Tenho 31 anos e terminei um relacionamento de anos juntos; desde então fiquei solteira e agora que encontrei alguém legal pra estar junto e estou gostando da pessoa.
A questão é que minha mãe não aceita, quando estava na faculdade dizia que eu tinha que focar em estudar, e agora fala que tenho que focar no trabalho, que não posso me apegar a ninguém. E o problema é que somos só eu e ela pra tudo. Ela não tem amigos na cidade em que estamos morando então me sinto responsável em estar sempre junto, chamar ela pra sair, evitar de estar com meu namorado pra estar com ela, porque me sinto culpada.
Já conversamos e ela só fala que não vai se meter na minha vida, que eu sei o que estou fazendo, problema que eu sempre precisei da aprovação e apoio dela pra fazer as coisas e eu sei que isso tá errado, mas não consigo sair dessa situação
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25 MAR 2025
· Esta resposta foi útil a 6 pessoas
Oi Patrícia
A sua mãe é dependente emocional e está projetando em vc as próprias carências e necessidades. Vc é filha, não mãe dela, não tem responsabilidade em acompanhar, preencher ou dar sentido a vida dela. Me parece que ela tem medo de que vc viva a sua vida e de ficar sozinha, é compreensível, mas é responsabilidade dela transformar essa realidade. Só ela pode fazer amigos, buscar atividades que a agradem e encontrar um sentido de vida. Veja bem, é perfeitamente possível focar no trabalho e namorar ao mesmo tempo. Vc não precisa fazer uma coisa de cada vez. Trabalhar 100% do seu tempo, sem se relacionar e ter lazer, nem é saudável, desequilibra a sua vida e limita o seu desenvolvimento. As relações afetivas são importantes e fazem parte da vida, vc merece viver isso e já é adulta, não precisa da aprovação e do apoio dela. Vc desenvolveu uma codependência na relação com a sua mãe, ou seja, depende da dependência dela por vc e acabou internalizando o modelo de comportamento que ela reproduz. Para sair dessa situação vc precisa fazer psicoterapia, desenvolver autoestima, autoconfiança, trabalhar a culpa que sente por "abandonar" sua mãe e se emancipar para viver a sua vida e ir em busca dos seus desejos. Vc tem o direito de ser livre, querida e não precisa se prender nas limitações que sua mãe criou e escolheu para ela. Fico a disposição para te atender e te acompanhar nesse processo. um abraço
27 MAR 2025
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Oi Patrícia
Sua mãe implica contigo porque você permite.
É você que se coloca de forma dependente dela.
Você precisa acordar e começar a viver a tua vida, você já tem 30 anos, pode começar a se responsabilizar pelas tuas escolhas, decisões e resultados.
Não espere a validação dela; você precisa se validar e tomar a iniciativa.
Deixe ela viver a vida dela; deixe ela ter um novo namorado. Deixe ela dar o rumo que ela quiser para a vida dela.
Quanto mais junto você permanecer, piora a vida dela e a sua também.
Se auxiliarem sim, mas ficarem na dependência uma da outra, não!
Faça Psicoterapia
Abraços
26 MAR 2025
· Esta resposta foi útil a 1 pessoas
Olá Patricia! Agradeço por compartilhar sua angustia conosco. Pois não deve ser fácil expor nossa situação de sofrimento online.
Percebo que ambas (você e sua mãe) estão em uma situação de sofrimento. Por um lado, o fato dela não ter outro familiar ou amigos próximos te faz se expor a essa necessidade. Nos relacionamentos familiares existem dois tipos de pessoas, a que somos individualmente e a que somos quando estamos na família. Uma questão interessante que percebo é em relação aos conflitos entre ambas relações. O fato de muitas das vezes buscando organizar-nos como sujeito individual, trazemos esse conflito na relação familiar. Por que sua mãe, cobra de você justamente o que ela não tem? O por que ela implica com seu novo namorado? O que te faz pensar que não esta saindo de falto dessa situação? Talvez ja esteja de fora observando de dentro! Para mudarmos uma situação o primeiro passo e observar a necessidade, e criar meios para isso, o que pode esta relacionado com o seu caso.
