Marido ruim

Feita por >Joana · 4 ago 2026 Terapia de casal

Meu marido está fora há dois dias e eu me sinto mais feliz. Até cuidei melhor do meu filho. Como voltar a valorizar o meu relacionamento, sendo que já sinto que odeio o meu parceiro?

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A melhor resposta 6 AGO 2026

Oi, Joana,

O que você descreve chama atenção para algo importante: às vezes, não é que a gente "deixou de valorizar" a relação. Às vezes, o corpo está mostrando que, longe de uma dinâmica que tem sido pesada, ele consegue relaxar. E isso merece ser escutado com cuidado, não julgado.

Eu teria curiosidade de entender como é esse relacionamento no dia a dia. O que acontece quando ele está presente? Você se sente respeitada, segura, pode ser quem é? Ou vive em estado de alerta, tentando evitar conflitos, críticas ou sobrecarga?

Muitas mulheres aprendem a colocar a responsabilidade pela relação nas próprias costas e acabam se perguntando "como voltar a amar", antes mesmo de perguntar: "O que aconteceu comigo dentro dessa relação? O que me fez sentir ódio?" Essa mudança de pergunta costuma abrir caminhos importantes.

O fato de você ter percebido que ficou mais leve e conseguiu cuidar melhor de si e do seu filho não é um diagnóstico sobre o casamento, mas é uma informação valiosa sobre como você tem se sentido quando ele está por perto. Você disse no título que ele é um marido ruim e que a distância dele de casa parece ter te dado espaço para perceber o sentimento que parece estar tão destacado. Vale a pena aprofundar essa experiência em um espaço terapêutico antes de tomar qualquer decisão. Entender o que esse "ódio" está comunicando pode trazer mais clareza sobre seus limites, suas necessidades e os próximos passos.

Fico à disposição caso queira conversar mais sobre isso. Visite o meu site. Lá você encontrará informações e um ebook disponível para download que pode ajudar você a compreender melhor o que está vivendo.

Um abraço.

Cristiane Melo Psicólogo em Campinas

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5 AGO 2026

Boa tarde, Joana! Grato por escrever. Certamente precisaremos conhecer melhor os detalhes do contexto atual da convivência de vocês, a história da convivência e suas etapas. Precisaremos entender a relação entre a expressão "marido ruim" e a questão de "como voltar a valorizar o relacionamento com o contraponto de sensação de odiar o parceiro.
Certamente ocorreu um desenvolvimento histórico desse estado de sensações.
Não será bom deixar as coisas permanecerem no panorama descrito sem realizar ações no sentido de modificar as coisas, encaminhar as melhores decisões possíveis.
Estaremos a disposição para aprofundamentos científicos.
Atenciosamente,
Ary Donizete Machado - psicólogo clínico e orientador sobre a ocupação do tempo.

Ary Donizete Machado Psicólogo em Limeira

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5 AGO 2026

Olá Joana!

Perceber que você se sentiu mais feliz e conseguiu cuidar melhor do seu filho enquanto seu marido esteve fora é uma informação importante. Isso não significa, necessariamente, que o relacionamento chegou ao fim, mas pode indicar que a convivência tem sido uma fonte significativa de desgaste emocional.

Quando você diz que sente que "odeia" seu parceiro, vale a pena refletir sobre o que existe por trás desse sentimento. Muitas vezes, ele é resultado de mágoas acumuladas, frustrações, conflitos frequentes, falta de diálogo, desrespeito ou necessidades emocionais que não foram atendidas ao longo do tempo.

Em vez de tentar forçar um sentimento de valorização pelo relacionamento, procure compreender o que fez vocês chegarem a esse ponto. Pergunte a si mesma: "o que mudou na minha vida quando ele não estava em casa?" Foi a ausência dos conflitos? A sensação de paz? Menos tensão? Essas respostas podem ajudar a entender o que realmente está acontecendo.

Se ainda existe o desejo de reconstruir a relação, é importante que ambos estejam dispostos a conversar, reparar as mágoas e promover mudanças na forma como se relacionam. Porém, se a paz só é percebida na ausência do parceiro, esse também é um aspecto que merece atenção e reflexão.

A terapia pode ser um espaço seguro para compreender esses sentimentos, identificar as necessidades de cada um e, a partir disso, decidir de forma consciente qual caminho faz mais sentido para a sua vida e para o bem-estar da sua família. Se precisar de ajuda profissional, estou à disposição.

Monique Daniele Psicólogo em Guarulhos

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5 AGO 2026

Joana, o que você está sentindo merece ser acolhido sem julgamento. Muitas pessoas se assustam quando percebem que se sentem mais leves, mais tranquilas ou até mais felizes quando o parceiro não está por perto, e isso costuma gerar culpa, confusão e medo do que essa percepção significa para o relacionamento.

O fato de você ter conseguido cuidar melhor do seu filho e se sentido emocionalmente mais disponível nesses dois dias é uma informação importante. Em vez de interpretar isso imediatamente como "sou uma pessoa ruim" ou "meu casamento acabou", vale olhar com curiosidade para o que mudou na ausência dele. Você ficou menos tensa? Houve menos críticas, conflitos, cobranças, medo de discussões ou sensação de sobrecarga? Às vezes, o alívio não vem da ausência da pessoa em si, mas da ausência de uma dinâmica que está consumindo muita energia emocional.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, é importante diferenciar três coisas: raiva momentânea, ressentimento acumulado e ausência de vínculo afetivo. Quando você diz que sente que odeia seu parceiro, isso pode ser a expressão de mágoas, frustrações e necessidades emocionais não atendidas há muito tempo. O ressentimento costuma crescer quando a pessoa sente que não é vista, respeitada, apoiada ou compreendida dentro da relação.

Por isso, talvez a pergunta mais útil neste momento não seja "como voltar a valorizar o relacionamento?", mas "o que aconteceu entre nós para eu chegar ao ponto de sentir alívio quando ele não está?". Tentar forçar gratidão ou valorização sem compreender a origem da dor costuma apenas aumentar a culpa e esconder o problema real.

Também é importante observar como você se sente na presença dele no dia a dia. Você consegue ser você mesma? Sente segurança emocional? Há respeito nas conversas? Seus sentimentos são levados a sério? Existe espaço para diálogo e mudança de ambos os lados? Essas respostas ajudam a entender se estamos diante de um relacionamento desgastado, de um momento de exaustão ou de algo mais profundo.

Você não precisa decidir agora se deve continuar ou terminar. Mas merece olhar para essa relação com honestidade e, principalmente, olhar para si mesma com compaixão. Sentir alívio não faz de você uma má esposa nem uma má mãe. Faz de você uma mulher que está percebendo sinais importantes sobre o próprio bem-estar emocional.

Se sentir que precisa de ajuda para compreender melhor esses sentimentos, organizar suas emoções e refletir sobre o futuro do relacionamento sem culpa e sem pressa, a psicoterapia pode ser um espaço muito valioso para isso. E, se você se sentir confortável e segura para iniciar esse processo, pode entrar em contato comigo. Será um prazer acolher você e ajudá-la a encontrar mais clareza sobre o que realmente deseja para sua vida e para sua família.

Ana Manuela Maciel Psicólogo em Salvador

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