Meu filho de 2 anos e 8 meses, é muito irritado, agressivo.

Feita por >Joana6096 · 6 jul 2026 Psicologia infantil

Meu filho de 2 anos e 8 messes, ele muito bravo, irritado, grita muito sabe, e as vezes quando ele tá no extremo ele se bate, tipo no rosto no braço, ele é muito autoritário. Quando eu era criança eu era uma criança brava também, e muito irritada, era um agonia que eu não sabia da onde vinha, aquilo me irratava muito, eu sentia muito calor, daí não sei se meu filho herdou isso de mim. Já teve vezes de eu perder o controle e gritar com ele bater nele, sei que não adianta, mais chega uma hora que não consigo me controlar. Eu não sei o que fazer, pra ele não ser assim sabe, mais e difícil

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A melhor resposta 8 JUL 2026

Olá, Joana.

Antes de tudo, quero acolher a sua sinceridade. Nem toda mãe consegue reconhecer que perdeu o controle e que isso a preocupa. O fato de você estar buscando ajuda mostra que deseja fazer diferente.

Pela sua descrição, seu filho parece ter dificuldade para regular as próprias emoções. Aos 2 anos e 8 meses, isso ainda faz parte do desenvolvimento, mas quando a intensidade é muito grande, vale a pena investigar com cuidado. Crianças pequenas ainda não conseguem expressar em palavras tudo o que sentem e, muitas vezes, comunicam o sofrimento através do corpo, dos gritos ou da agressividade.

Também me chamou atenção quando você conta que, na sua infância, sentia uma irritação parecida. Sim, o trauma é passado de geração em geração, mas além disso também é importante olhar para a relação de vocês. As crianças são muito sensíveis ao ambiente em que vivem e aprendem a regular suas emoções a partir das relações. Isso é um sinal de que algo no ambiente também merece cuidado.

Você relata que, em alguns momentos, acaba gritando e batendo nele. Isso costuma acontecer quando o adulto também foi educado por meio da punição, da violência ou não teve quem lhe ensinasse a regular as próprias emoções. Mas é importante lembrar que a raiva não educa e que a violência não ensina uma criança a se acalmar; ela tende a aumentar o medo, a insegurança e a dificuldade de autorregulação. Uma criança não nasce sabendo controlar emoções intensas, ela precisa de um adulto que a ajude a fazer isso. E, quando esse adulto também não aprendeu a regular as próprias emoções, torna-se muito mais difícil oferecer aquilo que nunca recebeu.

Gostaria de dizer algo importante: isso não é um convite para que você se culpe, mas para que tome consciência. A culpa costuma nos paralisar; a consciência nos permite transformar. Essa história não começou com você. Muitas formas de educar atravessam gerações, mas podem terminar quando alguém decide olhar para elas com coragem e buscar novos caminhos. O fato de você estar fazendo essa pergunta já mostra que esse movimento começou.

Por isso, talvez o cuidado mais importante não seja apenas com o seu filho, mas também com você. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender sua própria história, desenvolver recursos para regular suas emoções e fortalecer uma forma de educar que acolha sem violência. Geralmente, quando o adulto encontra mais segurança emocional, a criança também passa a responder de maneira diferente.

Se fizer sentido para você, fico à disposição para acompanhá-la nesse processo. Sou psicóloga e atuo com foco em traumas emocionais. Cuidar de uma criança também é cuidar de quem está cuidando dela.
Um abraço!

Cristiane Melo Psicólogo em Campinas

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8 JUL 2026

Olá Joana!

Percebo o quanto essa situação tem sido desgastante para você e o quanto existe um desejo genuíno de ajudar seu filho e fazer diferente.

Pelo que você descreve, seu filho ainda é muito pequeno. Aos 2 anos e 8 meses, o cérebro ainda está aprendendo a desenvolver habilidades como autocontrole, tolerância à frustração e regulação emocional. Nessa fase, é comum que as crianças expressem emoções intensas por meio de gritos, choro, birras e até comportamentos impulsivos. Quando ele se bate durante uma crise, isso pode ser uma forma de descarregar a intensidade do que está sentindo, já que ainda não consegue colocar em palavras o que acontece dentro dele.

Uma criança só consegue aprender a regular suas emoções quando, aos poucos, encontra um adulto que consiga ajudá-la a fazer isso. Isso não significa ser uma mãe perfeita ou nunca perder a paciência. Significa reconhecer seus limites, cuidar também das suas emoções e, quando necessário, reparar a relação. Se acontecer de você gritar ou agir de uma forma que depois se arrependa, conversar com ele, pedir desculpas e mostrar que os adultos também erram e podem reparar seus erros ensina muito mais do que fingir que nada aconteceu.

Nos momentos de crise, tente falar pouco, manter a firmeza com calma e garantir que ele esteja seguro. Depois que ele se acalmar, ajude-o a nomear o que aconteceu: "Você ficou muito bravo porque queria aquilo e foi difícil aceitar o não." Aos poucos, ele vai construindo recursos para compreender e expressar melhor o que sente.

Ao mesmo tempo, é importante observar se essas crises acontecem apenas em situações de frustração ou se existem outros sinais que chamem atenção, como dificuldades importantes na comunicação, na interação social ou comportamentos que preocupem também em outros ambientes. Caso isso aconteça, vale a pena procurar uma avaliação com um psicólogo infantil e o pediatra para um olhar mais amplo sobre o desenvolvimento dele.

Se precisar de ajuda profissional, estou à disposição!

Monique Daniele Psicólogo em Guarulhos

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7 JUL 2026

Bom dia, Joana! Obrigado por escrever. Que bom que você colocou essa questão! Os bebês nascem com suas necessidades e suas interfaces com as outras pessoas, objetos e cultura. No início da vida orientam suas necessidades e desejos sem ponderar as necessidades e tempos dos outros. Depois melhoramos um pouco, mas nunca conseguimos empatia total, nem devemos buscar esse ideal. Não se consegue dimensionar de maneira científica pesos de jeitos vindos de mãe ou pai, do ponto de vista da Biologia, mas se consegue ponderar a interação e as situações que podem ser compreendidas, explicadas, assim como de pode modificar o jeito de agir e de reagir, de forma a ajudá-lo a se melhorar.
Será prudente e enriquecedor, que você, sem envolver seu filho inicialmente, fale com um de nós, psicólogos, de forma detalhada e profunda.
Atenciosamente,
Ary Donizete Machado - psicólogo clínico e orientador sobre a ocupação do tempo.

Ary Donizete Machado Psicólogo em Limeira

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