A terapia pode auxiliar ambas na busca de compreender esses conflitos relacionais. Procure um profissional para juntos desenvolverem meios para lidar com sua angustia.
25 MAR 2025
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Olá, Patrícia!
Pelo seu relato, o sentimento de responsabilidade que você tem pela sua mãe acaba fazendo com que você deixei seus desejos e vontades de lado para tentar suprir algumas "necessidades" dela e isso realmente pode causar diversos sentimentos, como a culpa que você relata.
Penso que é importante olhar com cuidado e de forma mais profunda para a sua história familiar para entender um pouco mais sobre essa dinâmica entre vocês, já que você menciona que são apenas vocês duas para tudo. Lendo seu relato, tenho a impressão de que alguns limites não estão sendo respeitados nesta relação e para isso, é importante que você reconheça seus limites, vontades, responsabilidades para que, aos poucos, você consiga delimitar tudo isso.
A psicoterapia pode te lhe ajudar neste processo, vale considerar essa possibilidade.
Espero ter ajudado e qualquer coisa, estou à disposição!
25 MAR 2025
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Bom dia, Patrícia! Grato por se colocar. Segundo seu conteúdo, você e tua mãe não construíram rede social suficiente, vivendo intensa e elevada carga de vinculação limitada. Tanto você como ela precisam investir em turmas de colegas e conhecidos que sejam éticos e saudáveis, participar de grupos sociais, grupos de serviços, arte e cultura.
A mãe quer garantir a companheira dela. Acontece que quando se tem turmas de colegas e conhecidos éticos e saudáveis, eles suprem uma parte do tempo, além gerarem saberes, conhecimentos, pontos de vistas diferentes e crescimento pessoal.
Invistam em socialização ética.
Atenciosamente,
Ary Donizete Machado - psicólogo clínico e orientador ocupacional.
25 MAR 2025
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Olá, Patricia, primeiramente gostaria de te agradecer pela oportunidade de te ajudar.
Patricia, provavelmente ela teme "te perder" para outra pessoa, neste caso um namorado, e esse temor, como você bem assinala, não vem de hoje, é uma construção que veio ocorrendo antes mesmo de você nascer, ou seja, pela projeção que lá atrás ela fazia da maternidade, do que ela desejava e como desejava ser mãe, ter um filho, então essa projeção-temor veio sendo semeado em ti desde lá, através da criação e relacionamento que foi sendo tecida entre vocês, e hoje você sente esse peso da responsabilidade de estar sempre junto dela, e culpa quando não, quando você está com seu merecido namorado, por exemplo — essa responsabilidade-culpa foi eficazmente introjetada na sua consciência, em seu senso de responsabilidade e cuidado para com ela.
Agora, Patricia, é trabalharmos esse segundo corte do cordão umbilical, esse cordão afetivo, codependente emocionalmente, pois se no princípio o cordão fisiológico, da gestação, servia para te nutrir, hoje o segundo cordão afetivo vem servindo como alimento ao sentimento de solidão em que ela esta imersa. Será um trabalho delicado de paciência e devidas ações para que tudo se organize do modo mais saudável psicológica e emocionalmente na vida de cada uma e na relação de vocês duas.
Patricia, fico à disposição iniciarmos esse processo de transformação, realizo o atendimento on-line.
Um cordial abraço,
Bruno Souza Marques - CRP 05/62038
25 MAR 2025
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Parece que você está vivendo uma situação bem desafiadora, com a culpa e a responsabilidade emocional que sente em relação à sua mãe afetando suas escolhas pessoais. Isso é muito comum quando crescemos em um ambiente onde nos sentimos responsáveis pela felicidade de um familiar, mas é importante tentar equilibrar sua própria vida e bem-estar. Sua relação com a sua mãe pode estar limitando sua capacidade de tomar decisões de forma independente. Uma sugestão seria tentar estabelecer limites claros e saudáveis, respeitando seus próprios sentimentos e as necessidades do seu relacionamento, sem que isso signifique abandonar sua mãe, mas sim encontrar um equilíbrio entre os dois. Terapia pode ser útil para ajudá-la a lidar com a culpa e a construir confiança em suas próprias escolhas.