheiro é muito importante no bem-estar do paciente, geralmente ele é o primeiro a perceber a apresentação dos sintomas depressivos ou maníacos e pode interceder incentivando o paciente a procurar seu médico e informar seu psicólogo.
Além disso nunca devemos tomar decisões definitivas em meio a crises (depressivas ou maníacas), pois as chances de se arrepender são grandes. Converse com sua namorada a respeito e com os pais dela. Eles podem ser grandes aliados na recuperação dela.
Torço para que vocês fiquem bem! Abraços!

Serene Psicologia Cognitivo Comportamental Psicólogo em Campo Grande

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29 SET 2019

Lidar com alguém que sofre com o transtorno afetivo BBipolar é bastante difícil e complexo, pois geralmente estes pacientes possuem dificuldades no estacionamento de rotinas, bem como no uso adequado e continuado da medicação que lhe foi prescrita. Ao pensar de maneira mais atenta, deves considerar que ela está doente e descompensada. Somente por este fato não vejo como sendo o momento da separação. É necessário uma conversa franca tanto com ela, família e possíveis profissionais que estão lidando no caso dela. Além disso é importante que você também seja cuidado. Pacientes com transtorno afetivo Bipolar em geral quando não tratados, esgotam bastante a família e cuidadores devido a ciclagem de humor e mudanças de comportamento que o quadro manifesta. De qualquer forma é importante salientar que com paciência, carinho e tratamento adequado é possível viver este amor. Grande abraço!

Pensare Psicologia Psicólogo em Criciúma

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27 SET 2019

Olá João Augusto! Obrigado por participar. Esse nome "bipolar", as medicações citadas, são padrões que precisam ser aprofundados na individualidade dela, ou seja, o psicólogo precisa desvendar, esclarecer as questões individuais dela. Sabemos que, geralmente é padrão do, chamado bipolar, ser muito resistente a tratamentos. Trata-se de sua namorada, alguém bastante íntimo e importante na sua vida, mas não mais íntima do que você mesmo. Será que não é interessante você procurar um psicólogo para pensar sua tradução pessoal, envolvendo a questão da vinculação com ela e seus potenciais? Um abraço: Ary Donizete Machado.

Ary Donizete Machado Psicólogo em Limeira

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