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Doença mental materna pode afetar meu filho? Quais os riscos?

Feita por >LC>. 27 Mai 2018 4 respostas  · Psicologia clínica

Boa tarde.
Minha ex noiva e eu temos um filho de 1 ano. Quando ela engravidou, ficamos noivos, porém devido a uma discussão por causa de festa de casamento, onde ela exigiu que meus pais pagassem a festa de casamento, eu acabei discutindo com ela e cancelei a festa de casamento, uma vez que meus pais, nem eu, tínhamos condição de pagar pela festa, até porque eu estava preocupado a montar um apto pra morar com ela e nosso filho, e fazer o enxoval do bebê. Então ela começou a mudar muito e começou a me acusar de coisas que não fiz (crimes) contando pra família dela. Foi embora para a cidade dela, 700km de distância, ainda dizendo que me amava. A pedido dela e para salvar o relacionamento, fui a uma psicóloga especializada em terapia de casal, e quando a psicóloga começou a dar feedback positivo meu, minha ex parou de ir nela alegando que perdeu a confiança nela, e passou a ir em outra psicóloga. Ela também me pediu que eu fosse nessa nova psicóloga, e concordei. Durante a seção, essa nova psicóloga me orientou por diversas vezes a não ficar com minha ex, pois ela tinha um distúrbio, e por causa desse distúrbio, ela não pararia de fazer acusações contra mim. Um mês depois, sem dar explicações, ela passou a ignorar todos os meus contatos, de forma que fiquei a gravidez toda sem ter notícias dela e da gravidez (não soube nem o sexo da criança). 3 meses depois, recebi uma intimação para comparecer à delegacia onde descobri que ela havia me denunciado na polícia e pedido medidas protetivas alegando diversos crimes (ameaça, perseguição, etc). Meu filho nasceu, um menino, e ela não me contou e também não quis contar quando meu pai ligou para casa dela para tentar obter informação sobre ela e a gravidez, sendo que já tinham quase 20 dias que nosso filho havia nascido, e mesmo assim ela não deixou o pai dela contar ao meu pai. Então, descobri entrando em contato com o cartório de registro civil da cidade dela, que ela havia registrado meu filho sem me avisar. Então entramos em contato com ela para que eu registrasse meu filho, e conhecesse ele. Hoje ela vive dificultando meu contato com meu filho, já disse que não deixa ele sozinho comigo porque teme que eu abuse sexualmente dele, um absurdo! Desde que meu filho nasceu, sou responsável e pago 600 reais de pensão e também o plano de saúde dele, mesmo estando desempregado, devido aos problemas que vivi com a ausência de informações durante a gravidez, e pelas acusações feitas na policia, acabei perdendo o emprego pois não dormia, não comia, não rendia no trabalho, e tive que fazer terapia. Devido as acusações, foi instaurado um inquérito policial, o qual foi arquivado a pedido do ministério público, por total ausência de provas. Ela também pediu nova medida protetiva contra mim, alegando perseguição, e o ministério público foi contra a concessão das medidas pois ficou provado que ela mentiu. Moro a 700km de distância, e vou visitar meu filho a cada 45 dias, em média, e mesmo assim, nas últimas 3 vezes que fui visitá-lo, ela me acusou de perseguição na polícia (fato comprovadamente falso, onde em um Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, ela mesma admitiu que não houve perseguição, ou crime algum praticado por mim, motivo que levou o ministério público a opinar pelo indeferimento das medidas protetivas pedidas por ela). Voltei na psicóloga especializada em terapia de casal que frequentamos, e relatei o comportamento da minha ex, e ela me alertou para possíveis transtornos mentais. Pesquisando a respeito, cheguei ao transtorno da personalidade paranoide e transtorno delirante persecutório, e vi que existe uma ligação entre eles. Normalmente o delirante surge em pacientes que antes, desenvolvem o da personalidade paranoide. Eu juntei provas de comportamentos dela (conversas e audios de whatsapp, gravações de conversas onde ele demonstrava extrema irritação comigo e agia de forma hostil) e mostrei para um médico psiquiatra, o qual confirmou que realmente são características de quem tem o transtorno, e disse que ela teria que passar por uma avaliação para verificar se há algo mesmo, e se houver se há outras doenças (comorbidades). Ele também disse que se ela tiver transtornos, isso traz grande risco pro nosso filho (problemas cognitivos, comportamentais, e até mesmo vir a desenvolver problemas mentais). Hoje estamos numa disputa pela guarda de nosso filho na justiça, ainda sem audiência. Irei pedir uma avaliação psiquiátrica dela para o juiz.
Porém, o que preciso saber, até para apresentar ao juiz, é algo concreto sobre os riscos que esses transtornos podem trazer para meu filho. Li em diversos lugares, até estudos em inglês, que filhos de mães (ou pai) com transtorno mental, correm risco de vir a desenvolver até mesmo transtornos mentais, além de outros problemas. Mas não encontro nada concreto, que possa ser aceito pelo juiz. Encontro apenas relatos sobre os riscos de convivência com esses transtornos.
Espero imparcialidade de quem se dispuser a me responder, pois sei que há a ideia de que filho deve ficar sempre com a mãe, porém amo meu filho, e quero o melhor pra ele, e tenho total condições de cuidar dele. Imagina como ficaria a cabeça de uma criança crescendo vendo a mãe fazendo acusações falsas contra o pai dele! Ela também age de forma irresponsável andando de carro com meu filho sem a cadeirinha, por mais que eu pedisse pra não fazer isso. Enfim, quais os riscos que meu filho sofre, caso ela venha a ser diagnosticada com esses (ou outros) transtornos? E há algo concreto sobre esse tema? Algo que eu possa mostrar para o juiz, para dar argumentos para que ele aceite meu pedido de avaliação psiquiátrica dela? Obrigado antecipadamente pelo tempo, e desculpem-me pelo texto grande, mas tentei detalhar ao máximo o caso para melhor entendimento de vocês.

