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Você sabe o que é depressão pós-parto?

A depressão pós-parto é um problema de saúde pública, cuja abordagem ainda é cercada de insegurança. Conheça mais sobre essa doença, suas causas, sintomas e tratamento.

29 Jan 2014 Problemas psicológicos - Leitura: min.

Belo Horizonte (Minas Gerais) Minas Gerais

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A depressão pós-parto é um problema de saúde pública cuja abordagem ainda é cercada de insegurança, mesmo por parte de profissionais de saúde.

A maternidade é um dos maiores mitos do ocidente, sendo que quase a totalidade das pessoas acredita ser uma passagem unicamente bela, garantidora de felicidade eterna para a mãe, coroando a existência feminina na terra. Sabidamente, não é isso que ocorre. A prevalência do quadro fica entre 10-20% das mães. Estudos brasileiros apontam uma prevalência de 13% no país. Como todo problema de saúde mental, merece atenção de familiares e profissionais de saúde. É altamente incapacitante, possui recidivas, provoca intenso sofrimento e desordens familiares, conjugais e laborais.

Sintomas mais comuns

  • desânimo
  • ideação suicida
  • sentimento de culpa
  • alterações de sono, libido e apetite

Diagnóstico

Em função da maternidade ser encarada de forma ideológica socialmente, pouco se aborda esse tema com as recém-mães. É dever do médico, enfermeiro, pediatra, ou outro profissional de saúde que possua um bom vínculo com a mãe questioná-la a respeito das reações ao parto, ou outros sinais, anteriores ao nascimento da criança.

Tratamento

O ideal é que essa mulher e, ocasionalmente, o companheiro, sejam acompanhados por equipe composta por psiquiatra e psicólogo. É fundamental para a mãe poder ter um espaço só para ela expor esse sofrimento tão agudo e hostilizado pela sociedade. Muitas mulheres sentem vergonha em admitir que não estão tão felizes quanto esperavam, que sentem medo de fracassar como mãe, que perderam o interesse no laço conjugal, ou que simplesmente toda sua existência perdeu o sentido após o nascimento do filho.

A depressão pós-parto é, em última instância, uma depressão, e deve ser tratada inclusive de forma medicamentosa. Entretanto, muitas mulheres que amamentam sentem receio em ingerir antidepressivos, pelos efeitos que esses possam provocar na saúde e desenvolvimento dos filhos.

Não há estudos extensos e conclusivos sobre o uso de medicação antidepressiva por mulheres que estão amamentando, mas, sabe-se que uma mãe deprimida oferece mais fatores de risco para o desenvolvimento de seus filhos do que mães não deprimidas. Por isso, é indispensável o acompanhamento psicológico.

Desse modo, é importante que profissionais e familiares estejam atentos às parturientes com as quais estejam envolvidos. Caso haja suspeita de que algo não esteja ocorrendo 'dentro do esperado', vale a pena abordar o assunto de maneira profissional.

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