Meu filho aprendeu a palavra matar e a usa quando esta com raiva

Feita por >Tallita · 26 set 2016 Agressividade

Trabalhamos com crianças carentes e meu filho participa junto. Algumas crianças têm brincadeiras agressivas e palavreados diferentes dos que usamos em casa. Ele aprendeu a palavra matar e a utiliza constantemente. Eu vou matar isso e aquilo. Colocamos de castigo, explicamos e até agora nada. Da última vez, na hora da raiva, ele gritou: vou matar o (nome do amigo com o qual estava brincando).

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A melhor resposta 27 SET 2016

Talita,
Faltou você informar a idade de seu filho. Essa informação é muitíssimo importante.
A personalidade da crianças começa a formar-se bem cedo. O trabalho dos pais é ficar repetindo incessantemente e às vezes insanamente, por exemplo, que ele deva escovar os dentes. Mas ele só irá desempenhar com afinco esse comportamento quando começar a beijar.
As crianças brincam com coisas, palavras e ideias. É um treinamento pessoal para ir acomodando, ajustando a aprendizagem. As palavras (signos) só terão sentido logo ali, mais a frente, apresentando para um outro (pais?). Quando um adulto, você, no caso, ouve um ''termo, por exemplo 'parafernália'. O que lhe vem a cabeça? E se eu dissesse 'Balacobaco'? Essa tem sentido para você? Repita essa última devagarinho, depois de uma vez. Veja a sonoridade, veja como ela é uma palavra engraçada. Até pode lembrar outra palavra. As crianças vão brincando aprendendo o sentido delas. Mas nós adultos é que devemos ajudar à acomodá-las em lugares seguros.
Outro aspecto de seu relato, importante de mencionar é seu trabalho com crianças carentes. Antes devo reconhecer feliz seu desprendimento, sua atitude. Sei o quanto é difícil, que mexe com a estrutura de quem lida; de como é difícil separar.. Todas as fantasias e medo que vem à cabeça. Mas lembre-se que em sua casa você não é a trabalhadora desse outro espaço. Nem a criança ou crianças que moram em sua casa são àquelas outras. Complicado, né?
Veja, temos duas crianças de 6 anos; uma do 'lar adotivo provisório', a outra do 'lar' da Dona Talita. Ambas chegam e dizem que o pai vive arrotando muito forte. O que pensar para dizê-las? Temos que dizer algo? Quantas perguntas e juízos de valor nos salta à garganta? Mas vamos engolir tudo isso e simplesmente dizer, "como é isso menino?" Talvez ouviremos o relato de uma contando que seu pai faz/fazia isso, mas sua mãe brigava com ele, mas que ela a criança gostava de brincar com o pai e sentia-se conectada com ele. E a outra criança diria que seu pai seja o 'Senhor Pig". Qual delas está no 'lar provisório'?
Penso que as duas tem sorte de ter você por perto. Pare de reagir querendo defendê-la (ou defender-se?) de algo que não possui esse sentido sinistro. Castigo, também é desaconselhável. É ruim demais, bem sinistro, ser castigado por algo que nem sabemos o por quê.
Boa sorte e, até mais.

Psicólogo Rogério Fortunato da Rocha Psicólogo em São Paulo

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3 OUT 2016

Olá Talita, boa tarde!! Seria importante vc informar a idade do seu filho, porém antes de mais nada entender se de fato eke sabe o que é matar e quais serão as consequências e quem sabe mostrar outras alternativas para que ele lide com esta raiva, pois é uma emoção que é necessário, porém deve ser orientada. Espero ter podido ajudar. Boa SORTE

Psicóloga Andréa Evangelista Psicólogo em São Paulo

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27 SET 2016

Bom dia Talita,

É normal as crianças repetirem o que ouvem ou veem. Eles se desenvolvem a partir da imitação. Qual a idade dele? Seria interessante você leva-lo ao psicólogo comportamental para fazer uma psicoterapia. Com isso, ele entenderá o porque esse comportamento é errado e qual é o aceito. Essa área infantil me encanta muito. Espero ter ajudado vocês.
Abraço.

Jane Gabriele Wenceslau Cocovich Psicólogo em Belo Horizonte

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27 SET 2016

Tallita é normal quando as crianças aprendem palavras novas, principalmente as de tonalidade e pronúncias fortes, querer repetir sempre, ainda mais quando elas percebem que de uma maneira ou de outra essas palavras causam um impacto no adulto. Isso acaba chamando a atenção delas e fazendo com que pronunciem mais vezes a palavra. A melhor maneira de lidar com isso é verificar se ele está usando essa palavra em uma situação de um sentimento mais forte (exemplo: raiva), ou simplesmente por brincadeira. Não menosprezar a emoção que ele está sentindo, acolha e nomeie essa emoção para que ele possa identifcá-la na próxima vez. Explique que é normal nos sentirmos assim quando somos contrariados por algum motivo. O importante é você não valorizar, incentivar, mesmo que indiretamente o que ele diz. Quanto mais chamar a atenção dele, mais ele irá dizer.

Psicóloga Juliana Vieira Psicólogo em Itajaí

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27 SET 2016

Olá Talita,
Tudo bem?
Seu filho sente raiva! E este é um sentimento normal, a raiva é uma emoção que nos ajuda e identificar que ultrapassaram nosso limite (seja ele emocional, físico, psicológico, etc).
O ideal neste caso, é validar a raiva, mostrar a ele que é normal sentir raiva, mas que matar a pessoa não é a forma correta de lidar com ela!
Se ele matar, existirão consequências, e não é pq estamos com raiva, que agimos de forma raivosa!
A raiva pode ser usada como um "guia" que nos avisa que algo nos fez muito mal. Daí o próximo passo é ajudá-lo a reestabelecer o limite que ele sente que foi ultrapassado pelo amigo.
Ex: amigo pegou brinquedo dele sem pedir e não quis devolver quando ele pediu, pode sentir raiva. Explicar a ele que é normal e falar para o amigo que não gostou da atitude do amigo e que não quer mais que ele faça isto.
Ensinar a ele que a raiva pode ajudá-lo a se respeitar e ensinar aos outros a respeita-lo. Não agredindo, mas percebendo o que o magoou e tratando pontualmente o problema.
Todos sentimos raiva, importante que seu filho saiba que isto é normal! A forma como lida com ela no entanto, pode ser mais saudável!
Um abraço e boa sorte!

Psicóloga Maria Claudia Ferreira Psicólogo em Barueri

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26 SET 2016

Olá Talita.
Vocês trabalham com crianças carentes e isso é muito bonito. Posso perguntar qual sua função neste trabalho?
Você deve ter percebido que as crianças falam muitas coisas que, para um adulto, pode parecer forte demais. Pois eles levam o que foi dito ao pé da letra.
Seu filho anda dizendo que vai matar. Mas vc não disse a idade dele. Ele tem, realmente, condições físicas ou intelectuais de matar alguém?
Talvez ele fique de castigo sem ao menos saber o porque.
a instituição que vc trabalha conta com a ajuda de algum psicanalista ou psicólogo? Quem sabe se vc conversar com ele e pedir orientação sobre as fases do desenvolvimento infantil ou as palavras de ordem das crianças, isto possa lhe auxiliar tanto com seus filhos como com as outras crianças...
Fica a dica!
Abraço pra vc e boa sorte.

Soraya Magalhães Homem Psicólogo em Armação de Búzios

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