A melhor resposta

Boa noite LC. A situação que você descreve é muito delicada. Acredito que o melhor caminho é a ajuda de um advogado de família que irá orientá-lo no sentido de saber, a priori, se você pode pedir avaliação psiquiátrica de sua esposa.
Embora não haja na literatura científica comprovação de hereditariedade ou componente genético para os transtornos de personalidade, sabe-se que o ambiente é um fator importante para o desencadeamento e agravamento do quadro.
Existe também a possibilidade de ela ser orientada para receber tratamento psicológico adequado a fim de preservar a relação que você tem com seu filho.
Espero ter contribuído de alguma forma. Abraços, Eliana Benedetti.

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Ao invés de ficar procurando sempre responder às contendas dela, o melhor a fazer é procurar um advogado e pedir logo a guarda dessa criança para resguardar que ele tenha um ambiente equilibrado e tranquilo para se desenvolver. Esse advogado pode orientá-lo melhor quanto ao que você precisa para obter isso. Foque no seu filho e esqueça tudo mais que possa dizer ou fazer para responder às demandas da sua ex-noiva.

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30 MAI 2018

Logo Maria Márcia Verona Maria Márcia Verona

24 respostas

1513 pontuações positivas

Olá LC! Quando há um pedido para a justiça que envolve filhos, como a guarda por exemplo, não mais há uma "preferência" em relação às mãe! Há um acompanhamento e um estudo psicossocial para "averiguar" qual a melhor possibilidade. É um processo realmente! As provas que vc tem, a história que vc traz, e as "acusações" em relação ao prejuízo que ela possa causar ao seu filho ou à sua relação com ele, são coisas a se juntarem ao processo. Não há garantias quando da educação de uma criança, mas há apontamentos de ambientes adoecedores. É isso que a justiça estará atenta. Enquanto isso, faça a sua parte. Ao encontrar com seu filho, ame (eduque, converse, dê limites)! O amor cura tudo!

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29 MAI 2018

Logo Vívian Godinho Vívian Godinho

26 respostas

16 pontuações positivas

Olá! Pelo meu conhecimento no tema de disputa de guarda, o correto é que em algum momento, você, ela e dependendo da idade, seu filho também, passem por uma avaliação psicológica e social. Geralmente essa avaliação é o bastante para o juiz ter uma visão de cada um de vocês, caso o juiz julgue necessário, ele pode solicitar avaliação de outro profissional. Com relação ao seu filho e riscos de transtornos mentais, sim, ele pode ter risco, pois transtornos podem ser desenvolvidos por motivos genéticos, de personalidade ou algum fator ambiental. Não dá para prever com certeza o que vai ocorrer com ele. Concentre-se em amar seu filho agora e mais a frente, se ver algum sinal comportamental nele que te preocupe, procure um psicólogo, pois ele poderá te ajudar.

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29 MAI 2018

Logo Psicóloga Thatiana Fraga Psicóloga Thatiana Fraga

87 respostas

167 pontuações positivas

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